Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quarta-feira, 29 de abril de 2015

DILMA FOGE DE TUDO, ATÉ DA TELEVISÃO. SURGEM O MDB E ARENA, LACERDA NÃO ENTRA EM NENHUM.
HELIO FERNANDES
30.04.15
O Supremo Tribunal Federal não é parlamentarista, mas deu um voto de desconfiança ás investigações do Paraná. E naturalmente, como consequência, outro voto, este de confiança, aos criminosos das empreiteiras, corruptoras e corruptoras.
Ministros do Supremo tiveram e razoáveis justificativas aos fazer mudanças nas duas Turmas, que agora julgam, sem exame do plenário, que sempre foi "soberano".
1 - Completaram a Segunda Turma, a que julga quase tudo o que vem da Lava-Jato. Com isso bloqueia o possível e previsível empate de 2 a 2, que beneficiaria os criminosos.
2 - Deixariam vaga a Primeira Turma, até que fosse indicado o substituto do Joaquim Barbosa, que Dona Dilma não preencheu por 8 meses. Estratégia com aspas e intuito deliberado, para tentar influenciar a votação. Nenhuma critica aos Ministros, todas as restrições para o presidente da República.
Mas erraram lamentavelmente, aceitando a transferência de Dias Toffoli, que apressadamente se ofereceu para ir completar a importantíssima Segunda Turma. No mesmo dia em que se concretizou a transferência, foi conversar na presidência, "coincidência" com uma audiência, que já fora pedida há três meses, era recebido imediatamente.
Eu não adivinho nada, mas podem ler ou reler o que escrevi na época: "Não haverá mais EMPATE, mas será pior, Dias Toffoli é o menos indicado. Advogado do PT, Advogado Geral da União e depois da Casa Civil, nenhuma dúvida sobre seu voto".
Ainda chamei a atenção: “Esse Ministro vem sendo acusadissimo de irregularidades pelo jornal Estado de S Paulo, não se defende nem responde".
A decisão de anteontem do Supremo, não é o terremoto do Nepal. Mas o mais alto do tribunal do país está muito perto de mudar o seu endereço eletronicamente, para "stfkatmandu.com.br".
O 1° de Maio de Dona Dilma.
Amanhã grande data do trabalhador, e a lembrança trágica do assassinato em massa que os generais torturadores iam praticar há 34 asnos, o presidente da república costuma falar ao povo. Agora, a vez da presidente Dilma.
Assustada com o passado, omisso no presente e tendo certeza de que o futuro ficaria ainda mais comprometido, se ocupasse cadeia de televisão, desistiu. Perdão, não desistiu, trocou de veiculo de comunicação. Em vez de utilizar a televisão, que cobre ou cobriria todo país, decidiu pelas redes sociais, explicou: “Quero PRESTIGIAR as redes”.
Ora as redes não precisam desse PRESTIGIO, mas Dona Dilma considera que no veiculo escolhido, ela é majoritária, ou ate admite que só receberá aplausos. O que seria magnífico para sua comprovada impopularidade.
Rigorosamente verdadeira; Dina Dilma recua sem constrangimento, com medo do “panelaço”, que já aconteceu em março, quando resolveu dar entrevista depois da primeira manifestação. Amanhã, (não demora muito), teremos o resultado desse “troca-troca” longe do Congresso.
Resposta.
Ontem terminei dizendo que Lacerda ficaria isolado, mas isso se refere apenas a pessoas, políticos ou sociais. Mas como em 1961 vendera a Tribuna por 26 milhões de dólares, e tinha quatro anos como governador e era rigorosamente correto, não mistura as coisas. Investiu o dinheiro de forma segura, sem que precisasse “olhar” ou “fiscalizar” onde estava.
Sua grande preocupação era o Lacerda individual e o Lacerda governador. Fez á corrupção, ninguém roubava nessa administração. Fez grandes obras, vultosas, pagando os menores juros, coisa jamais vista no Brasil.
Seu governo acabava em 5 de dezembro de 1965, mas como ele o Negrão de Lima eram inimigos irreconciliáveis, saiu 15 dias antes para não transferir o cargo. O vice Rafael de Almeida Magalhães também não quis assumir, cabia ao presidente da Alerj, Edson Guimarães. Deputado Estadual, se assumisse ficaria inelegível, não quis, ser governador por 15 dias. Assumiu o desembargador Vicente Faria Coelho, presidente do Tribunal de Justiça. Lacerda foi para o sitio maravilhoso que comprara (o “Rocio”, em Araras) ficou até o carnaval.
Tenho que voltar atrás, ficou um vazio entre a saída do governo, a prisão e cassação tudo em 1968. Esses três anos, entre o fim do governo e a volta á vida pública, importantíssimos, e alguns fatos totalmente relacionados como o repórter.
No final de 1964, já agarrado á prorrogação, Castelo extinguiu os partidos tradicionais, (PSD, UDN, PTB e outros permitiu a criação de apenas dois. O PMDB, chamado de partido do ”SIM”, e a Arena, logo identificada como o do “SIM, SINHÔ”).
Lacerda não entrou em nenhum, mas começou a arregimentar gente para o MDB. Chamou o repórter ao Guanabara, não precisou falar nada eu já estava inscrito no MDB, na Guanabara um partido anfíbio. Com um grupo que era de oposição, mas fez o “governador” de forma indireta duas vezes. Chagas Freitas foi “eleito” de 1970 a 1974. Como não havia “reeleição” por causa da falsidade dos golpistas só pode voltar em 1978 ficando até 1982.
Os fatos foram se precipitando ou se acelerando. Em junho de 1965, com Lacerda ainda governador, escrevi excelente artigo. (desculpem mas sempre defendi que a falsa modéstia é uma heresia ou hipocrisia, tão grande e falsa quanto a arrogância ou a presunção. Houve enorme repercussão, nem era preciso ler o artigo, ele estava todo no título: “1965, Carlos Lacerda, o candidato invencível de uma eleição que não vai haver”. É lógico que forcei um pouco para colocar Lacerda como “candidato invencível”, era uma espécie de licença não poética mas de análise).
Lacerda entendeu logo, me telefonou assim que o jornal saiu, perguntou rindo e gozadoramente: “gostei muito do artigo, só não entendi se é a favor ou contra mim”. Castelo cancelou a eleição presidencial, manteve apenas as eleições de três estados que tinham governadores com mandatos de cinco anos, minas, maranhão, Guanabara, castelo não queria irritar os parlamentares, precisava deles para aprovar a prorrogação.
1966 foi um ano cheio de satisfação apesar da ditadura se consolidando. Em fevereiro de 1966 voltando de Araras veio direto para minha casa, para conversar sobre o movimento de “reaproximação dos contrários” (que depois passou a ser “Frente Ampola”) quando ele mesmo leu o manifesto na redação da Tribuna.
Mas antes de entrar no assunto, fez uma revelação inacreditável, que quase fez estremecer minha casa: “Helio, o Marechal Branco me convidou para embaixador na ONU. O que você acha? ”.
Numa situação normal, digamos num regime democrático, nada mais merecedor de aplausos. Grande orador, falando correta, correntemente inglês, francês, italiano e espanhol, notável conversador, receberia aplausos gerais. Mas eu sabia que ele para “vir me consultar”, já tomara a decisão.
Falei pausada e tranquilamente, mas sabendo a reação que provocaria: “Você mais uma vez decidiu equivocadamente e erradamente, recusou”. Pareceu surpreendido, mas não revoltado ou irritado: “Ué, logo você, que não faz nenhuma concessão está insinuando que eu devia aceitar?”.
Resposta: “Não estou insinuando e sim afirmando, neste momento, aceitar seria ótimo para você e para o país numa eventualidade. Eles estão querendo tirar você do país, sem hostiliza-lo, deixando claro que aqui não há lugar para você, te deram uma opção vazia”.
(Amanhã termino de qualquer maneira. Lembrando que é 1º de maio, 34 anos do atentado do Riocentro. É a primeira vez que o presidente, com medo de vaias ou panelaço, não fala em cadeia (que palavra) de rádio e televisão. Temer em Ribeirão Preto, vaiado não pôde discursar).
*Dia 1º de Maio o blog não publicará matéria. Volta no sábado dia 2 de Maio.
..............................................................................................................................................


Nossos leitores podem fazer comentários e se comunicar com os colunistas, através do e-mail: blogheliofernandes@gmail.com

Novo CPC será objeto de discórdia na laboral

ROBERTO MONTEIRO PINHO
30.04.15
   Em termos de compromisso com a regra processual pouco se pode esperar de uma classe estatal/burguesa, com mentalidade feudal, embevecida ao extremo de estar a serviço do humilde trabalhador, mas de trata-lo como um servo colonial. Uma justiça que não consegue gerenciar seus problemas internos, e que não dispõe de uma Escola de Magistratura capaz de atender a evolução do direito em seu universo, estaria apta a sugerir alguma proposta no Congresso? 
   Por exemplo: a Carta Laboral é omissa no tocante à possibilidade de liberação de créditos ao exequente em fase de execução provisória, este vem sendo seu grande desafio, fazendo com que os juízes transgridam a regra do direito laboral, com medidas extremas. Como é o caso do confronto institucionalizado na especializada, no entendimento de que é aplicável subsidiariamente o art. 475-O do CPC, para atingir a finalidade do processo social, diminuindo os efeitos negativos da interposição de recursos meramente protelatórios pela parte contrária, satisfazendo o crédito alimentar.
   O fato é que por mais que se busque, não existe lei que defina o que é recurso protelatório, e por isso, ao passo que o próprio judiciário com suas injunções e o elenco de aplicativos com o fito de solucionar a ação, acaba trazendo nulidades que remetem o processo para a eternidade. E neste especial, constatamos que não existe protelação, eis que o art. 475 do CPC não se aplica ao processo do trabalho.
   Se o art. 769 da CLT prevê que o direito comum será fonte subsidiária em casos de omissão, para aplicativos no processo do trabalho (Art. 769 - Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas desse Título).
Pode-se dizer que o art. 889 da CLT remete nos casos de omissão, para a Lei nº 6830/80, onde nada se fala de aplicação do CPC.
   É por essa e outras que o judiciário trabalhista se transformou num pandemônio, em razão dos sucessivos erros no tocante a aplicação do seu código e dos subsidiários e também dos graves problemas na sua administração que somado a indiferença dos seus magistrados com o que se passa a sua volta. Agora em contagem regressiva para entrar em vigor em 2016, o novo Código de Processo Civil (CPC), desenha no horizonte uma tempestade que vai fragilizar ainda mais, a já a sua combalida estrutura.

   Tenho repetido aqui que este segmento laboral, data maxima venia, só atende a dois senhores: seus integrantes e o governo, esse último, através das suas estatais, as execuções fiscais, e também pelas ações públicas de serventuários. Perdem a demanda e após recorrer dezenas de vezes, deixa a ação cair em precatórios.


   Tal evento se constitui numa faceta, não condizente com a essência da ação trabalhista, já que o trabalhador não se alimenta de papel. Enquanto o governo não honra seus compromissos, perduram nessa justiça, as expressões difíceis, as sessões secretas, as cancelas e muros, o aparato, o corporativismo tudo em flagrante prejuízo ao cidadão-contribuinte. O retrato é lentidão, a aprovação de temas conflitantes que podam direitos trabalhistas, a exemplo da PEC da Terceirização (PC 4330/2004), hora em tensão.

terça-feira, 28 de abril de 2015

EU E CARLOS LACERDA NÃO BRIGAMOS NUNCA, DIVERGIMOS MUITO, SEM HOSTILIDADE. A DÍVIDA ALUCINADA.

HELIO FERNANDES
29.04.15
Cansei de escrever ainda no primeiro mandato: o barril de petróleo que estava acima de 100 dólares, caiu para menos de 50. E especialistas que acompanham o mercado, dizem: "Dificilmente voltará ao preço antigo". A Rússia foi a primeira a desabar.
Mostrei em números e influenciam desastrosa para a empresa, principalmente no caso do pré-sal. Textual ha meses: "Cada barril desse profundo e quase inatingível poço, custa entre 60 a 62 dólares. Quando estava a 100 dólares, lucro magnífico. A 50, desastre irrecorrível". 
Agora o presidente da Petros revelou á jornalista Monica Bergamo: "Ha um ano o preço do barril de petróleo passava de 100 dólares, hoje custa a metade. E só fazer a conta, não fecha".
Levou tanto tempo para descobrir? Assim que chegou devia ter gritado, “parem as máquinas” (sondas) temos que acertar o preço do custo com o da venda.
Disse também á jornalista: "Estou convocando diretores para sair da rotina e discutir o plano de negócios da empresa para os próximos cinco anos". Excelente, só não pode esquecer Graça Foster, Gabrieli, Sergio Machado, Paulo Roberto Costa, Cerveró, Duque, Vaccari, Barusco. Não pode esquecer para não repeti-los ou imita-los.
Dívida alucinada.
Números inquestionáveis, fornecidos publicamente pelo Banco Central. 1 - Em março o que o país deve, foi elevado em 4,8%. 2 - O total agora está em 2 TRILHÕES, 440 BILHÕES de reais.
3 - Muitos economistas "consideram" que esta dívida não é tão quanto imaginam. 4 - E argumentam: "Diversos países, principalmente com economia mais solida e consolidada, como EUA e Japão, devem várias vezes mais".
5 - Fogem da realidade chamada juros, país recompensa a dívida com 13 por cento. 6 - Com os juros mínimos desses dois países, a dívida passa a ser investimento. No Brasil é desestabilização
Resposta.
“Helio, nesse processo todo onde é que nos erramos?”. Com essa pergunta. Carlos Lacerda dava inicio a um debate interessante e admirável que durou seis dias. Até o já ex-governador conseguir ser liberado no dia 28 de dezembro de 1968, oito dias depois de ser preso.
Até hoje, 46 anos decorridos, lamento o fato de não termos podido gravar essa troca de conhecimentos, de lembranças, convicções, participações. Eu já criticara o fato dele se “empenhar estabanada e imprevistamente para ser libertado”. Tinha três filhos. Mandou um pedira Abreu Sodré, “governador” de São Paulo, que fizesse alguma coisa pela sua liberdade. Outro foi conversar com o general Sizeno Sarmento, um dos líderes do golpe de 64, mas que como coronel fora secretario de segurança do seu governo. E o terceiro, pedir a mesma coisa ao cardeal, seu grande amigo.
Comentei: “Carlos, quem está preso não pede nem cede nada”. Não gostou, mas nosso relacionamento sempre foi critico embora não hostil ou agressivo.

Estavamos sentados no chão, dormiamos ali mesmo, ocupavamos uma parte da tribuna de honra do regimento Caetano de Farias. (general), Chefe da Casa Militar do presidente Wenceslau Braz. Quando acabou o mandato foi nomeado governador de Mato Grosso. Agora se fala muito em impeachement, foi o primeiro atingido, antes mesmo de tomar posse. Não era matogrossense, a Assembleia Legislativa se insurgiu, votou e vetou por unanimidade a sua nomeação).

No dia 13 de dezembro, ás 8 e meia da noite, quando ouvi o locutor Alberto Cury ler o tenebroso AI-5, comecei a me vestir, Rosinha comentou: "Você não costuma sair a essa hora, acabou de chegar do jornal". Resposta: "Você ouviu, serei preso imediatamente, prefiro ser preso no jornal, tenho que deixar instruções". 

Na porta da minha casa, mesa com um telefone. Tocou quando ia saindo, Rosinha atendeu, me passou, "é o Carlos". Atendi, falei: "você talvez seja a única pessoa que eu atenderia, tenho que ir embora, serei preso logo". Veio a pergunta: "E eu?". Resposta: "Você também será preso e cassado". 
Do outro lado um berro estrondoso: "Você está acostumado a adivinhar, mas não serei preso nem cassado". Disse um está bem, desliguei. Isso está na biografia do Foster Dulles, um "brasilianista" que fez notável relato sobre Carlos. Tão extraordinária que ninguém mais tentou fazer outro. Seria impossível chegar perto dos seus dois volumes.

Fui preso ás 10 da noite, levado para o Caetano de Farias, já estava lá um grande amigo, jornalista Osvaldo Peralva, admirável figura, Editor do "Correio da Manhã". Ficamos conversando a noite toda, no chão duro. No dia seguinte 14, ás 8 da manhã, chega Carlos Lacerda. Me abraça até efusivamente, falou: "como sempre você adivinhou, mas agora só metade. Fui preso mas não serei cassado".

Seus contatos através dos filhos que deram resultado, no dia 22 foi libertado, ainda tínhamos muito a conversar. No dia 23, o comandante me chamou, comunicou: "No meu gabinete está o coronel fardado, veio conversar com o senhor". Fui, o que fazer? Sem perder tempo, afirmou: "Vim aqui autorizado a lhe fazer uma proposta, se aceitar, estará livre imediatamente".

A resposta: "O senhor sai agora, 23, fica em casa mais 24 e 25, no dia 26 se apresenta aqui novamente". Fiquei revoltado, mas não sabia do que eles eram capazes. Respondi: "Aceito a primeira parte da proposta, só não volto VOLUNTARIAMENTE dia nenhum. Mas como fazem sempre, podem me prender em casa ou o jornal".  

A alteração do seu rosto, mostrava surpresa, que se traduziu na pergunta: “O senhor não quer passar o Natal com a sua família?". Resposta: "minha família virá passar aqui, se vocês não proibiram”, Rosinha e os meninos ficaram comigo, não ganhei a liberdade "com condições", mas não perdi a companhia.

Este repórter, Mario Lago e o Peralva ficamos até 6 de Janeiro, Dia de Reis. Os generais são torturadores, arbitrários, autoritários, atrabiliarios, mas muito católicos. No dia 30, uma sexta feira, soubemos que Lacerda havia sido cassado.

Na segunda, dia 2 ás 10 da manhã, foi se despedir de nós, comunicou que viajaria para a Europa. Num abraço generoso, não escapou de pronunciar a palavra que mais usa comigo: "Não sei como é que você faz isso, mas adivinhou outra vez fui cassado".

Ficou 4 anos no exterior, 2 em Milão, o resto na França, Itália, EUA. Voltou em 1974, inteiramente transformado, totalmente isolado de todos. Fechado na Nova Fronteira, sem falar com ninguém, não recebendo nem visitando. Não houve reconciliação pelo fato de não ter havido rompimento. Foram quase quatro anos sem diálogo, só meditação da parte dele.

Obrigado, Fernando Pawwlow por ter trazido o assunto. Continuo, verei se termino amanhã.
..............................................................................................................................................

Nossos leitores podem fazer comentários e se comunicar com os colunistas, através do e-mail: blogheliofernandes@gmail.com
O ABSURDO DE 32 PARTIDOS E 39 MINISTROS. UMA MÁQUINA PARA SERVIR AOS PRÓPRIOS INTERESSES. PEC DA REDUÇÃO PARA 20 MINISTERIOS, O SONHO DE MILHÕES DE BRASILEIROS.

ROBERTO MONTEIRO PINHO
29.04.15

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou (por 34 votos a 31) no dia 22 de abril a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 299/13, que limita em 20 o número de ministérios que o Poder (atualmente, existem 38 Ministérios).
A PEC é de autoria de Eduardo Cunha e foi defendida pelo PMDB, que votou pela aprovação, com 11 deputados na comissão, apoiados pelos votos de todos os 7 deputados do PSDB, 2 do PTB, 2 do SD, 2 do PSC e 1 voto de PPS, PV, PHS e PEN. O PT foi contrário com 14 votos, apoiado por 4 votos do PSB, 3 do PR, 2 do PDT e 1 voto de PSD, PRB, PCdoB, Psol, PTN, PRB e PRTB. Os outros partidos, DEM, Pros e PP, se dividiram.
Pelo que se vê, alem da redução do número de Ministérios, os legisladores precisam aprovar na nova Lei Eleitoral (Reforma), regras mais rigorosa para o registro de partidos, que hoje protagonizam toda sorte de incidentes nas eleições, não apenas com as coligações, mas também, pelo fato de que a maioria são legendas de aluguel, que servem a candidatos que negociam o tempo de TV (horário gratuito), para ganhara visibilidade e angariar votos.

O sinal vermelho acendeu forte neste momento de crise, e o governo precisa pensar na segurança da economia do país, eis que compõem o primeiro nível do governo federal 24 ministérios, 9 secretarias com status de ministérios, além do Banco Central, Advocacia Geral da União, Controladoria-Geral da União, Gabinete de Segurança Institucional da Presidência e Casa Civil, que consome cerca de 2,54% do orçamento da União.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

NA PETROBRAS ONDE ESTÁ A AEPET? O AGORA PODEROSO SEGUNDO JOAQUIM. MARTA SUPLICY ESTÁ DEMORANDO A SAIR.

HELIO FERNANDES
28.04.15
A Petrobras ficará como noticia, infelizmente negativa, durante muito tempo. Imprensada entre a corrupção, a incompetência administrativa, os prejuízos colossais conjunção e conjugação das duas coisas, não teve a recuperação facilitada pelo balanço.
Agora, alem do esquema falido, da falta de direção, do desperdício de centenas de BILHÕES, atormentada pela falta de direção ou de "direção" acumpliciada pela omissão, a empresa é depreciada e destruída pela omissão, a empresa é depreciada e destruída por problemas políticos insensatos ou decididamente interesseiros.
Agora, a desgastada empresa se vê envolvida em três episódios, que desgastam e impedem sua recuperação. 1 - A "leniência" e a salvação das empreiteiras, que pretendem salvar a colossal fortuna que acumulara. 2 - A questão foi impeachment, que tem como base e objetivo, tudo o que aconteceu na Petrobras. 3 - A sucessão de 2018, que está em pleno desenvolvimento, com o lançamento cotadíssimo de Lula fazendo exercícios na barra de ferro. Aécio e FHC, erradissimos, batalhando pelo impeachment, que se existir, aí beneficiará o PMDB.
Para terminar por hoje, não é assunto para um dia, perguntinhas inócuas e inúteis. 1 - O cargo de gerente,(caso de Pedro Barusco), é mais importante do que diretor, Conselheiro, Presidente ? Confessou que recebeu de propinas, quase 300 milhões, ninguém sabia?
2 - A funcionaria que contou tudo a Dona Graça, foi mandada para Cingapura, e agora é vilã abandonada, por ordem de quem? 3 - Nos últimos 10 anos, os presidentes foram Gabrieli e Dona Graça, fazia o quê? está bem, "não aumentaram as próprias contas bancárias", mas não impediram que muitos aumentassem.
4 - Até 2004, existia um órgão poderoso na empresa, chamada de AEPET. (Associação dos Engenheiros da Petrobras). Não resistiram aos holofotes, brigaram quase todos entre sí, desapareceram, não têm nada a declarar?
(Durante muito tempo, no escritório da AEPET, ou gravava entrevistas com o excelente jornalista Jose Augusto Ribeiro, (que acaba de lançar notável biografia de Tacredo Neves). Eu não recebia nada, as entrevistas explicando e defendendo a Petro, iam para o Brasil todo. Nessa época não havia escândalo, corrupção, empreiteiras corruptas e corruptores. Que tempos, hoje, que República).
Para não esquecer: precisamente em 2004 esses programas  que defendiam e combatiam o bom combate (Apostolo Paulo), terminaram. Por coincidência (?) a AEPET desapareceu, foi absorvida pela não combate.
O segundo Joaquim.
Noutro dia usei a palavra falastrão em relação a ele. E posso repetir, não para de falar. Anteontem: "O Banco Central não pode deixar de combater a alta da inflação". Por que hostilizar o Presidente Tombini? Dá a impressão que ele não está preocupado com a inflação.
Voltando a abrir a boca, receitou: “O Conselho da Petrobras, vai ficar cheio (sic) de técnicos e empresários". Há muitos e muitos anos, o Conselho da Petro ficava cheio (royalties para o Ministro) de ministros e até generais. Que ocupavam os cargos apenas para reforçar as contas bancárias com o agradável jeton.
Silencio (e ruído) de Temer.
Com certeza, hoje, uma das palavras mais pronunciadas é impeachment. Do vice presidente: “É impeachment da Dilma, é “impensável”. (As aspas são dele). Quem quiser que acredite no que o vice fala, sua credibilidade é impensável. (sem aspas)
Existe preocupação e grande repercussão a respeito do assunto. Mas estão dizendo e repetindo tolice. Mesmo que haja ou que houvesse o impedimento da presidente, os favorecidos não seriam os que movimentam o assunto nos bastidores.
 Respostas.
Professor Silvio M Nascimento de Rondônia, obrigado por utilizar meus escritos para suas aulas. Quanto á pergunta a respeito de não ter deixado em livro, o "legado adquirido com sua participação corajosa", vou responder pela primeira vez, mas serve para os incontáveis, que não entendem o fato do repórter ter passado a vida escrevendo e não escrevesse para mais tarde.
Meu projeto era de escrever vários livros, como "Historia vivida e participada". Ao contrário de alguns "historiadores", que tomam conhecimento dos fatos por jornais da época, e se vangloriam. (Os biógrafos merecem louvores, fazem pesquisas ás vezes 10 anos de trabalho, contribuem verdadeiramente para conhecimento do que aconteceu).
Inicialmente selecionados historias vividas, possíveis cinco livros, títulos terminados no final 5 e que marcam a Historia do Brasil. "1945, derrubada da ditadura". "1955, Juscelino se elegeu, quase não tomou posse". "1965, outra ditadura começou, a eleição acabou". "1975, a ditadura continuou". "1985, a transição militar".
Em 1967, já cassado fui mandado como sequestrado, confinado, degradado para Fernando de Noronha. Com 20 dias já havia terminado um livro, com titulo e tudo: “recordações de um desterrado em Fernando de Noronha”. Logo a Câmara dos Deputados por pressão, agiu sobre o poder, foi liberado a visita de um dos meus advogados, (George Tavares, Evaristinho ficou cuidando da defesa) e Carlos Lacerda, que insistira muito com Gama e Silva, o ministro da justiça (que descalabro).
Viu que eu estava terminado, disse: “esse livro é meu”. (Da Nova Fronteira, que comprara junto com muitas coisas, ficara rico ao vender em 1961 a Tribuna da Imprensa para o Nascimento Brito, por 26 milhões de dólares).
Chegando no Rio, vários editores “queiram o livro”. Quem me procurou primeiro: Alfredo Machado, notável figura dono da Editora Record, com argumento irrefutável: “Hélio tenho que publicar esse livro. Eu e você somo amigos desde muitos anos antes de conhecermos o Carlos Lacerda”.
No inicio de 1968 (quando começou a censura, que marcaria pelo menos 10 anos de existência), PROIBIRAM o livro. Editores, distribuidores, livrarias, tiveram que renunciar a vontade da publicação. Como a maquina da tribuna não imprimia livros, uma alta e corajosa figura da igreja, (já morto) servindo em nova Iguaçu imprimiu sigilosamente, 500 ou 600 exemplares, distribuídos entre amigos.
Ainda hoje tenho propostas para publicar o livro na integra, considero que depois de 46 anos, não haverá ou haveria interesse. Também escrevi diariamente mais de 12 mil artigos e 12 mil colunas.
No mundo inteiro, e no Brasil, articulistas, cronistas, comentaristas, (cada um, setor especial, eu englobo os três) de vez em quando transcrevem em livros, ótimo. Eu nunca fiz isso. Incompreensível, mas rigorosamente verdadeiro. Agora é tarde, embora repórter seja procurado por profissionais competentes, que me dizem: “autoriza, eu vasculho os arquivos, seleciono, verdadeira mina, o país precisa dessas memórias. Você faz o prefácio e a explicação, teu relato, teu trabalho. Tua participação, esta toda ali”.
Afonso Costa, obrigado pelo apoio na ABI. A destruição pode ser feita por poucos, como esta acontecendo. A reconstrução exige muitos, espírito de grupo, coletividade imensa.
PS: Marta Suplicy, duas vezes derrotada para prefeita de SP, citou Steve Jobs, e com arrogância característica, se comparou a ele. Só não é inacreditável, porque vindo dela, essa palavra é sempre admissível.
PS2: O caderno "ilustrado da folha, publica excelente matéria sobre o assassinato do grande poeta Federico Garcia Lorca”. É a primeira vez que se confirma oficialmente a ordem de Franco, (1936, no começo da fantástica guerra civil espanhola) para o assassinato.
PS3: Mas não havia nenhuma duvida. Só duas pessoas assistiram o fuzilamento: Ernest e Pablo Neruda. naquela época, fuzilamento (político) e duelo (pessoal) aconteciam as 6 da manhã, quando o sol surge.
PS4: Ali mesmo, Neruda fez um poema em homenagem ao amigo e também grande poeta. Começava assim: "mataram a Federico quando a luz assomava". Só publicou alguns anos depois, sucesso inesquecível. 
*Amanhã responderei a Fernando Pawwlow e a todos os leitores que se interessem e têm se interessado pelo debate da prisão com Carlos Lacerda.
..............................................................................................................................................
Nossos leitores podem fazer comentários e se comunicar com os colunistas, através do e-mail: blogheliofernandes@gmail.com
Helio

Como bem sabe, temos na cidade do Rio de Janeiro, problemas de toda ordem. Transporte, saúde, segurança, uma infindável lista de gravíssimos problemas. Agora a mídia alimentada pelos adocicados anúncio do governo municipal, está colocando o nome do prefeito Eduardo Paes com candidato nas próximas eleições. Se numa cidade com 12 milhões de habitantes, ele é um desgoverno, imagine, num país com 204 milhões. Fale sobre isso ao seu admirador e leitor. Alvaro Benevides - Rio

domingo, 26 de abril de 2015

SERGIO MORO ASSUSTA POLÍTICOS. CUNHA, RENAN, “BRIGAM” PARA A PLATEIA: MICHEL TEMER.

HELIO FERNANDES
27.04.15

Não é um jogo de palavras, e sim a dura e irrevogável realidade. O balanço da Petrobras embalançou Dona Dilma e o próprio Lula, apesar de não saberem de nada durante 10 anos: de 2004 a 2014. Essa apresentação pública não é falsa, apenas acomodada, maquiada, codificada.

Chegaram aos números que pretendiam, quem quiser que nesse cipoal confuso e difuso, encontre a verdadeira explicação. Para o governo está excelente, 6 bilhões provenientes da CORRUPÇÃO, 21 dos PREJUÍZOS, 44 de DESGASTE, mais 200 Bilhões de DEPRECIAÇÃO do patrimônio da empresa, e de dividas confessadas e reconhecidas. Sem a menor indicação de como serão pagas.

Excluindo o último item, Dona Graça Foster perdeu o cargo mas estava muito perto do que foi mostrado agora, quando publicou os famosos 88 bilhões, que desagradaram e até revoltaram a ex-poderosa presidente da República. Esta que mantinha intransigentemente Dona Graça, mudou de ideia, e imediatamente demitiu a amiga e companheira.

Alem dos números que precisam ser avaliados e digeridos, surgiram e permanecem varias perguntas. Falam muito em “má gestão”, (lugar comum do momento) como se incompetência, imprudência e incoerência não fosse crime. Como na eterna não respondida indagação, “o que vem primeiro, a galinha ou o ovo?”.

Agora têm que desvendar para o cidadão-contribuinte-eleitor: o que é fundamental o mais destruidor: a CORRUPÇÃO ou o PREJUÍZO? E é a corrupção que leva ao prejuízo ou a o prejuízo da “má gestão”, que escancara as portas para a corrupção?

E esse modelo de administração (?) implantado na Petrobras pode obter sucesso? 1 – Um presidente da empresa, que não tem a menor ideia do que está acontecendo. 2 – Diretores e até simples gerentes, movimentando e roubando bilhões. 3 – E um conselho de 20 membros, que também não sabe de nada, não é consultado, não pode aconselhar, desmerecem e logo degrada a própria denominação de Conselho.

O novo presidente não tem nada ver diretamente, chegou agora. Mas como presidente do Banco do Brasil que tinha ligação financeira com a Petrobras, não sabia de nada? Junto com o balanço, trouxe duas afirmações-aberrações inusitadas e que deveriam ser reprovadas em vez de aplaudidas.

1 – “As investigações atrasam as obras”. Sem investigação a impunidade sairá vitoriosa, é isso que ele quer?”. 2 – “A recuperação da Petrobras virá mas tem que ser lenta”.

Novamente a contradição e até bem clara. Não se sabe se a recuperação virá mesmo, principalmente mantido esse esquema de direção. E o mais importante de tudo, depois da mudança da cúpula é a velocidade. Tanto a mudança quanto a realização tem que vir em velocidade da Fórmula 1.

Dona Dilma que devia manter calada e trabalhando, perdeu tempo falando: “A Petrobras agora é uma página virada”. Tudo continua em ebulição, efervescência, investigado. O país inteiro quer saber quem fiscaliza as três diretorias, Internacional, Abastecimento, Serviços. Faziam e desfaziam, sem controle, sem prestar contas, rigorosamente acima do bem e do mal?

Moro-Paulo Roberto Costa.

A sentença do juiz Federal sobre o ex-diretor da Petrobras, causou grande repercussão em Brasília, E susto enorme entre os políticos investigados na Lava-jato. Não estão preocupados com o fato de Sergio Moro ter determinado: “Quaisquer que sejam as condenações que ele sofra, só cumprirá pena em casa”.

Análise conclusiva desses 45 políticos, mas acentuada entre os da cúpula, (Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Romero Jucá, Humberto Costa, Gleise Hoffman e outros): “Se um juiz como esse do Paraná, dá sentença como essa é porque as revelações do ex-diretor forma inestimáveis para o processo”. É isso que assusta a todos.
..............................................................................................................................................
Nossos leitores podem fazer comentários e se comunicar com os colunistas, através do e-mail: blogheliofernandes@gmail.com

Helio Fernandes,

Estou acompanhando seu trabalho aqui no blog e vejo que mantém o mesmo fervor dos velhos tempos da Tribuna de Papel. Que tal falara  mais sobre o desmanche dos partidos de esquerda, fracionados, fragilizados e danificados por membros e dirigentes que só pensam em dar golpes e enriquecer. Noélio de Lima- Rio.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

EUA: PERSEGUIÇÃO VIL AOS NEGROS.

HELIO FERNANDES
Publicada em 21.03.15

Em 1866, há mais de 100 anos a emenda constitucional número 13, acabou com a escravidão. A luta vinha de longe, milhões morreram na mais terrível guerra civil de 1860. Lincoln foi assassinado em 1865, quando terminava 1 mês do segundo mandato. EUA, Cuba e Brasil, os únicos países que ainda sustentavam a escravidão.

Agora, tanto tempo depois, a violência cruel e selvagem contra os negros, aumentou e se oficializou.  Negros são assassinados por policiais brancos, nem indiciados ou acusados, se chegassem aos tribunais, seriam absolvidos.

Sintoma da mesma situação de sempre: lojas comerciais lançam produtos, colocam restrições bem visíveis: “SÓ PARA BRANCOS”. Com a eleição, posse e seis anos de mandato do primeiro presidente negro, admitia-se ou esperava-se que tudo fosse melhorar. 

Piorou, atingiu níveis nunca dantes imaginados. O presidente não pode fazer nada a não ser protestar. A Constituição é 70 por cento ESTADUALISTA, 30 por cento FEDERALISTA, os estados podem tudo.

Quero lembrar que hoje, um extraordinário jornalista e criador múltiplo e eclético, Haroldo Lobo, estaria completando 100 anos. Em 1956 esteve nos EUA com Fernando lobo, (nenhum parentesco), também excelente compositor, notável, depois pai do Edu, grandes amigos do repórter contaram historias espantosas.

Haroldo era negro, ele e Fernando (que lancei em 1950 na revista Manchete, assumimos do zero, ia fechar, em dois anos pulou para mais de 150 mil exemplares, política e jornalisticamente, a mais importantes), conheceram o horror nos EUA. Escolheram um hotel, não puderam ficar, “não hospedava negros”.

Para transitar, almoçar, jantar, uma procura humilhante, bares e restaurantes ”separatistas”, que não aceitava negros. Lamentável. Degradante. Inaceitável. O Brasil mesmo escravagista jamais chegou a esses índices.
..............................................................................................................................................
Nossos leitores podem fazer comentários e se comunicar com os colunistas, através do e-mail: blogheliofernandes@gmail.com

O grande jornalista,polêmico  como todos seres inteligentes, ainda não  quis me responder. O senhor se recompôs com o PIG -moros Marinho? Sempre chamara o patriarca, Roberto,de octogenário - biliardário? Achei estranho não haver mais comentários sobre a imprensa gangster  e outras como Grupo Abril, IstoÉ, Exame. 

Eles seguem o ditame  e o relatório de Alfredo Buzaid, um dos redatores do CPC e Min.da Justiça do ditador Garrastazu Medici em que no relatório  mencionado diz que  fossem escalados repórteres que fariam reportagens bombásticas, isto em 1970,para aqueles que estivessem causando desconforto so governo implantado a partir de 1964. 

Agora,a oposição  tem a seu favor vermes jornalistas como Noblat e Joyce  Hassellmann difundindo mentiras e reportagens subliminares fazendo a cabeça de quem não  conhece  História do Brasil e insuflando ódio.a ponto  de uma total falta de amor.uma internauta,disse que a Dilma é tão ruim que nem o câncer a quis. Isto fez-me responder; talvez s patologia queira a sua família: marido, filhos, mãe, pai e a metástase comece pela sua língua.

A que ponto chegamos,a sua critica quando se refere D.Dilma, etc., ou eu ao se ídolo, Carlos Lacerda de O Corvo da Rua do Lavradio são eufemismos diante destes jornalistas irresponsáveis  das empresas mencionadas que difundem o ódio.O Globo,duas pessoas emfrentaram; Leonel Brizola e o senhor, mas agora, não sei: A Globo é golpista,e o júri que escolheu SergioMoro - personalidade do ano foi todo composto de repórteres do jornaleco, entre eles, o citado um dia pelo senhor: Merval Gouveia. A homenagem a Sergio Moro como Personalidade do Ano é sintomática e dá para se enxergar o viés da empreitada. As contradições dos delatores premiados esta imprensa e aquelas já mencionadas não publicam. 

E a Operação Zelotes; a dos Trens de São Paulo, do envolvimento do neto de Tancredo em Furnas, do Agripino Maia,do Ronaldo Caiado  e as denúncias contra eles são abafadas. Gosto do Hélio Fernandes, imparcial, politicamente correto, mesmo que polêmico. 

Sei que os Marinho tornaram-se biliardários, após 1964, como o senhor  sempre denunciou  e o Brizola, também com a concessão do babilônico Canal 4, pelos grandes serviços prestados a Revolução. 

Não  se deixe levar por anúncios pagos pela Globo de propaganda do referido jornal O Globo. Parodiando, o mau caráter, Eduardo Cunha,repito o jargão do "nerd": O POVO MERECE RESPEITOOOOOOO!!!!! Abraços, Marco Antônio Almeida



quinta-feira, 23 de abril de 2015

DESTRUINDO A TRIBUNA, O GENERAL DO SNI, QUERIA SER O ÚLTIMO "PRESIDENTE". SOBEM MUITO AÇÕES DA PETROBRAS, E OS INDÍCIOS DE UM NOVO MINISTRO DO SUPREMO

HELIO FERNANDES
Publicada em 15/04/2015
Cresce assustadoramente (a palavra é essa) não a exigência popular pelo impeachment, mas a tentativa do PSDB de colocar o assunto como prioridade absoluta. Só que os principais líderes da legenda, não aparecem nas ruas, não falam em público, não defendem a derrubada do presidente de forma clara e límpida: "O impeachment de Dona Dilma é a solução para recuperação do país".
Os movimentos do PSDB são visíveis, apesar de só agirem nos bastidores, em plena escuridão. Através de intermediários escusos, tentam inovar na matéria, modificar o que está na Constituição, procurando obter a votação indispensável na Câmara.
Não por decisão parlamentar, mas através de um requerimento dito popular, não se sabe com quantas assinaturas. Isso não está escrito na Lei Maior ou "Carta Magna".
Quem analisa, traduz, pensa, conhece historia, sabe que o pós-impeachment é uma incerteza total. No Brasil só aconteceu um, contra o presidente Collor. Foi um desastre completo, apesar um personagem serio, correto, politicamente acima de desconfiança, Itamar Franco.
Mas na época não havia reeleição, assumiu apenas 20 meses por “sugestões” desequilibradas caiu no movimento pro-FHC.
Não deu outra, foi releito. O mandato era de cinco anos, com medo de Lula, antes da eleição, reduziu para quatro. Mas assim que se viu eleito, comprou a reeleição. (Foi Ministro da Fazenda, Ministro do Exterior, teve todos os favores da máquina).
Como eu já disse, no impeachment, os articuladores não são sempre os vencedores. Se houver o segundo impeachment, quais são os articuladores, quais serão os vencedores? Pesquisas no último manifesto apontariam 33 por cento a favor do impeachment. Mas 25 por cento desses traziam também, meio oculto, um papel, com a chamada, “Volta, militar”.
Para terminar por hoje, o debate sobre o assunto será longo e tumultuado, não adianta nem teria sentido descarregar a arma com tanta precipitação. Sou irrefutável e irrevogalmente contra o impeachment, o que não me leva por instantes a defendê-la ou amenizar as criticas á sua desadministração, contradição, falta de convicção.
Se o vice que viesse depois do impeachment, se chamasse Nilton Campos, Afonso Arinos, Osvaldo Aranha, Gustavo Capanema e alguns da mesma geração ou de uma seleção de grandes homens públicos, talvez apoiasse a substituição.
Mas com os “herdeiros” que se vê no horizonte, com o homem do “retrocesso de 80 anos em 8”, comandando o PSDB, os incautos se surpreenderão. E vou provar a razão de dizer que FHC está debaixo dos holofotes.
Petrobras.
As ações da empresa atingiram a maior cotação desde o ano passado. Em janeiro estavam em 8,20 as ordinárias e 8,27 as preferenciais. Vieram subindo nos últimos pregões.
Ontem as ordinárias fecharam a 12,48 e as preferenciais um pouco acima de 13 reais. É a maior cotação dos últimos tempos. Muito longe do auge em 43 reais, mas bem melhor do patamar de 8 reais.
Supremo.
Indícios de que o Tribunal passará a atuar completo. Dona Dilma não preenchia a vaga com medo do veto de Renan. Este liberou três nomes para aprovação garantida, dois deles agradam a Dona Dilma.
O Presidente do senado, com processo antigo no Supremo, e agora investigado serio na Lava Jato, recebeu informes de que havia insatisfação contra ele, fez “acordo”. Ele não é de confiança, mas no momento, não tem muita resistência a oferecer.
..............................................................................................................................................
Nossos leitores podem fazer comentários e se comunicar com os colunistas, através do e-mail: blogheliofernandes@gmail.com

Jornalista Helio.

Te pergunto, tens mais notícias sobre o Charlie. teriam seus editores intimidados, evitando a publicação do tabloide? Mande notícia aqui no seu valoroso blog. - Evelyn Nestor.

A Tribuna do Helio,

Jornalista, gostaria que definisse melhor sua posição, se a favor ou não do impeachment. As razões tem sido repetidamente dadas aqui, mas o que realmente o senhor quer, não ficou claro. Marcelo Vasconcelos - Niterói-RJ.

Helio.

Celso Natanael. Sou jornalista, trabalho num departamento de comunicação num órgão público. Aqui te uns 10 senhores que não são jornalistas. O que faz a tal da ABI a não ser ter como presidente um ex globo, e que agora engana na TV Record, desavisados telespectadores com um programa de baixa qualidade? Um turista na sua sede, que está uma bagunça generalizada. E o sindicato só pensa em arrecadar as contribuições sindicais, bem que poderia fazer visitas periódicas nesses órgãos públicos e estatais.?