Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015



LULA, CANDIDATISSIMO,  TENTA MANTER DILMA COMO PRESIDENTE.  5 MILHÕES SEM EMPREGO E SEM SEGURO. JOSE ROBERTO CARDOSO, “QUE FASE”. TODOS OLHAM PARA RICARDO JANOT.

HELIO FERNANDES
28.02.15.

O desemprego vem aumentando, nada surpreendente. Sem investimento, com a indústria praticamente produzindo cada vez menos, o consumidor quase sem recursos, comprando muito menos, apenas o necessário ou indispensável, o comércio acompanha a indústria.

Com toda essa realidade, Dona Dilma se assusta mas não toma providencia. Se refugia na incompetência, só fala “em aumentar impostos”. Como cidadão já paga 36 por cento, individualmente, vão elevar ainda mais essa carga amaldiçoada? Para quanto, 40 por cento? É isso que chamam de “ajuste fiscal”?

Anteontem, jornalões, televisões, jornalistas “amestrados”, retumbaram em massa: “O desemprego subiu, agora é de 5,3”. Por que não traduzem esse percentagem, 5,3 de que total? Por que não colocam em números? É preciso traduzir de forma facilmente compreensível, para que todos entendam.

Esses 5,3 representam praticamente 5 milhões de desempregados. Que só tende aumentar, diminuiriam se houvesse investimento, desenvolvimento, em vez e desperdício. E mistificação, que durou os quatro primeiros anos e toda a campanha presidencial.
Com essa falta de trabalho preocupante, Dona Dilma criou medidas que complicam e dificultam o recebimento do salário-desemprego. Logo ela que adora se vangloriar, que palavra, de ser a campeã da concessão dos benefícios, sociais. Na certa não se preocupa, pode repetir: “Não disputarei mais nenhuma eleição”.

Lula defende o mandato de Dilma.

Ha dias, em matéria sobre a posição vulnerável de Dona Dilma e o aumento praticamente diário da sua impopularidade, mostrei a preocupação do ex-presidente. Escrevi: “Candidato a presidente dentro de 4 anos quando estará com 73 anos, quer Dona Dilma como presidente nessa última eleição dela”.

E conclui, sem um mínimo de dúvida: “Não que Lula precise do apoio de Dina Dilma. É que se ela não estiver no poder em 2018, é porque aconteceu alguma coisa com seu mandato. O presidente então será Temer ou Eduardo Cunha”. Não falei em impeachment, deixando bem claro que essa forma constitucional não pode ser planejada, geralmente obedece ou acontece casual ou circunstancialmente.

Agora, Lula entra em campo com a camisa do patrocinador, ele mesmo. Voltou aos tempos em que utilizava seu inegável charme para conquistar e enganar a todos. Agora os tempos são outros embora acredite que ele mesmo, continua se considerando avassalador.

O diálogo dele com Dona Dilma foi duro, não usou detalhes: “preciso que você fique no governo até o fim”. Não era necessário mais, ela, que cada vez só esconde atrás de qualquer coisa ou pessoa, entendeu.

Agora, no PT, no Instituto Lula, e nas pregações que vem fazendo nos mais diversos lugares. A palavra de ordem é esta: “Nenhum ataque a Dona Dilma, temos que defender o mandato dela, para o partido é indispensável”. Lógico que deliberadamente trocou a identificação pessoal pela partidária. Todos entenderam.
Foi ao Congresso, abraçou a todos. Para Renan, que detesta, um abraço apertado. Tendo como resposta dura, a cobrança por cargos (velada) e a afirmação, (ostensiva): “Não nos responsabilizaremos pela política econômica, não somos chamados para participar de coisa alguma”.
Agora, todos estão sabendo: Lula é candidato á sucessão dela, mas não quer alteração na hierarquia do poder. Antes, a partir de 2011, tudo se concentrava no que era falado de boca-em-boca: “Volta, Lula”. Agora a palavra de ordem, exigência: “Fica Dilma”. Só que não depende apenas dos dois.
José Eduardo Cardoso.
Jô Soares, nos tempos badalados de humorista a favor (contradição) criou um bordão muito repetido: ”É a fase”. Agora pode ser aplicado ao Ministro da Justiça. Não acerta uma. Deputado federal, não se desincompatibilizou em junho de 2014. Dona Dilma disse para ele: ”Não saia, você vai para o Supremo como prometi”.
Agora, usa óculos bifocais com as lentes trocadas, olha para um lado como Ministro, age como se fosse um cidadão acima de qualquer suspeita. Recebeu escondida e de forma subterrânea, advogados dos ladrões das empreiteiras, como se elas roubassem não a Petrobras mas o pré-sal. Fingia que era a mesma coisa. Como a repercussão foi desastrosa para ele, não colocou o encontro na agenda, (o que é obrigatório), se confundiu todo, foi ficando cada vez pior. O que pretendiam os advogados? Que ele apoiasse e trabalhasse com o Advogado Geral da União, o notório Luiz Inacio Adams. (notório não é depreciativo, qualquer um que ocupa cargo igual ao dele é notório).
Queriam apenas trocar uma palavra. Em vez de INIDONEAS, as empreiteiras que assaltaram a Petrobras, queriam se beneficiar da LENIENCIA. O Ministro concordou, mas a opinião pública, (comunidade) não aceitará de jeito algum.
Ainda tentava “explicar”, surgiu nova confusão. Encontrou com representantes graduados das empreiteiras, foi flagrado pilotando na contramão. E sem habilitação a Porsch da Justiça. Veio a justificativa; “Encontro fortuito e por acaso”.
E finalmente, foto divulgadissima nas redes sociais, do Ministro conversando com o Procurador Geral da Justiça, ambos com as mãos na boca, para impedir até mesmo eventual “leitura labial”. Agora, José Eduardo Cardoso procura Ricardo Janot, para alertá-lo: “Você está sendo visado por ameaça de morte”.
È “a fase”, mas não apenas ela. Chama a atenção, o fato e a coincidência: Janot promete para segunda-feira, a revelação e a entrega de 30 nomes ao Supremo, de iniciados na lava-jato. Cardoso não se imagina mais no Supremo.
A vaga de Joaquim, a ”PEC da bengala”.
Praticamente há sete meses dona Dilma não preenche a vaga do ex-presidente, que apareceu voluptuosamente em termos de publicidade, com o julgamento do mensalão. Dona Dilma tem a “certeza” de que os Ministros nomeados por ela, obedecem a ela.
Raciocínio primário, conclusão primarissima. Anteontem, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, criticaram duramente a presidente, pela demora em nomear o 11º Ministro do supremo. Essa demora de Dilma, é inconstitucional. Os Ministros são 11. Por vontade própria ela reduz para 10. E duas vezes, anteriores, com 10 ministros o resultado ficou 5 a 5, o que ameaça se repetir. (inclusive na votação da “ficha limpa”).
Agora, a presidente trabalha para que a “PEC da bengala”, não seja aprovada, em 4 anos do segundo mandato, nomearia cinco ministros. Não precisa ser muito inteligente ou informado para concluir: é um insulto ao Supremo. Com cinco ministros nomeados por ela, acredita que controlará o mais altoTribunal do país.
Resposta.
José. Você está corretíssimo na apreciação da ABI e do Sindicato de Jornalistas, a respeito da defesa da classe. A ABI, que tem História, hoje é uma lembrança lamentável, desairosa e nada profissional. Quem defende verdadeiramente os jornalistas é o Sindicato.
O episódio que você citou, quando numa questão em que o Sindicato defendia os direitos sociais e foi vergonhosamente atacado pela ABI, me manifestei aqui. A ABI hoje é isso que estamos vendo: uma sucursal de tudo o que é de mais serviçal e subalterno. Parabéns, mas você devia participar, principalmente por não concordar com a “desprofissionalização” da ABI.
Obrigado, Vinicius pelas considerações a respeito das matérias apoiando a Lava-jato. Qualquer jornalista que se respeite não pode defender corruptos e corruptores, como esses executivos (nenhum proprietário precisavam também de prisão) das empreiteiras que assaltaram a Petrobras. Seria uma traição a profissão e á opinião pública.
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As respostas serão publicadas aqui no rodapé das matérias. (NR).
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Rodrigo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "LULA FALA DO SEU NOVO TRONO, A ABI. OPRESIDENTE DE...": 

"Antigamente não era nem raro as pessoas lerem até 3 jornais, hoje assinam ou compram 1 as vezes 2".

Rsrs... sério mesmo, Hélio, que as pessoas ainda fazem isso no Brasil? Pode-se ler a grande maioria dos jornais importantes no mundo de graça sem grandes truques.

Discordo inteiramente. Em 20 anos, talvez até menos, não haverá mais bancas ou jornais e revistas vendidos nelas. Poderá até haver o formato semelhante, uma espécie de papel eletrônico, onde se pode ler o que se quiser, pago ou não. Mais provável se ler o que quer que seja transmitido direto para lente de contato ou o óculos.
Helio.
Li sua nota sobre a Associação Brasileira de Imprensa. A instituição se tornou respeitada e notória sendo presidida por nomes ilustres e consagrados no Campo do jornalismo e do direito. Sem citar nomes, apenas lembrando Barbosa Lima e Prudente de Moraes neto, e a lamentar a perda do estimado Mauricio Azêdo, que deixou sua marca ideológica e de grandes lutas em prol da liberdade de imprensa e da sociedade brasileira. Agora, pelo que me chega através de companheiros jornalistas, essa ABI, me parece conflitante, com muitos problemas internos, assim completamente desfigurada. Lembrando aquela frase irônica da comediante global  “eu te conheço”. Qual seria o nome para reerguer a ABI? – Valmir – Rio de Janeiro.

Estimado Helio Fernandes.

Não deixe de falar sobre a nossa Petrobras. Suas matérias estão tendo repercussão.  “A luta continua”...  – Macaé RJ.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

EDUARDO CUNHA, O PAGADOR DE PROMESSA. OS EXPLORADOS CAMINHONEIROS. A PETROBRAS CONTINUA PREOCUPANDO O PAÍS. E A ANGUSTIA DA LAVA-JATO.

HELIO FERNANDES
27.02.15
A Petrobras continua sendo de todas as maneiras, a preocupação de sempre, de antes, de hoje não se sabe até quando. Vem sendo atacada por todos os lados, assaltada pelas empreiteiras, lógico "associadas" a diretores agora ex-mais culpados.
Só que esses diretores executivos que não controlam as empresas, querem se livrar da prisão e condenação, e impedir que 23 delas se transformem em inidôneas. É o que elas são, querem absolvê-las por palavras, (popularizaram a "leniência") tentando iludir a opinião pública.
Não conseguirão. Hoje sexta-feira quase fim de semana pode ser entregue ao Supremo, uma lista indiciando pelo menos 30 políticos que têm foro privilegiando. Não termina ai, os acusados que têm que ser julgados pelo Supremo, representam o dobro ou o triplo desse número. Fora os que não têm foro privilegiado.
(Poderão se salvar, se os processos caírem com juízes lentíssimos apesar de andarem de Porsch de réus confessos, devendo fortunas que roubaram dos cidadãos desatentos. Naturalmente falo do corrupto Eike Batista e do magistrado, que aprendera seus bens. Desculpa por usar essa palavra magistrado de forma indevida).
Esse Eike batista não é citado fora do contexto, ele também se apresentava como o homem mais rico do Brasil e logo depois do mundo, protegido por Lula e Dilma. E apresentava como titulo de empresário, precisamente poços de petróleo, que segundo ele, “jorrariam mais petróleo do que até mesmo dos poços da Petrobras”. O mínimo que pregava, “50 mil barris diários”. Alguns chegaram a 2 mil, não passaram daí.
Sem garantias materiais, mas com o aval de Lula e Dilma, “tomou” dinheiro em bancos estatais, e até mesmo nos grandes particulares que deram fortunas a Eike, agora negam, com “veemência” (palavra usada sempre pelos acusados). Apesar da delinquência do juiz que adora andar de carro de luxo, Eike continua delinquente.
Agora, tentando marginalizar a Petrobras e imunizar as empreiteiras, especialistas afirmam: “Esse caso da Petrobras é grave, e a inadimplência deste 2015 será colossal”. Continuando; “Uma parte, apenas uma parte dessa inadimplência vem das empreiteiras. Mas o resto não é do acervo de culpabilidade delas, e sim da omissão e da incompetência do governo”.
Esses “especialistas esqueceram” de relacionar nos responsáveis pela prevista inadimplência, os juros escorchantes dos bancos, verdadeira roubalheira sem medo de cadeia. O Banco Central divulgou ontem os juros cobrados pelas potencias bancarias.
1 – Juros de empréstimos, chamados de financiamento, estão em 52,6% ao ano. Quer dizer: mais de 4 por cento, mensalmente. 2 – juros do cheque especial, 198 por cento ao ano. 3 – No cartão de crédito, um pouco mais de 300 por cento ao ano, 25% por cento ao mês.
Significa que você faz compra de mil reais, já saiu da loja, devendo mil duzentos e 50 reais. Podem utilizar toda e qualquer palavra para rotular esses empreiteiros do dinheiro, que assaltam toda população.
Trabuco, que faz uma força enorme para ser “o conselheiro da República”, afirma: “Os bancos estão provisionando para as consequências da lava-jato”. Com esses juros que o Banco Central divulgou, é impossível qualquer “ajuste fiscal”. Até mesmo tentar um acordo ilusório entre despesa e receita.
Não esquecer; esse Trabuco, que pelo nome não se perca, foi insistentemente convidado para Ministro da Fazenda. Como é o segundo homem do Bradesco, quase chegando a primeiro, nem pensou em “trocar o certo pelo duvidoso”. Agora, sem ser ministro manda mais do que o efetivo. Que foi indicação dele.
O segundo Joaquim tem feito incursões entre Brasília, São Paulo e Rio. Está desperdiçando o crédito que tinha sua atuação é cada vez mais volúvel. O que esperava conseguir, dialogando com Temer, Renan e Eduardo Cunha? E tendo como “reforço da retaguarda”, a própria presidente, sem convicções e cada vez mais desgastada.
O pagador de promessa garantiu.
Nenhum sigilo, Cunha garantiu tudo aos amigos ocultos que o elegeram. Logo segunda feira cumpriu a palavra. E de forma completa, sem que ninguém pudesse reclamar. Para deputados que já têm privilégios enormes, não fez malabarismo para beneficia-los ainda mais.
Concessões do lobista-presidente-da-Câmara. 1-Passarão a receber "auxilio moradia" de mais de 4 mil mensais, mesmo que tenham apartamentos em Brasília. 2- Poderão comprar passagens para o cônjuge, que palavra, com dinheiro público. Serão 513 passagens, são 513 deputados, homens e mulheres. E não ha limitação de viagem.

3- Não favoreceu só os deputados, lembrou dos auxiliares. Aumentou soberbamente a verba dos gabinetes, com isso o salário dos assessores teve um aumento de 38,4%. Juntando tudo, esses parlamentares custam fortunas.

Ontem, quinta-feira, no horário de TV gratuito (Ha! Ha! Ha!) a cúpula do PMDB compareceu com o compromisso de não citar Dona Dilma. Cunha disse o seguinte, textual: "A reforma política é uma exigência do Congresso, doa a quem doer". (Como foi gravado antes, todos riram, ficou visível de quem ele falava). E disse terminando, são apenas (?) 10 minutos para tantas potencias: "Nós fomos escolhidos para representar a comunidade, e mostraremos que somos capazes de cuidar dela". E Dona Dilma, no Alvorada, vendo e ignorada.

Caminhoneiros: contorno e transtorno.

A greve teve enorme repercussão e completa adesão, por causa de um fato indiscutível e incontestável: esses trabalhadores são os mais explorados qualquer que seja o patrão. É evidente que o fato de ter patrão, (de quem depende), atinge toda a classe de trabalhadores. Só que os caminhoneiros em vez de receberem, pagam com a própria exaustão diária.

Conversei com caminhoneiros que dirigem o próprio veiculo, me disseram: "Depois de 12 ou 14 horas de trabalho, e de transito para casa, constato: entre que recebi do frete e tudo o que pago, sobra no fim do dia 60 ou 70 reais. Se tivesse que contratar um motorista estaria trabalhando de graça, sem falar que o trabalho não é permanente".

Um dono de caminhão que não dirige diz: "Tenho que exercer verdadeiro malabarismo para fazer um encontro entre o que recebo e o que gasto". Os que pagam o frete, grandes senhores, produtores de milho, soja, fazendeiros riquíssimos, exigem a produção transportada, mas não têm a menor consideração com os que trabalham.

Os caminhoneiros alem de explorados a vida toda não tem direito a nada, não só enquanto trabalham ou depois quando já não puderem trabalhar. E é difícil encontrar um trabalho mais exaustivo e perigoso.

Coloquei no titulo duas palavras aparentemente conflitantes, O direito de greve é sagrado, talvez uma das mais antigas conquistas. É evidente que nesses dias de greve o país parou, houve prejuízos, pessoas e empresas foram prejudicadas. É impossível deixar de reconhecer. Mas a omissão dos governos e dos patrões levou a essa situação.

A Constituição de 1918 no México, maravilhosa. Dois grandes personagens, Pancho Villa e Emiliano Zapata, derrubaram a ditadura de 23 anos de Porfírio Dias. Levantaram o povo em defesa de uma igualdade que conquistaram e uma dessas conquistas, o Direito de greve.

Foram assassinados pelos senhores da terra e da produção, mas convenceram o povo: é possível a Igualdade, Fraternidade e Liberdade. Veio da França de 1789, tem que ser patrimônio e propriedade dos trabalhadores.

Tenho certeza de que a greve produzira direitos, transportados pela luta dos caminhoneiros. A participação desprendida deles, derrotará a omissão criminosa desses poderosos, protegidos pelo governo.

PS- O brasileiro está desesperado, desesperançado, até mesmo desumanizado. Num hospital, vaiou demoradamente o ex-ministro Mantega, que visitava a mulher em estado gravíssimo. Gritavam: "Vai para o SUS, vai para o SUS". Lamentável, inexplicável e incompreensível.

PS2- Mesmo que não tenha sido o Ministro "que salvasse a economia", esse tratamento é uma forma de tratamento aviltante. Além do mais, Mantega não foi indiciado em nada, não esta em nenhuma lista de acusações. E mesmo que estivesse, o hospital e as circunstancias, não justificavam o comportamento lamentável.

PS3- A situação do país é assustadora não só economicamente, mas em todos os setores. O presidente do Banco Central garante: "Em 2016 voltaremos a centro da meta". É muito longe, alem do mais a inflação passou dos 7%, o centro da meta é 4,5%, não chegarão. Falam que FHC "entregou" o país com inflação mais alta.

PS4- Os juros vão aumentar na próxima quarta feira. Não adianta, comprometem tudo a inflação continua subindo. Novamente a comparação com FHC, verdadeira mas inútil. Ele elevou os juros a 44%, entregou a Lula em 25. E daí?
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Helio,
Essas seitas evangélicas que proliferam a cada dia, tem o aparo da lei, com liberdade, e direito de expressão, aqui tudo bem. Ocorre que elas faturam alto, bancam horários de TV, são proprietárias de rádios, jornais, enfim, uma delas teria até um canal de TV aberta. E que oferecem em troca, tão somente o Reino de Deus? Não seria o caso de rever essa Lei da Filantropia? - Marlene Dimas Ferreira – Rio de Janeiro
Helio Fernandes,
Sobre sua nota falando da ABI. Vejo mais alem do que a partidarização. Só não me associo, devido a postura nada convincente de seus dirigentes. Acho que ali tem de tudo, menos olhar pela classe, papel que meu sindicato (que no ano passado), por conta de uma discussão sobre os movimentos sociais, e violência contra repórteres, foi injustamente atacado por integrantes da ABI. - José Paulo de Magalhães – Rio de Janeiro
Parabéns Helio.
Gostei muito da sua matéria sobre a Lava jato. Como sempre um destemido jornalista. - Vinicius de Andrade – Duque de Caxias - RJ





quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

LULA FALA DO SEU NOVO TRONO, A ABI. O PRESIDENTE DESSE CARGO DEVERIA SER ENQUADRADO NO IMPEACHMENT. TODOS QUEREM DERRUBAR (OU ROUBAR) A PETROBRAS, SALVAR AS EMPREITEIRAS CORRUPTAS.

HELIO FERNANDES
26.02.15

Politicamente o Rio de Janeiro nunca teve tanto poder. Eduardo Cunha, presidente da Câmara, encantado com o cargo, mas empolgado com o futuro. (Por isso já exige que o governo tome posição em relação ás arbitrariedades na Venezuela. A posição é correta, mas presidentes da Câmara jamais se preocuparam com assuntos externos).

Picciani, líder (?) do PMDB nacional. Agora para a CPI da Petrobrás. Cunha “trabalhou” o nome de Luiz Sergio, do PT, para relator. Depois de muita briga, foi referendado por causa do apoio de Cunha. Se não fosse isso, podia ser indicado mas não escolhido.

Como é impossível manter certas coisas em sigilo, foi acusado de ter feito acordo para que o relator fosse do PT, colocou um nome do Rio. Revoltado com a acusação, respondeu; “Não faço acordo nenhum”.

Mas ficou provado que faz, não é tão inatingível quanto pensa (?). Ficou de mau humor o dia todo. Só melhorou quando voltou para a bela residência privativa. Para quem morou anos em hotel de “lobistas”, que maravilha viver.

A propósito da Petrobrás: a Moodys finalmente fez o que pretendia fazer há muito tempo. Retirou da empresa todos os pontos positivos, acentuou os negativos. A empresa não é mais “investimento seguro”, passou á consideração de “aplicação especulativa”.

Citou como ponto preponderante, a corrupção. Mas sabendo muito bem o que fazia e fez, tinha certeza de que o chamado descrédito da empresa  é uma consequência provada e comprovada da roubalheira das empreiteiras, “associadas” com diretores da empresa, mais audaciosos por causa da omissão de Dilma e Lula.

A Moodys acertou na classificação, “aplicação especulativa”. Mas errou completamente o alvo. Devia ter punido os órgãos (SEC) que controlam Wall Street, os do Brasil, (CVM) que comandam a Bovespa. Os dirigentes desses órgãos e a própria Moodys, sabem que existe colossal “operação especulativa” com papéis da Petrobrás. Uma ação não pode subir 10 por cento num dia e no outro subir outros 10 por cento, e assim alternada e sucessivamente.

Uma ação da Petrobrás já valeu 72 dólares em Wall Street, hoje oscila entre 5 e 7. No Brasil seu valor começou com 43 reais, derrubaram agora, ESPECULAM entre 8 e 10 reais. Qual “pequeno investidor”. (o verdadeiro), teria poder de fogo para fazer esses estragos?
Tentando diminuir o impacto do “rebaixamento”, a própria Moodys explicou: “A punição da Petrobrás não atinge o país”. Não sabe das coisas. A Petrobrás não é uma empresa qualquer, mesmo de petróleo. Quase 100 mil empresas dos mais variados setores, dependem dela.

Logo depois, “alarmistas especulativos”, soltavam dois comunicados, que podiam ser boato ou não. 1 – A Fitch vai rebaixar também a nota da Petrobrás. 2 – A própria Moodys, utilizará outro recurso para reduzir ainda mais o conceito da maior empresa brasileira.

O PT controla a ABI.

Foi marcado movimento de trabalhadores da Petrobrás, (os petroleiros) em protesto contra os que derrubam a empresa mas são salvos por órgãos do governo. Comandados pelo Planalto, e alimentados por Luiz Inacio Adams, (Advogado Geral da União) tentam salvar as 23 empreiteiras corruptas-corruptoras-que-montaramn-quadrilha-enorme-para-assaltar-a-Petrobrás.

O encontro foi marcado para a ABI, agora controlada, liderada e dominada pelo PT. Mas o PT está tão dividido, que ninguém tinha a menor ideia, que o próprio Lula fosse comparecer. Foi, deu as ordens dentro da ABI, deixou que os manifestantes e militantes do próprio partido, fossem hostilizados pelos que "querem o impeachment". Lula comandou bobagens inacreditáveis, só favoreceu os que acreditam que o impeachment já é realidade.

Lula: desafios vazios.

O que disse o ex-presidente, levianamente. 1-Dilma tem que levantar a cabeça. (Quer dizer que está de cabeça baixa). 2-"Posso usar os sem terra". 3- "Quero paz e democracia, mas os que combatem o governo, não querem". 4-"Nós sabemos BRIGAR também, e não recuaremos". 5-"Vocês vão saber o que é BRIGA boa, quando o Stedile colocar o exército dele nas ruas".

Perguntinha inócua, inútil, inoperante: "O Lula que circula entre seu Instituto e Brasília, veio ao Rio ficando horas no seu novo feudo, a ABI".

Ficou 8 anos presidente, não fez um milímetro para que a indispensável reforma agrária progredisse e se transformasse em realidade. Agora bajula o movimento dos sem terra. Cada vez fica mais visível a razão do afastamento de Dilma do ex-presidente. É que ela está desesperada e de "cabeça baixa", mas Lula arrogante, mais desesperado do que ela, vê desaparecer a chance de "Voltar em 2018". Não "voltou" antes, está ficando cada vez mais longe.

Respostas.

Coutinho quer saber quanto tempo os jornais e as revistas (semanais) continuarão chegando ás bancas. Até onde a vista alcança, para sempre. Pelo menos nos próximos 50 anos, sem o menor risco de erro. Os jornais serão localizados, até isolados, mas não. Isso já vem acontecendo. De Santa Catarina para "cima", não recebem jornais do Rio, São Paulo e Minas. Os antigos Territórios hoje estados, idem, idem.

Antigamente não era nem raro as pessoas lerem até 3 jornais, hoje assinam ou compram 1 as vezes 2. Contribuiu para isso também a falta de tempo, a vida ficou muito mais curta, o transporte com dezenas de anos de atraso rouba espaço da atividade de todos.

A tecnologia avançou de forma dinâmica, criou enorme mobilidade da comunicação mas a internet, os sites, redes sociais são controlados pelos donos dos jornais. Então, nas grandes cidades, existirão 1 ou 2 jornais, e digamos 1 chamado de "tabloide de escândalo" mas vende mais de 1 milhão por dia.

O problema era o faturamento, o poderoso "New York Times", chegou a ficar em situação difícil. Descobriu a solução salvadora: "Cada cidadão que comprar um exemplar do jornal, poderá acessar a internet de graça". Começou a jorrar dinheiro.

Um só exemplo: o dono da importante "Amazon" cego de nascença mas com enorme visão empresarial, comprou o "Washington Post". Estava arruinado, hoje voltou a existir. Por que um empresário vitorioso no setor "virtual", se interessaria pelo espaço "real"?

Helio, desculpe, mas preciso de uma explicação. Você escreveu semana passada, que na Câmara não existe reeleição para o presidente. E o deputado Ulisses Guimarães, varias vezes presidente? Um abraço do Aurélio Jorge Mendonça.

Não precisa pedir desculpa, pelo menos enquanto o presidente da Câmara não puder ser reeleito. O doutor Ulisses não foi exceção, só que criou a formula que utilizou por várias vezes, legal e constitucional.

Fez carreira sempre na Câmara, não tentou o senado nem o governo de São Paulo. (Só em 1989, se lançou a presidente da Republica, teve exatos 5% dos votos). A legislatura da Câmara tem 4 anos, divididos em dois períodos de 2 anos cada. Por tanto, um presidente no período inicial, outro no final. Concluídos os 4 anos, a legislatura (não confundir com sessão Legislativa) acaba, como a renovação é total, começa tudo do zero.

A nova Câmara é implantada, presidida pelo deputado mais velho. O doutor Ulisses se apresentava era eleito. Longe de ser reeleito. Fez isso três vezes, precisava de tempo. Eduardo Cunha está tentando implantar a reeleição. Afinal, FHC comprou (e pagou) a reeleição para ele mesmo. Só que era presidencial. Cunha não está muito longe disso, pelo menos em sonho.

O problema é só dinheiro. Se Eduardo Cunha conseguir prorrogar o mandato, suas ações sobem muito. As que caem como se estivessem em Wall Street ou na Bovespa, são as de Dona Dilma e até de Lula.

PS- A ex-corregedora Eliane Calmon, foi hostilizada, quando denunciou os “bandidos de toga". O advogado Sergio Bermudes, não precisou de mais de 3 minutos de televisão, para fulminar o juiz (?) Federal que fagueiramente dirigia um carro de luxo que ele mesmo mandara apreender para levar a leilão.

PS2- Esse juiz (?) já deveria estar preso quando foi feito o flagrante do crime (crime mesmo) praticado por ele. Se demorar muito, dá tempo para esse juiz (?) ser aposentado com todos os vencimentos.

PS3- Ontem á tarde em Paris, foi lançada a nova lição do semanário Charlie. Depois do assassinato pelos terroristas, só saiu um número, feito na redação do “Liberacion”. Praticamente uma surpresa.

PS4- os cartunistas sobreviventes estudavam proposta do Charlie ser vendido exclusivamente para assinantes. O pedido para possíveis assinaturas é elevado, não sei o que houve.
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Jornalista Helio Fernandes,

Sou pai de um caminhoneiro, que retorna do trabalho desgastado e em péssimas condições humana. Lembrando que o Plenário da Câmara dos Deputados colocou na Ordem do Dia em fevereiro deste ano, para votar a Lei dos Caminhoneiros (Projeto de Lei 4246/12), que altera a regulamentação da profissão. Os deputados já aprovaram, em julho do ano passado, o texto-base que aumenta o tempo máximo ao volante de quatro para cinco horas e meia contínuas.  Atualmente, a CLT prevê descanso de uma hora a cada seis trabalhadas e permite, no máximo, a realização de duas horas extras. Já o projeto flexibiliza esses horários para que o motorista chegue a algum local onde terá segurança e poderá repousar – pelo substitutivo, a jornada do caminheiro continua ser de oito horas, com duas extras, mas convenção ou acordo coletivo poderá prever até quatro horas extras.
Num país onde o empregador exige ao extremo, paga mal, e não da condições de trabalho digno a esses profissionais, te pergunto: A Greve que ai está vai influenciar para melhorar suas condições?

Reginaldo Villas Pereira – Vitória - ES
UM NOVO CPC QUE SERÁ REFÉM DAS DECISÕES E ATITUDES ESTAPAFÚRDIAS DE MAGISTRADOS DESASSOCIADOS.

(...) Pensando nisso, me pergunto se decorridos quase 15 anos que me despedi do seara trabalhista, o quadro se repete, agora de forma insolente, mais absoluta e destemida. Como hablan os espanhóis, "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay". São realmente “Deuses”, na concepção da palavra e na indignação de quase um milhão de advogados credenciados.

ROBERTO MONTEIRO PINHO
26.02.15 
                                                  
   Muitos questionam se o novo Código de Processo Civil, que entrará em vigor a partir de 2015, será aplicado e interpretado dentro daquilo que seus idealizadores procuraram alcançar. A efetividade, celeridade, e o ato jurídico perfeito. Se o direito de ação e livre e constitucional, é correto na linha da Carta de 1988 onde o legislador inseriu a locução "ameaça a direito" na verbalização de tal princípio.

   O art. 5º, XXXV da CF de 1988, afirma que "a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito", deixando claro que a lei, além de não poder excluir lesão, não poderá excluir "ameaça a direito" da apreciação do Poder Judiciário. Na medida em que a lei avança, por sua essência cultural, influenciada pela globalização, está claro que temos aqui uma lei-justiça-cidadão refém de um sistema elitizado de justiça.

   Ocorre que a proteção do ato jurídico perfeito, do direito adquirido e da coisa julgada tem, no Brasil, status constitucional, na previsão expressa do art. 5°, XXXVI, já transcrito. Mais que isso, por sua condição de direito individual, constitui cláusula pétrea, insuscetível de supressão até mesmo por emenda constitucional (CF, art. 60, § 4º, IV).

   Como já assinalado, na maioria dos países esta garantia consta de legislação ordinária – o que admite sua derrogação por legislação superveniente – e não da Constituição. Isso significa, portanto, que a importação de doutrina e jurisprudência estrangeiras sobre o assunto deve ter o cuidado de observar essa diferença essencial entre os sistemas jurídicos. Mas perguntamos: de que vale um novo código, uma nova Lei se seus operadores (leia-se magistratura), invertem, suprimem, ignoram e canibalizam seu texto?

Para acalentar ainda mais a JT, seus integrantes recebem os maiores salários do planeta e seus juízes, são os que mais atuam com liberdade, a ponto de sequer responderem aos suas corregedorias corporativistas ao extremo. Engavetando atos de má conduta disciplinar nos autos de processo, a flagrantes e extremadas insubordinação à ordem jurídica, ou até mesmo no trato com as partes.
   Testemunho aqui, em recente evento onde fui paraninfo na “entrega de carteiras a Turma de novos advogados”, na sede da OAB Niterói (Rio de Janeiro), na abertura da minha preleção, fiz a seguinte pergunta: Quantos dos novos doutores, vão seguir a carreira da advocacia na área trabalhista? Eram 146 no total, apenas dois ergueram o braço.

   Remeto ao tempo em que no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região –TRT/RJ, integrava a Nona turma e a Sessão de Dissídios Coletivos – SEDIC, por várias oportunidades, me deparei com o seguinte quadro: Relator lendo seu voto, e no interesse do advogado, esse usava da palavra. Fato comum, os magistrados, sequer ouviam atentos a sustentação do causídico. Senhores absolutos de suas decisões, nenhuma chance, nenhum alento às informações, que em muitos casos, me pareciam oportunas para elucidar a ação.

   Pensando nisso, me pergunto se decorridos quase 15 anos que me despedi do seara trabalhista, o quadro se repete, agora de forma insolente, mais absoluta e destemida. Como hablan os espanhóis, "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay". São realmente “Deuses”, na concepção da palavra e na indignação de quase um milhão de advogados credenciados. 

   De fato o trabalhador brasileiro vem sendo compulsoriamente objeto de exploração estatal, e ainda com o gravame de que não obtém a garantia da entrega da sua mais valia numa ação trabalhista.

   Sendo a especializada exclusivíssima para dirimir as questões contratuais entre trabalhadores e empregadores, data máxima venia, está coobrigada a dar a garantia total para o deslinde e solução definitiva do processo. Para que isso fosse possível, o Estado vem ao longo de anos dotando essa justiça com os mais avançados mecanismos, tornando-a um dos maiores complexos de judiciário no mundo, reunindo um Tribunal Superior (TST), 24 tribunais regionais e 1.406 Varas Trabalhistas. 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A PEC DA BENGALA, OBSESSÃO DO PLANALTO. O PMDB E TODOS OS PARTIDOS TÊM QUE TER CANDIDATO. ALMOÇO E JANTAR DE GRAÇA.

HELIO FERNANDES
25.02.15

O autor da ideia, que quase concretizou, se chama Luis Inácio lula da Silva. Em outubro de 2009, praticamente faltando 1 ano para terminar o segundo mandato, começou a trabalhar para que Ministro dos tribunais superiores (Supremo, Superior de Justiça, Superior Militar) só caíssem na “expulsoria” aos 75 anos e não aos 70.

Cometeu um equívoco, com duas pontas ou exigências, que invalidam a proposta. O primeiro parecia o mais difícil, mas Lula quase conseguiu. O segundo, nem catalogado como obstáculo, foi intransponível.

1 – Lula queria uma PEC ampla, aumentando seu mandato até 2012, estendendo também o dos governadores. Houve resistência, mas com habilidade Lula ia conseguindo.

2 -  O que derrotou a PEC: todos os outros setores da Justiça, da primeira instancia aos juízes federais, desembargadores estaduais e federais, exigiam entrar no beneficio. E mais grave ainda, o que levou Lula a desistir: funcionários públicos, médicos, professores, advogados, arquitetos, milhões deles, que também caem na compulsória aos 70 anos, reivindicaram o mesmo direito. Aí não dava.

Agora não querem aprovar essa PEC, supostamente para impedir Dona Dilma de nomear mais cinco Ministros. Se a PEC não for aprovada, a presidente nomeia os substitutos de Celso de Mello, Marco Aurélio, Lewandowski, Rosa Weber e Teori Zavaski. Ainda existe uma vaga de Joaquim Barbosa, já dependendo dela a seis meses.

Pode será votada a qualquer momento, se o desentendimento PMDB-Dilma se prolongar. Tudo pode acontecer.

Luiz Inácio Adams.

Advogado Geral da União, queria ir para o Supremo, esteve muito perto há alguns anos. Flagrado privilegiando empresas de um ex-senador que “explorava ilhas da União em São Paulo”, foi expulso da lista, antes mesmo de ser nomeado.

Agora voltou a ambição, Dona Dilma está entusiasmada com seu trabalho a favor das empreiteiras. Se o Planalto e o Advogado Geral da União conseguirem a leniência para essas empreiteiras corruptas e corruptoras, e a PEC da Bengala não for aprovada, Dona Dilma não esquecerá de Adams. Cinco vagas para preencher? Pelo menos uma tem que ser para ele.

Almoço e jantar de graça.

Sempre insistem que no capitalismo isso não existe. Pois anteontem, (segunda) as duas coisas aconteceram. Não simultaneamente, porque almoço é á tarde e jantar, á noite. Começou com o depreciativo Aloizio Mercadante, que sem avisar foi almoçar com Eduardo Cunha.

Este, surpreendido, saiu pela porta dos fundos, sem paletó, foi abraçar o Chefe da Casa Civil no estacionamento, O Presidente da Câmara está satisfeito com a residência oficial, mas sonha com uma outra, consequência da elevação da hierarquia sucessória.

Logo que foi eleito presidente da Câmara, fez declaração na televisão, mostrando hostilidade benigna: “Posso conversar (com Dona Dilma)  mas não recebo intermediários ou emissários”. Depois do encontro com Mercadante, sobraram muitas análises ou conclusões.

Pode se considerar tão triunfante, que permite a concessão até de uma conversa com sabor de reencontro. Quem sabe tenha percebido que não avançou tanto quanto esperava, imaginava ou acreditava.

Teme (não confundir com Temer adversário nas hipóteses surrealistas, por enquanto) que seus dois anos como presidente da Câmara terminem sem nada acontecer. Eduardo Cunha não é tratadista para ser citado, mas sabe muito bem que só poderá personagem importante até 1º de fevereiro de 2017.

Estes dois anos de agora serão terríveis, tumultuados, praticamente tenebroso para o governo.  Mas não serão definitivos. Os dois últimos é que serão cruciais. E ele então estará esquecido e superado, transformando a escolha do novo Presidente da Câmara numa tragédia grega.

O jantar de graça.

Esse foi proporcionado e empolgado pelo ministro da Fazenda, o segundo Joaquim. Sua atuação é patética, tentando oferecer otimismo vazio a todo país, que mergulhou no pessimismo, não tão crônico mas pelo menos anacrônico, para um país-continente como sempre o Brasil foi considerado.

Para o Ministro da Fazenda, a segunda feira foi estafante, mental e fisicamente. Falou durante horas para quase duzentos empresários, que conversavam enquanto ela tentava mostrar, sem provar que a economia vai bem. Um tempo enorme desperdiçado.

Textual: "Não há nada de problemático com a economia brasileira". Muita gente riu, tentou se corrigir: "A economia deu uma escorregadinha". Ele mesmo se surpreendeu com a seriedade da plateia, ninguém estava levando a sério o que ele dizia, principalmente e contradição.

Para terminar, já passava das 18 horas, foi amontoando uma porção de frases feitas, principalmente sobre ajuste fiscal. Perguntaram "qual a garantia que ele dava sobre os resultados das medidas", saiu correndo, foi para o aeroporto, pegou o avião, (da FAB) precisava ir ao jantar na residência oficial do vice-presidente. Chegou antes de Eduardo Cunha, que estava operando o Picciani.

No Palácio Jaburu, o segundo Joaquim sabia que estava diante de um grupo que podia criar muitos problemas, foi cauteloso. Perguntou duas vezes pelo presidente da Câmara, ninguém respondeu. Insistiu, "o Brasil precisa de investimento, temos que atrair investidores".

Começou a falar sobre reforma cambial e a alta do dólar, o Presidente do Banco Central estava presente, mudou de rumo. Terminou com a repetição do que vem falando: "Estamos arrumando a casa, isso leva tempo".

Depois da segunda feira cansativa, Joaquim Levy ontem, terça, se reuniu por horas com os mais importantes líderes do PMDB. E a queixa do partido foi contundente, e para o Planalto, alarmante. O mínimo que Renan Calheiros falou: "Não participamos das medidas econômicas, não podemos ser responsabilizados". Dona Dilma não sabe o que fazer.

Regina Amadeu, Silvio Moreira, Antonio Azevedo, Milton Souza, querem saber minha posição em relação a esses bancos que recebem fortunas de ladrões do mundo todo. Principalmente desse HSBC da Suíça. É evidente que combato esses bancos aqui mesmo no Brasil, por que não combateria poderosos que pagam multa e pedem DESCULPA?

Esse presidente do HSBC, a maior autoridade, foi indicado e investigado por autoridades, e terá que explicar quais são os depositários, seus nomes quanto depositaram e de que países. Prestarão depoimentos com informações privilegiadas, diante de Procuradores do mundo inteiro, roubados com cumplicidade dos bancos suíços.

Jornalistas independentes, criaram grupo investigativo, e arrolaram centenas de depósitos, em dezenas de bancos, com bilhões de dinheiro roubado.

Antigamente existia um ditado popular, que dizia, "ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão". Com agradecimento a vocês estou mudando esse ditado, passa a ser assim: "Ladrão (banqueiro) que protege ladrão (empresário) tem que pegar 100 anos de prisão".

Meus parabéns, Jonas Barreiras, você fez todo o trajeto de um petroleiro. Trabalhou em navio graneleiro, em plataforma, e até em dutos da Petrobras. Ninguém vai destruir, destroças ou demolir a empresa. E você escreve de Macaé, que se tornou uma grande cidade por causa da Petrobras.

Jamais afirmei, Willian Brito Passos, que o PMDB chegaria á presidência. Defendo ha anos e anos, que todos os partidos sejam obrigados a terem candidato próprio a presidente. Se não lançarem candidato, perdem direito ao fundo partidário e ao horário de televisão. O PMDB tem o vice-presidente, o presidente da Câmara e do senado, exige maior participação no "troca-troca". Uma vergonha.

A cumplicidade do PMDB com o poder não é de agora. FHC que apesar de ser financiado pela Fundação Ford, pregava austeridade, nomeou Renan Ministro da Justiça. Esse mesmo, Renan Calheiros.

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