Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

domingo, 23 de abril de 2017

O REVOLTANTE abuso de autoridade.

HELIO FERNANDES

Ninguém é contra esse projeto. Nem contesta o seu espírito, essência, objetivo. A maioria apoiaria com entusiasmo, em outras circunstancias. Existe abuso de autoridade nos três poderes, sempre, sem qualquer duvida, contra os mais pobres, que nem podem contratar um advogado. E isso não é de agora.

Eu ainda estava na escola primaria, com 10 ou 11 anos, e já ouvia o clamor e o temor, dos que eram intimados a comparecer a uma delegacia, onde sofriam violências e humilhações. As formas das autoridades imporem suas vontades eram mais execráveis á medida em que os escalões eram mais altos, e o mínimo que se exibia, era o "sabe com quem está falando", logicamente contra os mais frágeis e indefensáveis.

ESSE PROJETO VEM DE 2009

Em 2007, o Senado viveu o ano todo da tormenta provocada pela falta de caráter e excesso de autoridade do senador Renan Calheiros. (O mesmo que agora, se apresenta como campeão das garantias e dos direitos da comunidade).

Ele presidia o Senado, usando o poder que lhe cabia, e o que usurpava. Inesperadamente foi enquadrado em infidelidade moral publica e particular, as duas se fundindo gravemente na falta de decoro, não apenas para ser presidente do Senado, mas até mesmo para exercer o simples mandato no plenário.

Levou meses negociando, manobrando, se movimentando para continuar presidente. Constatando que era impossível, fez a proposta humilhante: deixaria a presidência, mas manteria o mandato. Tiveram a fragilidade de concordar, voltaria reeleito em 2010, como se não tivesse acontecido nada. E logo em 2015, o mesmo Senado que o derrubara da presidência em 2007, o recolocava na presidência ainda com mais
poderes.

Não só enfrentava e desacatava o Supremo, como assumia a liderança e o comando da luta contra a Lava-Jato, pela anistia aos corruptos e corruptores, mas exorbitando da própria importância, desenterrava esse projeto intitulado de "abuso de autoridade", e enquadrava nele, todos os que tentavam combater a corrupção.

Em 2009, esse projeto seria apoiado e glorificado, pois abuso de autoridade, é hostilizado repelido e abominado por toda a comunidade. Tendo deixado a presidência do Senado, precisava de um relator de sua total confiança. Escolheu como porta voz, o duas vezes senador e duas vezes senador, Roberto Requião, que aceitou a condição vexatória, mas prazerosamente.

A sorte está lançada, pode ser aprovado esse projeto de abuso de autoridade, mas não no momento. Ou então, com uma determinação aprovada pelo parlamento.

ESTE PROJETO ENTRARÀ EM VIGOR ASSIM QUE TERMINAR A LAVA-JATO.
TEMER, SEM PRESENTE E SEM FUTURO
 
Melancólica, lamentável, desorientada, a entrevista do presidente indireto, a jornais da Espanha.
 Fugiu dos assuntos principais, elogiou Sergio Moro, mas afirmou, "não quero tratar da lava-jato". 
Depois, textual: "A corrupção não vai parar o país". Ora, mais paralisado do que está é impossível.
 
Disse que se sente muito triste pelo fato de mais de 60 parlamentares, estarem envolvidos 
com investigações. Mas não podia terminar a não ser com uma bobajada, colossal, muito no 
seu estilo: "Mas essas investigações chegarão ao fim e o Poder Judiciário condene ou absolva essas 
pessoas" Existe ou existirá uma terceira decisão?
 
È O QUE TEMER ESPERA
 
A situação dele perante o TSE, vai se agravando cada vez mais. Para a ex-presidente Dilma, 
tem apenas o valor do registro histórico, mais nada. Já foi cassada, perdeu o mandato, 
ficou com os direitos, por causa de uma "generosa extravagância" do Ministro Lewandowski.
 
O caso dele é inteiramente diferente. Cassado, fica sem presente e sem futuro. 
Por isso, luta intensa e incessantemente pela terceira decisão. Na entrevista, falou 
em CONDENAÇÃO ou ABSOLVIÇÃO. Para sua sobrevivência, e escapar da ação do PSDB 
junto ao TSE, tenta a terceira via, o NÃO julgamento.
 
 A protelação já tem 27 meses. Mas agora se agravou com as delações do
"fim do mundo" dos 77 da Odebrecht. Preservar o mandato de Temer, com
Gilmar Mendes e os 2 ministros novos no TSE será uma das maiores vergonhas.
 
A França tem novo presidente

Favorito, Montrol ganhou ontem, e ganhará de Le Pen, no segundo turno, ainda com mais facilidade. Ela acredita, que sendo de extrema direita declarada, terá os votos dos que não querem um direitista oportunista.

Ontem eu dizia que o poderoso Partido Socialista, que dominara longa época da França, não teria 10 por cento dos votos. Não teve.

PS- Bernardinho encerrou ontem uma carreira vitoriosa, conquistando o décimo segundo titulo da Super Liga de Vôlei. 10 desses títulos, contra o Osasco, adversário de ontem. Espetáculo sensacional no belo estádio Olímpico da Barra, lotadíssimo.

PS2- Agora Bernardinho começa carreira política como candidato a governador do Estado do Rio. Coordenado e convidado por Aécio Neves, se filiou ao PSDB.

PS3- Com a MASSIFICAÇÂO do PSDB na Lava - Jato, se desfiliou,
concorrerá pelo Partido Novo. Aécio não concorda nem suporta.


ANÁLISE & POLÍTICA
    “Informação com Liberdade de Expressão”


ROBERTO MONTEIRO PINHO

Pânico para Lula na Lava Jato

Depoimentos dados pelo ex-presidente do grupo Odebrecht Emílio Odebrecht e pelo ex-presidente da Braskem que é a subsidiária da Odebrecht no setor químico, Carlos Fadigas dão conta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuou para resolver impasses entre a Braskem e a Petrobras, impedindo que a estatal se tornasse uma concorrente na indústria petroquímica. 
As informações foram dadas pelos empresários em mais um acordo de delação premiada. Segundo Odebrecht, uma reunião com o ex-presidente Lula na época de seu primeiro mandato foi organizada para cobrar um "compromisso do governo com o setor petroquímico", já que, durante a campanha, Lula garantiu que não "reestatizaria" a Petrobras. Até o governo Collor, era a estatal que comandava o setor por meio da Petroquisa.
Reunião do acerto aconteceu no governo Lula
"Ele aceitou e convocou essa reunião. (...) Nós preparamos um material de exposição e apresentamos tudo nessa reunião, e mostramos exatamente a todos, que os estudos da Petrobras era de estatizante nisso, nisso, nisso, naquilo e o que nós queríamos como investidores, pra gente saber se continuava ou não investindo no setor, (era saber) qual a posição do governo, já que o governo já tinha se posicionado que não haveria a reestatização do setor", conta Emílio Odebrecht. (matéria veiculada no Diário de Minas).
Repasse de R$ 37 milhões para o PT, PSDB e PSC em 2014
Em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato, os executivos da empreiteira Odebrecht afirmaram que a empresa repassou R$ 37 milhões em doações irregulares (caixa 2) aos partidos PT, PSDB e PSC, em 2014, durante a campanha presidencial. Os repasses eram realizados em mochilas, nos encontros entre mediadores da companhia e dos partidos.

Segundo um levantamento realizado pela Agência Brasil, a partir dos depoimentos de cinco delatores para a Lava Jato, a campanha presidencial do PT foi a que mais recebeu repasse em caixa 2 da Odebrecht, uma quantia de R$ 24 milhões. Em seguida, vem o PSDB, com R$ 7 milhões, e o PSC, com R$ 6 milhões. Os repasses ilícitos foram detalhados nas delações premiadas dos ex-executivos, que tiveram os depoimentos homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste ano. 

Acerto com Dilma foi de R$ 35 milhões

Também em delação, o ex-diretor de Relações Institucionais da empresa, Alexandrino Alencar, descreveu como foi feito o acerto para a campanha à reeleição da candidata do PT Dilma Rousseff. De acordo com ele, o repasse de R$ 35 milhões foi combinado com o então coordenador financeiro da campanha, Edinho Silva. O dinheiro seria distribuído de maneira igualitária a cinco partidos para que apoiassem o PT e, dessa maneira, o partido conseguiria um “aumento do tempo de horário eleitoral na televisão”. Conforme Alexandrino, houve incremento de um terço após os pagamentos realizados ao PROS, PRB, PCdoB, PDT e PP. Do total de R$ 35 milhões combinados com o partido, os delatores indicam que R$ 24 milhões foram, de fato, repassados.

Depósitos eram no exterior

O ex-diretor da Odebrecht em Salvador, Hilberto Mascarenhas Silva, afirma ter recebido um e-mail de Marcelo Odebrecht, em julho, autorizando o pagamento a ser “debilitado na conta pós-Itália”, que era uma espécie de crédito que o governo federal e o PT tinham com a construtora, e que ia sendo abatido conforme os pedidos. Dos milhões de caixa 2 repassados de forma ilícita, documentos fornecidos pelos delatores ao Ministério Público Federal (MPF) indicam que R$ 5 milhões foram repassados ao PROS, R$ 2 milhões ao PDT, R$ 5 milhões ao PRB, e R$ 7 milhões ao PCdoB, além de R$ 5 milhões ao marqueteiro da campanha do PT, João Santana, que está preso.


Repasse para Aécio foi de R$ 15 milhões

Os repasses feitos para a campanha à Presidência do então candidato do PSDB, Aécio Neves, também envolveram valores direcionados a outros partidos. Os delatores afirmaram que Marcelo Odebrecht havia combinado com o tucano uma doação de R$ 15 milhões, que acabou não acontecendo porque, segundo eles, o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, “eles não queriam receber o pagamento lá fora”. O ex-executivo da empresa descreve que R$ 3 milhões foram pagos em várias parcelas de R$ 250 mil, entre maio e setembro de 2014; e que outros R$ 3 milhões, em três parcelas de R$ 1 milhão, também no mês de setembro.

Assessoria de Aécio defende

De acordo com a assessoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o então candidato pediu apoio para as campanhas de “diversos candidatos”, na condição de dirigente partidário, “sempre na forma da lei”. Segundo o tucano, o próprio Marcelo Odebrecht afirmou na delação que as doações direcionadas a Aécio “nunca envolveram nenhum tipo de contrapartida”.

“O senador Aécio Neves foi um dos principais defensores do fim do sigilo sobre as delações e do aprofundamento das investigações, que considera fundamentais para comprovação das falsas acusações feitas a ele e para demonstração cabal da correção dos seus atos”, informou a assessoria.

Assessoria de Dilma defende

A assessoria de Dilma Rousseff disse que a então candidata “nunca autorizou” arrecadação de recursos por meio de caixa 2 para suas campanhas presidenciais. Em nota à imprensa no qual comenta supostos recebimentos de recursos por João Santana, Dilma afirma que as “únicas pessoas” aptas a captar dinheiro foram os tesoureiros das campanhas de 2010 e 2014, “em conformidade com a legislação eleitoral”.

“Nas duas eleições, a orientação de Dilma Rousseff sempre foi clara e direta para que fosse respeitada a legislação eleitoral em todos os atos de campanha. Ela nunca teve conhecimento de que suas ordens tenham sido desrespeitadas. Todos que participaram nas instâncias de coordenação das duas campanhas sempre tiveram total ciência dessa determinação”, informou. (as informações aqui divulgadas compõe o rool dos depoimentos dos autos da ação da Lava Jato).

Estão dando espaço na mídia para Lula crescer rumo a 2018

Eis que Lula está imantado pelo poder. Falam dele, mesmo que seja: “falem mal, mas falem de mim”. Mantido sob holofotes da mídia, não fossem as acusações contra ele, Lula jamais seria novamente lembrado pelo eleitor. O reflexo disso é a Pesquisa do Ibope, divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, onde mostra que o ex-presidente Lula é virtualmente o mais cotado para vencer a eleição presidencial em 2018.

Ibope diz que 30% votam em Lula

De acordo com o levantamento, 30% dos entrevistados afirmaram que votariam em Lula “com certeza” e 17% disseram que “poderiam votar”, enquanto 51% disseram que não votariam “de jeito nenhum”.

O PSDB é o partido que mais tem pré-candidatos (os senadores José Serra e Aécio Neves e o governador paulista, Geraldo Alckmin) viram cair seus percentuais. Enquanto Serra tem 25% dos votos “certos” ou possíveis, Aécio e Alckmin têm 22%. Os três apresentaram taxas de rejeição maiores que a de Lula: 62% disseram que não votariam de jeito nenhum em Aécio, 58% em Serra e 54% em Alckmin.
As entrevistas com os eleitores foram realizadas entre os dias 7 e 11 com 2.002 pessoas em 143 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Impressiona muito que o jornal britânico Financial Times destacou a possibilidade de Lula voltar ao poder nas eleições de 2018, citando que pesquisas apontam que o possível candidato venceria as eleições se elas ocorressem hoje. O diário lembrou que Lula terminou seu segundo mandato, em 2010, com 83% de aprovação da população, motivado sobre tudo pelo fato de metade dos brasileiros terem ascendido para a classe média durante seu governo.

Dilma reivindicou as mordomias

Na véspera do impeachment, a então presidente Dilma Rousseff chamou um dos seus secretários e mandou anotara os privilégios que ela exigia mesmo quem cassada do seu cargo. Ela preparou uma lista de exigências endereçadas a Renan Calheiros, presidente do Senado e responsável por atender ou não aos pedidos. Solicitou uma frota de dez automóveis oficiais e cinco motos, além de helicópteros e aviões da FAB para viagens no Brasil e no exterior (os custos com hospedagem, combustível e tripulação obviamente bancados pelos contribuintes).

Exigências que extrapolaram e causou indignação


Numa segunda lista exigiu uma equipe de 20 assessores diretos, e uma verba para alugar uma casa de luxo em Brasília para abrigar o que chama de “governo paralelo”. Quando na ativa, tinha ao seu dispor, 80 funcionários do Palácio, entre cozinheiros, jardineiros, motoristas e seguranças. Em a metamorfose de poder, pediu para não sofrer o corte do salário pela metade, conforme prevê a legislação.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A reforma da Imprevidência, e a espoliação dos trabalhadores

HELIO FERNANDES

São os dois assuntos que estão na pauta do indireto, desde a sua posse em 9 de maio de 2016. Faz o maior esforço de mistificação, de retrocesso, de concessão, para tentar aprovar a da Previdência, considerando-a urgente, necessária e indispensável. Mas não consegue sair do lugar, convencer alguém que suas palavras se baseiam numa
realidade irrefutável.

O projeto inicial, tido como indispensável, é retocado, emendado e reformulado com a maior insistência. Para aprovação precisa  de irrisórios 308 deputados,mas vai cedendo a todas as pressões , deformando e deteriorando o que divulgava praticamente como parte indispensável para a salvação nacional.

Cansado de ter que explicar exaustivamente a importância da reforma da Previdência, que está mais para imprevidência do que para qualquer coisa. Não é nem um jogo de palavras, é que na concepção e no comportamento de Temer, essas duas palavras  são vizinhas e inseparáveis. Para Temer, farsante sempre, textual: "Consumaremos essa reforma, exatamente como está no original.

Ele sabe muito bem que não é nada disso, ele mesmo ficou surpreendido com o estardalhaço feito por Marcelo Caetano, assessor com nome de um político de Portugal, colaborador do ditador Salazar, que depois dele acabou Primeiro Ministro fantasiado de democrata. O Marcelo Caetano daqui, foi afastado discretamente, substituído por uma agencia de publicidade.

Não tenho nada contra agencias de publicidade, apesar do que dizem geralmente delas, 
principalmente nos EUA, onde estão as mais gigantescas, que se multiplicam pelo mundo. 
Como  todas se localizam na Avenida Madison, espalham: "Ali são ganhas 
fortunas, sem precisar usar a inteligência". 
 
A daqui, contratada pelo governo criou um slogan,badalado na televisão e radio: "È preciso
 reformar hoje, para pagar amanha". Tudo farsa, imaginação de acordo com a vontade d
o cliente.
 
Falam em déficit de 179  BILHÕES, mistificação total. Se fosse verdade, o país não existiria, 
nenhum aposentado receberia. Se os empresários e a União PAGASSEM 
sua parte 8 por cento cada, com os 8por cento do trabalhador, estariam com superávit 
obrigatório. 

Já pedi um levantamento dos débitos, não podem fazer, eles mesmos são os caloteiros. 
Vão conseguir os 308 votos, enfrentarão a ira da população. Mas pelo menos 
não conseguirão o que chamam de vitoria, antes de completado um ano de governo. 
Apesar do que retumba o falastrão Henrique Meirelles. Reação da 
Câmara dos deputados? Até que não seria difícil. Mas é impossível acreditar.
 
A reforma trabalhista, assustadora e ameaçadora
 
Pressionado naturalmente pelos empresários paulistas, e surpreendentemente pelos do 
Norte-Nordeste, Temer faz tudo para aprovar a re forma que arruína milhões 
de trabalhadores. 

Arruína e elimina seus direitos, que pareciam intocáveis, irrefutáveis e irrevogáveis. Mas 
sempre é fácil encontrar quem esteja disposto a praticar uma traição.
 
Quando era presidente da Câmara, Temer impediu 5 ou 6 vezes,que o então presidente 
FHC, sofresse o impeachment mais  do que justo.Isso foi em 1996, exatamente 20 anos 
depois, começando em 2016, iniciou o movimento para o impeachment 
da presidente Dilma.

Foi outro presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que o projetou, perdão, arrojou 
para onde está. Agora para destruir os direitos conquistados por milhões de trabalhadores, 
garante o apoio de outro presidente da Câmara, Rodrigo Maia. 
 
Isso é tão deprimente, que dezenas de deputados protestaram, com cartazes com 
a seguinte legenda: "OUTRO EDUARDO CUNHA, NÂO". Mas Temer, indireto, incerto, 
incompetente, garantiu aos empresários: "A reforma trabalhista é tão certa quanto 
a reforma da  Previdência. As duas IMPRESCINDIVEIS para a salvação do país 
"DEPUTADOS articulam derrotar Temer
 
Essa reforma que o indireto garante que roubará de milhões de trabalhadores, 
corre sérios riscos. 

Está em desenvolvimento, a resistência  aos planos de  acabar com a legislação que 
vigora  há mais de  70 ou 80 anos,afirmam que está inteiramente ultrapassada.
 
Tramam então colocar no lugar o que  definem desta  forma: "Um grande ACORDO 
entre patrões e empregados  que teria  força de lei".
 
Não é segredo, que  pretendem modificar três pontos. 1- Ferias. 2- Horas de trabalho. 
3- 13° salário. Os dois primeiros casos já com esquemas arquitetados e articulados. 
Falta resolver a questão do13% salário. 
 
Imaginam pagar em 10 prestações mensais. Nesses encontros, que terão força de lei, 
pretendem dizer aos trabalhadores: "Vocês serão beneficiados. Em vez de receberem uma 
vez  no fim do ano, receberão todo mês mais 10 por cento do valor do salário. 

No total receberão a mesma importância, como se  fosse um aumento mensal 
de 10 por cento".
 
È tanta indignidade, provocará tanta revolta, que jogará  pais todo contra o governo 
e contra a Câmara. Imaginem aprovar essa barbaridade.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Marcelo Odebrecht, o inconfundível

HELIO FERNANDES

Jamais imaginei ou acreditei que pudesse existir um personagem como esse. O avô, fundador da  empresa, demonstrou enorme competência irresponsável , ao preterir o filho Emilio, e escolhendo como sucessor o neto Marcelo .

Desde o inicio dos negócios sabia que não era para qualquer um. Um setor que vivia de contratos, avaliações, aditivos, verbas regulares e suplementares, precisava de alguém inteiramente fora de serie.

E  desde o inicio, vendo o jovem Marcelo crescendo e se desenvolvendo ao seu lado, não teve a menor hesitação: "Esse será o meu sucessor não como herdeiro e sim como alguém que está conquistando o cargo e comandará a empresa de forma insubstituível".

O produto da observação e da consagração do avô, o país está assistindo estarrecido,
diariamente nas televisões de todo Brasil, entra dia, atravessa a noite, assombrando toda a comunidade.

Ele não tem caráter, escrúpulo, constrangimento. Nem respeito por ninguém. Montou uma  empresa á sua imagem e semelhança .Na qual tudo gira em torno do dinheiro. Como conquista e consolidação do poder.

Dinheiro que vai se multiplicando de forma espantosa, na medida em que ele mesmo determina e traça o principal roteiro: comprar, corromper, desmoralizar, colocar todos na dependência  da humilhação a que são submetidos.

SÒ ELE MANDA E DESMANDA

Seus relatos são impressionantes. Faz questão de mostrar e demonstrar que nada escapa do seu comando. È uma organização montada e movimentada unicamente por ele. Todos vivem, crescem, se desenvolvem na base do dinheiro corrompido.

E para que todos se atrelem a esse sistema que implantou na empresa, estabeleceu a hierarquia da corrupção, que ele e seus sequazes propalam e respeitam como verdade absoluta.

È o BONUS da corrupção, do superfaturamento, a velocidade com que diretores de  empresas estatais, mais rapidamente incorrem nos crimes humilhantes e  enxovalhantes, para  poderem logo receberem a sua propina,e seus corruptores  garantirem seus BONUS hierárquicos.


Marcelo Odebrecht é um criminoso consciente, que demonstra enorme satisfação em transformar sua vida, numa novela na qual é o autor, diretor e personagem principal. Como ficará  dezenas de anos presos, deveria doar seu cérebro, para Institutos psiquiátricos. PELO MENOS ISSO.

terça-feira, 18 de abril de 2017

A FARSA DA PREVIDÊNCIA

HELIO FERNANDES

No próximo dia 9 de maio, Temer e Meirelles completam 1 ano da posse. O presidente, de forma indireta, de um mandato que não disputou, e lógico, não conquistou. Foi a conclusão da conspiração parlamentar, imaginada por Temer e executada pelo parceiro Eduardo Cunha. Este já está com uma condenação de 15 anos de prisão.

Temer citado irrefutavelmente na Lava-Jato. E ha 26 meses respondendo perante o TSE, a uma ação para ter o mandato cassado. O que só não aconteceu até agora por causa da vergonhosa "proteção" de 2 Ministros do Supremo e do TSE. Toffoli gradeando Temer durante 14 meses. E Gilmar Mendes por outros 12 meses.

Assim que recebeu o mandato como provisório, nomeou Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Banqueiro que fez fortuna na Europa. E presidente fracassado  e demitido  do Banco Central, no primeiro mandato de Lula, a quem não conhecia. Lula e Meirelles se encontraram no aeroporto de Brasília, o ex-banqueiro foi convidado,  aceitou na hora.

Com Temer e Meirelles aconteceu praticamente a mesma coisa. Jamais se encontraram. Ainda vice, Temer foi á sede da empresa dos corruptos irmãos donos da JBF. Eles doaram 50 milhões para o PMDB, deputados e senadores brigavam pela partilha.

Resolveu o problema e abriu caminho para doações, mais volumosos e suntuosos, para ele e sua campanha á reeleição de vice. Conheceu então Henrique Meirelles, importante Diretor Executivo do Conselho da JBS.

Promovido tortuosamente de vice a presidente, não hesitou. Nomeou Meirelles Ministro da Fazenda. A partir daí, estão inapelavelmente juntos, com duas obseções. 1- A reforma da Previdência. 2. A vergonhosa reforma trabalhista, na tentativa de roubar os direitos de milhões de trabalhadores, sendo que 13 milhões deles, desempregados.
 
TEMER E MEIRELLES E A IMPREVIDÊNCIA
 
Impossível acreditar no que dizem mentirosamente o presidente indireto 
e o Ministro da Fazenda incompetente e falastrão: "O déficit da Previdência é de 179 BILHÕES".

Para que fosse verdade, teriam que ter roubado muito, nada surpreendente. Ou deixado 
de recolher o que é devido á Previdência, também bastante aceitável.
 
Havendo acerto entre despesa e receita, jamais pode haver déficit: mensal, anual ou acumulado. 
A receita da Previdência vem de 3 fontes. Trabalhador, empregador, União. 
 
A participação de cada um, é rigorosamente igual: 8 por cento. Para que não haja duvida, 
vou sumarizar e detalhar. 8 por cento do trabalhador,8 por cento do empregador,  8 por cento da União.
 
Por piores que sejam os administradores, impossível acumular déficit, qualquer que seja ele.
 Principalmente de 179 BILHÕES. A não ser com as duas exceções que coloquei. 
1-Falta de recolhimento das 3 fontes pagadoras. 2- Roubalheira.
 
O trabalhador não pode deixar de recolher a sua parte, mesmo que queira, é descontado na fonte. 
Os empresários devem fabulas de dinheiro á Previdência, não é de hoje, é de sempre. 
 
Já fizeram planos e mais planos para pagamento que chamam de parcelado,
 mas que na verdade é roubado.  Por que não investigam?
 
 A terceira parte, da União, não é recolhida ha anos. Quanto o desgoverno Temer recolheu 
á Previdência nesse ano que se completará no dia 9 de maio? Provavelmente nada, para 
poder aumentar esse déficit gigantesco. Se recolhe mensalmente a sua parte, a União deve mostrar
 com total transparência, o que recolheu.
 
Com uma receita de TRES VEZES todos os salários pagos e depositados
na conta da Previdência, não pode haver DEFICIT e sim SUPERAVIT gigantesco. 
Essa reforma criminosa não pode ser votada.
 
Roberto Campos- John Kennedy
 
Como escrevi sobre os 100 anos do ex-embaixador (ante ontem) me perguntam muito sobre ele. 
Ontem queriam saber se o Presidente Kennedy chamou o então embaixador do Brasil nos EUA, 
de "americanofilo". Não sei realmente. Mas todo mundo conhecia essa realidade, 
tanto lá quanto aqui, não seria nada surpreendente.
 
Alem do mais, Kennedy  era capaz de qualquer leviandade, apenas um personagem rico, bonito, 
mulherengo. Foi eleito em 1960, ganhando de Nixon por menos de 60 mil votos 
num total de 60 milhões. Nessa eleição houve o primeiro debate, ele ganhou na TV, perdeu no radio. 
Venceu com o dinheiro do pai, que fez fortuna fabulosa como traficante de bebida.
 
Kennedy está inteiramente fora da Historia.  Terá uma citação de pé de página, 
pelo fato de ter sido assassinado.  E hoje, depois 54 anos, não se sabe o motivo.
 
PS- A viúva, lindíssima, interessante, inteligente, casou logo depois por vingança. 
Escolheu um homem gordíssimo, careca. Dinheiro ela também tinha.


POLÍTICOS, MAGISTRADOS E EXECUTIVOS SALVANDO UNS AOS OUTROS. UM ACORDO DEVASTO PARA A DEMOCRACIA E O ESTADO DE DIREITO. BLINDAGEM FOI A QUE CONHECI COM BRIZOLA. ERAM PROJETOS E MAIS PROJETOS, NADA CORRUPTO, MAS DE GRANDE E VALIOSA CONTRIBUIÇÃO PARA A SOCIEDADE. AGORA A BLINDAGEM TEM OUTRO FORMATO, É PARA ELES MESMOS. IVETE TRAIU A CAUSA DO TRABALHISMO E ENTREGOU O PTB PARA O GENERAL GOLBERY.

ROBERTO MONTEIRO PINHO

A lista do ministro do STF Edson Fachin foi fulminante para Michel Temer, Lula, FHC e Dilma Rousseff. Dos quatro, FHC é que menos sofreu o impacto moral, por dois motivos, deixou o governo há mais tempo e a idade avançada. Entre todos a certeza que a blindagem montada nos bastidores, com tentáculos no judiciário, está ameaçadíssima. Ou seja: o conluio vergonhoso que existe entre os personagens da mais alta cúpula do país, já é do conhecimento da sociedade brasileira e dos organismos internacionais.

O modelo utilizado por eles é o mesmo utilizado pelos ditadores socialistas, que nas rupturas, se salvam uns aos outros. De onde veio, e de quem foi à ideia, é uma questão de tempo, mas vira a tona e ai a nação poderá fazer seu juízo final.

De 1977 a 1992, eu convivi (mas intensamente na fase que começou no exílio e até a fundação do PDT) com dois ícones do trabalhismo brasileiro, Leonel Brizola e Darcy Ribeiro.

O algoz do trabalhismo, era a ex-deputada Ivete Vargas, uma personalidade intransigente, divisionista e nada afeta ao diálogo. Aproveitou do desejo da ditadura militar frear a força que o movimento dos trabalhistas se aflorava, fez um pacto com a extrema direita, através do ministro ditador general Golbery do Couto e Silva.

Abraçada com os torturadores, Ivete Vargas, construí esse PTB que vocês já conhecem. Fisiológico, desnaturado politicamente e sem rumo, uma legenda de aluguel, vazia, cartorial, fruto do que foi plantado por ela.

Brizola tinha seu pequeno habitat político. A blindagem era com Cibilis Viana, Gessy Sarmento e José Gomes Talarico (esses últimos uma espécie de azougue nas articulações). Blindagem mesmo era entre Brizola e o primeiro.

A caixa preta de Brizola tinha três chaves. Mas os problemas eram menores. Não vendiam o país aos estrangeiros, a linha política era o socialismo moreno de Darcy, e a parte física estava na proposta dos “Brizolões” (Cieps) e das reformas de base, essa última, porém nunca saiu do papel.

Ao lado de Brizola, construímos um grupo independente e aguerrido e realizamos um belo trabalho de formação política, trazendo jovens e figuras da época (que hoje flutuam ou flutuaram no cenário político.

Sem buscar notoriedade, ganhei visibilidade pela atuação e também por conta da publicação na imprensa de uma lista denominada “Os cem do Brizola”, sem modéstia onde meu nome ali está. A publicação criou inveja, e (melhor era ter continuado nas entrelinhas).
Mesmo afastado por divergir do inchaço da legenda, com adesão de fisiológicos, a minha convivência era tranqüila, eles queriam cargos políticos eu queria fazer história.

Afastei-me, a partir de uma divergência com Brizola, quando este me propõe ser elo para a unificação das duas legendas PTB e PDT. Fato este que materialmente não se concretizou, nem após a morte Yara Vargas.  O PDT tinha na linha de frente, Bocayuva Cunha, José Colagrossi, Doutel de Andrade e Lygia Andrade, muito próximos de Brizola.

Políticos, magistrados e executivos salvando uns aos outros. Um acordo devasto para a democracia e o estado de direito. Blindagem foi a que conheci com Brizola. Eram projetos e mais projetos, nada corrupto, mas de grande e valiosa contribuição para a sociedade. Agora a blindagem tem outro formato. É para eles mesmos. Acordo vilão foi da falecida Ivete Vargas, que entregou o PTB para o general Golbery.

Voltando a cerne da questão. Não tenho a menor dúvida de que a mais alta cúpula do país está contaminada e pactuada. A corrupção tem outro nome, os atos do judiciário, outros formatos, e as operações são mais publicitárias do que eficientes.

Neste alto pedestal de políticos, algumas figuras foram fritadas, podendo citar o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Dilma é o pior dos personagens. Desarticulada, renegando Lula, utiliza um passado conturbado na luta armada, para endossar suas atitudes e atos já denunciados pela imprensa e produto dos inquéritos e denuncias na Lava-Jato.

Sinceramente, nada espero deste modelo maldito que estamos submetidos. A divisão de classe não é hoje apenas entre capital e pobreza e sim de políticos e o povo que os elegeram. As reformas da Previdência e Trabalhista serão realizadas, a força, na manobra e na coação de deputados para sua aprovação.

Mais tarde estarão os opositores as medidas, questionando sua constitucionalidade no STF. A matéria tramitará por anos e pode ainda ser ou não retirada do mundo jurídico.
 No topo dos questionamentos, com certeza os magistrados trabalhistas, mas apenas opinarão ou questionarão aqueles pontos que atingem os seus interesses e não os da sociedade como um todo. È exatamente o que vem ocorrendo nesses casos.

Sobre blindagem, devo dizer que acobertar irregularidades de muy amigos, é crime. Mas quem vai punir? Existe coragem, moral e determinação, que será patriota a esse ponto?