Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O calendário da recessão e da falência: o fim de 2015 a continuação em 2016.

HELIO FERNANDES

Só existe um responsável por essa crise catastrófica que completa 5 anos: a própria Dona Dilma. Mas dois irresponsáveis cavaram o subterrâneo, onde a incompetente, imprudente e inconsciente desconhecida, mergulhou o país, logo que foi transformada em presidente.

O primeiro, FHC, que em 1997 comprou a reeleição, proibida por todas as Constituições, a primeira da nossa Historia. Pagou á vista, acabou com a alternância no Poder, cumpriu seu plano de mais 4 anos, fazendo o que bem entendesse. Criou a Comissão de desestatização, vendeu uma parte enorme do patrimônio do país, "recebendo" em moedas podres. Denominação criada por este repórter, que identificou seu governo como o "retrocesso de 80 anos em oito". Com ele no poder. 

O segundo irresponsável pela invenção de Dona Dilma, foi o ambicioso e iconoclasta Luiz Inácio Lula da Silva. Trilhando o asfaltado caminho aberto  por FHC , cumpriu os 8 anos , já oficializados , tentou ficar mais 4. Não conseguiu, apesar de ter incluído governadores e até Ministros do Judiciário.

Tido como carismático, era apenas aprendiz de maquiavélico, mesmo sem conhecer o próprio, nem saber onde ficava a cidade de Firenze. Mas sabia de “ciência certa”, que o melhor roteiro para reconquistar o poder, era fazer presidente, alguém bem incompetente, que não aguentaria mais do que 4 anos. Não precisava muita sabedoria, tinha ao lado, sem jamais ter disputado qualquer eleição, uma coadjuvante, também sequiosa de poder, era só indica-la, e retira-la, cumpridos os 4 anos. E aí voltaria.

Incompetente, surpreendente, resistente.

Ninguém confiava na Dona Dilma, mas poucos acreditavam que a desconfiança surgisse tão rápida. Organizou um ministério de quinta categoria (39 personagens), com 3 meses teve que substituir 5 deles, o que foi chamado de faxina, gozação colossal da imprensa. Errou na escolha ou na demissão. Mas surgiu a certeza, que foi se consolidando, o Brasil não tinha presidente. O primeiro ano se deteriorou , o segundo se esfumaçou antes da metade,o "volta, Lula " dominava o PT, era a realidade que engarrafava as ruas. Duas surpresas: o movimento era insuflado pelo próprio Lula, mas a resistência, que os petistas não esperavam ,estava aquartelada no Planalto e no Alvorada.

O governo acabara, visivelmente, mas Lula recolhia a convicção amarga: Dilma não lhe entregaria o poder, se convencera que seu mandato era de 8 e não de 4 anos. E o ex-sentiu a hostilidade que não esperava , se desprendeu de  2014 , mas como não tem nada de tolo, trouxa ou desinformado , suas esperanças para 2018 desapareceram.
No ultimo ano conflitaram velada ou abertamente, não podiam se divorciar pessoal ou politicamente, Lula teve que pedir votos para ela, perdão, para ele. Só que nem ele nem ela imaginavam que o segundo mandato começasse tão trágico, dramático, inimaginável. 

A incompetência revelada, o impeachment mobilizado.

Antes da segunda posse, o Datafolha recolhia das ruas: "76 por cento dos pesquisados, Inacreditável, mas rigorosamente verdadeiro confessavam que a presidente mentira”. A impopularidade dela atingiu índices assombrosos , surgiram os panelaços "á longa distancia", a pergunta obrigatória :" por que lutou pela reeleição, se não governava? "Em fevereiro , o impeachment fugiu dos bastidores, entrou na rota dos órgãos de comunicação , juristas passaram a serem consultados , se eram contra ou a favor.

O primeiro a se manifestar foi Ives Gandra Martins, a favor do impeachment. Este repórter imediatamente contestou, “não existe motivo para o impeachment". Mas nos dias e meses seguintes, surpreendeu muita gente, mostrando que Dona Dilma fazia o pior governo da Historia. O impeachment foi assunto de todo o ano. Agora, na passagem de 20l5 para 20l6, ainda é manchete diária, ninguém tem coragem de fazer analise, comentário ou previsão. Não haverá impeachment.

Digo isso desde Fevereiro. Dentro de 2 meses terá passado 1 ano, não demora muito. Não tenho nada para mudar minha convicção. Os que pretendem o poder sem eleição, voto ou urna, não conseguirão os indispensáveis 342 votos na Câmara. Se por acaso eu cometer o maior erro dos meus 70 anos de jornalista, repórter, analista, e eles conseguirem, não obterão, no Senado, os 54 votos. 
Necessários. 

Política e economicamente Dilma ficará

Garantido que o impeachment não será aprovado ela perderá, digamos 6 meses, o tempo para decidirem. Pode surgir à cassação determinada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), aí sim estará implantada a mais completa confusão. Não examino a validade dessa hipótese, muita gente aposta nela. Surgiria o vazio em cascata, FHC aposta que poderia ser chamado para um mandato tampão. Aécio pretenderia o que chama de "reversão", o segundo colocado assumiria. Já foi utilizado para governadores e prefeitos, mas para presidente da Republica , seria "solução". De qualquer maneira, o Ministro Toffoli tem dito reservadamente, que isso pode acontecer, e mais rápido do que a votação do impeachment. Deixo em aberto, seria mais adivinhação do que analise.

Inflação, juro, cambia, desemprego, divida.

Escrevo no limiar de 2015, praticamente na entrada de 2016, com a certeza de que o ano que desaparece, sem muito otimismo, será melhor do que o ano que surge. Rapidamente examinarei os 5 índices que destaquei, poderiam ser 10 ou 20. 

Inflação - Está fechando 20l5 em 10,81, quase 11. Dona Dilma não tem  potencial para redução, com boa vontade , talvez feche 2016 com inflação em 10 por cento, barbaridade 2017 pode até mesmo descer para 9 por cento, previsão  de  analistas. E finalmente em 2018, a inflação poderá descer até 7,80, estou encampando previsões gerais. Dessa forma, ficará sempre longe do centro da meta, como ficou até aqui. Isso na hipótese de resistir até lá.

Juro - È uma vergonha, uma afronta, qualquer um constataria facilmente que em 1 ano passou de 7 para 14,25 e ainda subirá mais. Garantiam que a alta do juro era para derrubar a inflação, esta subiu junto. Nos próximos 3 anos , o juro tem que ser derrubado , mas não ha expectativa de  que aconteça. 

Cambio - Esse então é inatingível. 

Ficará rondando os 4 reais , a tendência é para mais e não para menos.Em 1955 , Salazar , professor de Finanças da Universidade de Coimbra e ditador de Portugal , aconselhou  Juscelino:"Presidente , se o senhor quiser governar o mandato inteiro  não toque no cambio". JK seguiu o conselho, ficou os 5 anos no poder.

Divida - Esse é um dos pontos fundamentais, quase sempre desprezado pelos analistas. Não estamos nem amortizando os juros, o total caminha em velocidade para os 3 trilhões. No momento , devemos 2  trilhões , 770 bilhões. Necessidade anual para amortização: 270 bilhões.

Realidade cruel e dramática: não amortizaremos nada.
 Desemprego- Pela primeira vez atingimos esse numero de total insensibilidade: 10 milhões de brasileiros não conseguem onde trabalhar, e o numero tende a crescer.  Sem investimento, sem esperança, com o que se chama de "desindustrialização", o numero dos sem trabalho vai aumentando de forma dilacerante.

É o maior crime praticado contra o cidadão, o emprego é o seu único bem. Por enquanto, 10 milhões desperdiçam o tempo procurando um trabalho que não existe. E com Dilma ou sem Dilma, este 2016 que está chegando, 201 7 e 2018, não oferece esperança de melhoria. Por que mentir para o povão?

Em suma, não ha suma. 2015 vai embora amaldiçoado, mas 2016 não chega abençoado. A única salvação será ou seria a Lava Jato, com a imposição de uma renovação no sistema político. Precisamos destruir essa extravagância  que dura anos, e se chama PRESIDENCIALISMO  PLURIPARTIDARISMO .Metade falso presidencialismo e a outra metade parlamentarismo de ocasião ou de quem dá mais .

O problema insolúvel: a reforma política imprescindível tem que ser feita pelo Congresso nada imprescindível. Se não colocarmos o presidencialismo e o parlamentarismo, cada um no seu lugar ,a guerra política suja permanecerá até 2018.

“E aí, os que sobrarem pela idade ou pela “habilidade”, estará disputando o poder, mistificarão o povo, continuarão repetindo:” Nós temos o voto direto das ruas”. Depois de 8 anos de Dilma, (que destruiu as reivindicações das mulheres, agora outra, só depois de 50 anos) ou mudamos completamente o sistema de escolher e de governar ou nos destruiremos para sempre. 

Para enterrar 2015 e não comemorar 2016, nada melhor do que citar o genial Einstein. Perguntaram a ele como terminaria a Terceira Guerra Mundial. Resposta: "Se for nuclear, a Quarta será travada com paus e pedras, é o que sobrará". Se não mudarmos o processo político, os candidatos terão os mesmos nomes sujos, a não ser que tenham sido limpos pela Lava Jato. Pelo menos é uma realidade ou esperança.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O CARRASCO MÉDICE, É "DOUTOR HONORIS CAUSA" DA UFRJ. CUNHA MASSACRA DILMA, ELA NÃO PROTESTA. O POVO QUER PUNIÇÃO COM A LAVA-JATO.

HELIO FERNANDES
publicada em 08.07.15

Vargas: Três anos e sete meses.

Existe enorme semelhança entre o governo Vargas, pela primeira vez eleito pelo voto direto. E o segundo de Dona Dilma. A partir de janeiro de 1951, foram três anos e sete meses, tragédia vivida dia a dia e que terminaria em 24 de agosto de 1954, quando voluntariamente ele "deixou a vida para entrar na História".

O segundo mandato de Dona Dilma, com fatos rigorosamente parecidos, mas que ainda não se consolidaram. A presidente tomou posse em janeiro de 2015, com duração normal ou constitucional um pouco maior, até dezembro de 2018, 43 meses para Vargas, 48 para Dilma.

Vejamos rapidamente algumas coincidências, já que a presidente insiste em comparar fato da Era Vargas, com fatos que podem constituir a Era Dilma.

Vargas quase não começou o governo de 60 meses (5 anos), precisou nomear Ministro da Guerra, o presidente do Clube Militar, general da ativa de quatro estrelas, Estilac Leal. Era a maior liderança Militar–Nacionalista, acabava de derrotar o prestigiado General Oswaldo Cordeiro de farias.

Estilac tomou posse acabou a oposição duríssima de Lacerda-Golbery, amicíssimos. Mas começava a luta de Vargas pela sobrevivência.

Logo em 1952, Jango, Ministro do Trabalho, dobrou o salário mínimo, foi derrubado. Com Vargas sem poder fazer nada. Não podiam resistir a um Manifesto assinado por 69 coronéis. (A primeira assinatura era do Coronel Kruel).

Governando, mas sem poder algum, Vargas foi “imprensado entre a renuncia ou o licenciamento por 60 dias”. A oposição não dava tréguas a Vargas, ele respondia apenas com palavras ou frases: “Não renuncio nem me licencio, se insistirem encontrarão apenas minha morte”. Foi a primeira referência fúnebre.

Em março de 1953, se julgando poderosa (e parecia que era mesmo) a oposição apresentou a Câmara o pedido de impeachment. Durante quase três meses, a Câmara discutiu o assunto, até que numa noite de junho do ainda 1953, a votação foi colocada em pauta.

Para surpresa de muita gente, da oposição e da situação, o impeachment teve apenas 120 votos, a permanência de Vargas no poder, ultrapassou a casa dos 300 votos, Satisfação mas não tranquilidade.

A verdade: Vargas estava sitiado por fora e traído por dentro. As reuniões dramáticas eram diárias até que 1954 houve o assassinato do Major Vaz, oficial da FAB, de um grupo de fazia voluntariamente a segurança do deputado Carlos Lacerda. Aí explodiu tudo, Vargas completamente isolado no Catete, cada vez e com maior insistência, repetindo, “não renuncio nem aceito o licenciamento”.

No dia 23 de agosto de 1954, Vargas convocou uma reunião no Catete, com todo o ministério. Marcou para as 8 da noite, explicou, “tenho muito trabalho”. Mas quando ele saiu já eram mais de cinco da manha. Único assunto da reunião, para espanto do próprio Vargas: seu licenciamento por 30 ou 60 dias. Vargas concordou em se licenciar por 30 dias.

Quando se preparava para dormir, o irmão “Bejo” Vargas entrou, falou: “Não há licenciamento algum, você está deposto”. Vargas disse apenas, “então é isso?”, pediu ao irmão para sair. Ficou sozinho, logo se ouviu o tiro que liquidava uma Era.


UFRJ-Médici.

Não conheço o novo reitor da Universidade, sua posição e convicção em relação á "Pátria Educadora". Se for positiva, pode prestar um grande benefício ao Brasil. E já começou com uma denuncia estarrecedora.

Pouca gente sabia (eu nem tinha ideia) que a UFRJ, tem um doutor Honoris causa, que se chama Garrastazu Medici. O próprio. Pulou do SNI para "presidente", foi um dos mais arbitrários, autoritários, atrabiliarios. 

Pelo passado terrível e terrorista, merece o título de "doutor torturadores causa". Como esse título não existe, pelo menos deve ser expulso do que usurpou com uma grande manifestação do povo em frente á universidade.
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domingo, 27 de dezembro de 2015

OS PERSONAGENS MAIS IMPORTANTES DO GOLPE DE 64, FORAM JOÃO GOULART E OS GENERAIS. JANGO QUERIA FICAR NO PODER, OS GENERAIS QUERIAM TOMAR O PODER.
HELIO FERNANDES
Matéria reprise de 17.01.15
A História do Brasil é inundada e conspurcada por golpes e mais golpes. O primeiro aconteceu em 1889 quando República foi dizimada por dois marechais cavalarianos, que mal podiam subir num cavalo. Essa República que não é a dos nossos sonhos se dissipou nos 41 anos do partido Republicano, até 1930.
Aí veio outro golpe a longo prazo, que se transformou numa ditadura de 15 anos, que chamaram de Revolução. Os primeiros sete anos, poder de apenas um homem (Vargas), pelo menos não havia violência, tortura, prisão, perseguição. Era apenas preparação para o que surgiria em 1937, o assombroso e cruel "Estado Novo", com o mesmo Vargas, apoiado e garantido pelos generais.
Como explico sempre não existe ditadura civil ou ditadura militar, e sim a conjugação de civis e militares. Uns não podem manter o poder sem os outros, são aliados sem o menor constrangimento. Pulemos logo para 1960, quando foi dado o inicio ao golpe de 64.
Nesse ano, pela primeira e única vez, os vice-presidentes eram eleitos pelo voto direto, junto com os presidentes. Era registrada uma chapa, dois nomes, o cidadão-contribuinte-eleitor votava duas vezes, no presidente e no vice.
Jânio Quadros, franco favorito, apoiadissimo pela UDN, teve que aceitar um candidato da UDN, o responssabilissimo Milton Campos. Queria como vice, João Goulart, sabia que este faria tudo o que ele mandasse. Coisa que não aconteceria com um homem como Milton Campos.
Sem caráter, escrúpulos ou convicções, Jânio corrigindo as coisas, criando o Comitê, Jan-Jan, mandando que votassem em Jango para vice-presidente, o que aconteceu.
Jânio: posse, véspera da renúncia.
Jânio chegou ao poder em janeiro de 61, começou logo a articulação com os generais que o apoiavam, para que "conquistasse" o poder sem tempo sem limitação. Meses depois mandou o vice João Goulart para Cingapura, o outro lado do mundo, sem nenhum projeto, nenhuma negociação ou acordo com outros países.
Jango que não era brilhante, mas não tinha nada de tolo, desconfiou da viagem, mas foi. Quando estava lá, recebeu duas notícias. 1 - Jânio renunciara, não se sabia onde estava. 2 - Os generais não dariam posse a ele, apesar de ser vice e o substituto natural, não assumiria. Confusão terrível, os generais tinham armas mas não tinham popularidade. Tiveram que negociar.
Jango voltou, mas não veio direto para o Brasil, parou em Montevidéu. Tancredo Neves, que fora Ministro da Justiça de Vargas em 1951, e tinha ficado intimissimo de Jango, Ministro do Trabalho, negociou. E os generais para não perderem tudo, sugeriram o "parlamentarismo com Tancredo de Primeiro Ministro", o que aconteceu.
 (De passagem, esclarecimento para mostrar o péssimo relacionamento de Jango com os militares, exatamente o contrário do seu mestre e protetor, Getúlio Vargas. Ministro do Trabalho, em 1952 Jango dobrou o salário mínimo, os militares não gostaram. Publicaram então o que se chamou de "Manifesto dos coronéis". 69 deles exigiam a demissão de Jango, este aceitou cordatamente. Tancredo aconselhou-o a ficar, Jango não aceitou).
Brizola não queria que Jango aceitasse o Parlamentarismo, obteve do cunhado, a resposta: "Já aceitei. Tancredo é nosso amigo, estamos no poder". Todo o ano de 1962, foi de preparação para o referendo.
Conseguiu marcar a escolha para o dia 6 de janeiro de 1963. Vitória facílima, 8 milhões para o presidencialismo, apenas 2 milhões parlamentarias, Jango tomou posse logo, era outro Jango inteiramente diferente. A eleição estava marcada para outubro de 1965, tinha muito tempo pela frente, começou a agir.
Tenta atingir Lacerda.
Em março desse 1963, manda Mensagem ao Congresso, decretando Intervenção na Guanabara. O objetivo nítido e visível é tirar Carlos Lacerda do governo da Guanabara. O Congresso reage assombrado, não concorda, nem mesmo os partidos que o apoiam.
Os líderes Waldir Pires (PSD) e Doutel d Andrade (PTB) vão ao palácio Laranjeiras, (Jango quase não ia a Brasília) dizem a ele, “não há clima para a intervenção”. Jango imediatamente retira a Mensagem.
Chega a vez deste repórter.
Em 21 de julho, recebo de um extraordinário informante, cópia autentica de uma circular que o Ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro mandara a 12 generais. (no total eram 36). No, dois carimbos: “Sigiloso e confidencial”.
Lógico, publico no mesmo dia, assim que a Tribuna sai, Jango telefona para o Ministro, e deu a ordem: “mande prender o jornalista AUDACIOSO, e enquadre na Lei de segurança”.
Fui preso no mesmo dia, no Batalhão de Polícia, na Barão de Mesquita, onde anos depois se abrigaria o Doi-Codi, comandado inicialmente pelo general Orlando Geisel, mais tarde Ministro da Guerra. Na hora do banho de sol, pude constatar a tremenda divisão do Exército.

Alguns oficiais cruzavam comigo, diziam, "resista, Hélio, estamos com você". Outros me olhavam com ar feroz, se pudessem me fuzilavam. Enquanto isso, meus advogados, Sobral Pinto, Prado Kelly, Adauto Cardoso e Prudente de Moraes, neto, entravam com Habeas-Corpus no Supremo.

O bravo presidente, Ministro Ribeiro da Costa mandou ouvir o Ministro para "saber quem mandara me prender". O general confirmou, aí o Supremo teve que julgar. Desconfiando de que havia alguma coisa fora da curva. O ministro ficou como relator, o que o regimento interno permite. Aceleraram o julgamento, para que terminasse em julho mesmo, os poderosos são supersticiosos, têm pânico do mês de agosto.
Ganhei de 5 a 4, surpresa para o presidente Jango e seu Ministro da Guerra. Tudo estava preparado para que me condenassem a 15 anos de prisão.
Vou numerar os quesitos para facilitar a compreensão.
1- "Em março de 63 foi feita pesquisa, Jango aparece com 70% de aprovação. 86 na classe pobre, 62 na A e B". Desculpe, Navarro não houve nenhuma pesquisa oficial. Se tivesse havido, Jango não teria obtido 62% nas classes A e B.
2- Outra suposta pesquisa, perguntava. "se Jango pudesse ser candidato, o que aconteceria?". Não houve mais essa "pesquisa", a reeleição era impossível.
3- Folha e Estadão não tinham censores nas redações. Os censores só foram impostos para alguns jornais, a partir de 1968, pouco antes do macabro AI-5. A situação do Estadão, sempre foi a mesma, desde 1932, quando surgiu a "Revolução Constitucionalista de 32", comandada pelo Doutor Julio Mesquita. Em 1937 ele foi exilado em Portugal, junto com o ex-presidente Bernardes.
Em 64 apoiou o golpe, não demorou muito foi dos maiores combatentes. Da ditadura. Doutor Julio era assim, gostava do que considerava o bom combate. Não tinha interesse, acima de tudo convicções. Diferente de quase todos os outros.
4- Depois foi sempre contra o golpe, a tortura, a perseguição, não transigia. O jornal foi sempre independente, contra ou a favor. 5- Juscelino era franco favorito para 1965. Pouco antes de terminar seu mandato, fez sondagens sobre uma possível reeleição, confessou, "não havia clima, desisti". Mas lançou seu nome para 65, não perderia.
6- Jango nem era considerado, jamais ganhou eleição, a não ser a fraude da vice montada por Jango em 1960. 7- Os candidatos para disputaren contra JK, se não tivesse havido o golpe, seriam Ademar de Barros pelo PPS, e Lacerda pela UDN. Este sempre admitiu que "sua grande meta era a presidência".
Final: vi, vivi, convivi. Tudo aqui é fato. Conclusão é outra coisa, cabe a cada um. Os jornalões enriqueceram com o golpe, ganharam canais de radio, televisão (que nem havia na época), hoje explicam o passado: "Apoiar a ditadura foi equivoco jornalístico". 
Enriquecidos mas não arrependidos. Só que sabem que nada é esquecido, precisa ser explicado.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Eduardo Cunha, corrupto, irresponsável, inatingível.

HELIO FERNANDES

Sem ética, sem tática, estratégia, técnica, estética ou genética, ha seis meses domina os acontecimentos, está no centro de tudo. Com abundancia de provas que chegaram da Suíça, não exibiu o menor constrangimento, imobilizou, atacou  ou se acertou com todos.Domina o seu partido, o PMDB , toda a cúpula é aliada ou defensora dele. 

“O governo, aterrorizado, fez um acordo ou aliança com ele, apesar de sua definição mais repetida, ser esta:” Sou o único “ferrenhamente contra o governo”. Apesar disso, Dilma e o PT, durante 32 dias, impediram que ele fosse derrotado na comissão da falta de ética só foi enquadrado na "admissibilidade" quando Dilma e o PT, resolveram desapoia-lo.

Garante que anulará a decisão, é o personagem símbolo de tudo o que acontece e vem acontecendo no Brasil. Ninguém esconde o pânico, o pavor, o medo da represália da parte dele. Dilma e o PT mandaram votar contra ele na Comissão da falta de ética, no mesmo dia mandou para o plenário o processo do impeachment. Todos os outros partidos e parlamentares aceitaram a represália sórdida, como "incumbência" regimental do presidente da Câmara.  

O Procurador Geral da Republica, levou meses para denunciar o maior corrupto que o Brasil já produziu. Deixou para fazê-lo no ultimo dia antes do recesso, o corrupto ganhou mais 40 dias de impunidade. Resolveu aproveita-los, afrontando e desafiando o próprio Supremo. 

Pediu audiência privada ao presidente do Supremo. Lewandowski concedeu, mas antes lotou o gabinete com jornalistas. Cunha entrou n pode falar nada, foi embora. Disse que vai recorrer.

Esta introdução lamentável e pesarosa, é para lembrar do Brasil que vivemos e que durante dezenas e dezenas de anos, foi chamado de país do futuro. 

Neste fim de 20l5, falso, mentiroso, trágico, imoral do ponto de vista político decadente economicamente, queremos para cada um dos 204 milhões de brasileiros, a satisfação, a alegria e o bem estar que não tivemos até agora. 20l6 não está pintando com melhores expectativas, mas lutemos, acreditemos, utilizemos como grande arma de conquista, a ofensiva e a resistência.  

Como disse Obama e o mundo inteiro repetiu, "NÒS PODEMOS”.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Aos confrades e Seus Familiares.


"Que  o  espírito  natalino  no  âmago  de  seu  princípio  de amor,  traga aos nossos corações  uma   inabalável  dos  que  acreditam  em um Novo Tempo  de  igualdades,  pacificação,  respeito  à  cidadania,  e de grandes  Conquistas  Sociais.

FELIZ NATAL!



Helio Fernandes

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Michel Temer, o malabarismo da sobrevivência.

23.12.15
HELIO FERNANDES

Completamente desmoralizado, desacreditado, desesperado, segue os conselhos do amigo, irmão camarada Eduardo Cunha, e tenta recuperação no próprio partido que preside. Começa pelo Rio, estado e capital, antigos feudos do corrupto presidente da Câmara.

Seu objetivo inicial: conversar com o governador Pezão e o prefeito Eduardo Paes, do antigo feudo do corrupto presidente da Câmara. Motivo: os dois hoje, são ligadíssimos a Dilma. Não precisa reconquistar apenas duas alas ou grupos do PMDB, mas também se reconciliar com ela, restabelecer o diálogo perdido. E a carta?
A carta, alem da mistificação tanto do seu agrado, tinha e continha a tentativa de se livrar da companhia "administrativa" de Dona Dilma.

Descobriu que o processo do TSE poderia atingi-lo junto com ela, contratou um batalhão de advogados. Voltaram com a conclusão: “Se o TSE decidir pela cassação, atingirá o presidente e o vice". “E uma informação complementar, que o assustou de verdade: "Esse processo do TSE pode chegar ao fim antes da conclusão do impeachment pelo Congresso".

Foi aí que resolveu mandar a carta para Dona Dilma, queria mesmo que fosse do conhecimento dos Ministros do TSE. Essa a razão do vazamento, única e exclusivamente da sua autoria. Foi duro para ele, se confessar publicamente, "vice-decorativo". 

Não adiantou nada, vem sendo devastado de todos os lados. Dentro do PMDB, tirou o líder Picerni, colocou um outro, que iria ser Ministro. Apanhou duro do Renan, não teve como responder, a não ser com uma nota oficial de duas linhas. Continuando, Picciani que foi destituído, anunciou publicamente, "voltarei", não demorou uma semana, já era novamente líder do partido, não pode fazer nada.

Para encurrala-lo definitivamente, surgiu um adversário que não esperava e que não pode enfrentar de modo algum: Ciro Gomes. 

No seu estilo educado contundente, o ex- ministro, ex-governador, duas vezes candidato a presidente, já partindo para terceira, massacrou o vice que sabe que para a Justiça jamais será considerado "decorativo". Temer então mergulhou nos subterrâneos da politicalha, é o seu ambiente. Para piorar seus supostos 3 anos de vice-decorativo, (agora sem aspas) sabe que o impeachment só da presidente, apesar da total incompetência dela e do governo, não avança de jeito algum.

Temer aprendeu pelo menos uma lição irrefutável: a deslealdade não é o melhor caminho para chegar ao Poder. Com voto ou sem voto. Seu roteiro: sai de Brasília para o Rio, tenta conseguir cacife para voltar á Brasília com passe livre para o Planalto. 

Dilma tenta salvar os empreiteiros corruptos.   

Escrevi ontem, sobre a medida provisória que Dona Dilma mandou ao Congresso, com a palavra chave, "leniência”. Deputados e senadores, muitos deles imprensados pela Lava jato , não gostaram, se reuniram, decidiram vetar, ou deixar para 2016 .

È o recesso. O do Congresso começa agora, o do governo vai completar 1 ano.  Se a população abandonar o recesso coletivo e combater todos os culpados, sem exceção, só se salvarão as instituições. Liquidando esse sistema de governo ruinoso e os políticos arruinados, com eleições limpas, verdadeiras, com voto, povo e urna. Com urgência, como se dizia em l984: "DIRETAS, JÀ".

 Maduro e a ultrajada Venezuela.

Era motorista de Chaves, servo, submisso e subserviente. Como herdeiro da morte, se revelou e se comprometeu como arbitrário, atrabiliario, com o único objetivo da violência, da imprudência, da incompetência. Levou o povo á miséria, ao desespero, á desesperança, á falta completa de futuro. 

Gostando ou não gostando, Chaves tinha liderança, comando, caminho e roteiro para o país, foi conquistando o que prometeu. Quando o novo presidente da Argentina tomou posse, Maduro não compareceu. Era uma oportunidade de confraternização, de se conciliar ou reconciliar com o MERCOSUL. Escrevi: terão que se encontrar no dia 21, se Maduro comparecer. Não compareceu.

Mandou um representante igual a ele, que maculou as presenças, e agrediu pessoalmente o presidente da Argentina. Com grosseria, sem educação, mostrando a falta de caráter e de dignidade da cúpula que domina o país. 

O MERCOSUL precisa agir, punindo e no mínimo afastando a Venezuela, como fez ha 3 anos com o Paraguai. Como executar essa obrigação, se a presidente do Brasil, imediatamente "deu os parabéns a Maduro pelo comportamento democrático que vem mantendo, e a estabilidade política conseguida". Dilma é insuperável na incompetência interna, e a vergonha externa a que submete o Brasil.

1 - Mineirinho, campeão mundial de surfe chegou ao Brasil, desfilou em carro aberto por São Paulo, multidão aplaudindo. Pela vitoria, lógico. Mas também ou principalmente pela sua historia maravilhosa. Emocionante.
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