Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

domingo, 31 de janeiro de 2016

Fim do recesso do Congresso e do Judiciário. Continua o do Executivo, em recesso retrocesso ha 5 anos

HELIO FERNANDES

Hoje, segunda feira, em pleno carnaval, Brasília recomeça em total efervescência. Não que estivesse paralisada. È que tudo ou quase tudo acontecia nos bastidores. Mas agora passará a ser a céu aberto. O primeiro fato que acontecerá imediatamente, provavelmente antes do meio dia. O corruptíssimo Eduardo Cunha atravessará a Praça e chegará ao Supremo. Entregará um requerimento, contestando, discordando e questionando a decisão dos Ministros, sobre a tramitação do impeachment.

Não é segredo, ficou estabelecido que será aberta. Acima de tudo, Cunha quer que a votação seja secreta. Já perdeu por 8 a 3, tenta a reversão. Não conseguirá, mas argumenta, textualmente: "Se o voto for secreto a Câmara ficará paralisada, não conseguiremos eleger os presidentes das Comissões". Farsa, intimidação, chantagem. È preciso saber como reagirão os outros 512 deputados. 

Na segunda contestação, é possível que Cunha se saia melhor. O Supremo determinou que houvesse apenas uma Comissão para eleger os membros que decidirão sobre o impeachment. Podem ser duas, sem a menor complicação. Como não obterão mesmo os 342 votos, é melhor não retardar ou tumultuar o processo.

Ainda tendo o Supremo como cenário. O Procurador Geral pediu o afastamento de Cunha do cargo. Mas demorou muito, falha ou equivoco na decisão. Só entregou o pedido ao Ministro Zavaski, na véspera do recesso. Muito sensatamente, Zavascki não quis decidir monocraticamente. Decidiu que o plenário é que tem que dar a ultima palavra. Conversaram muito sobre o assunto durante o recesso, não acredito que decidam agora. Tem que haver pedido de "pauta", pode até ser quarta ou quinta feira.

Temer continua conspirando.

O vice não abandonou a idéia de ser presidente. Antes da carta redigida por Moreira Franco, tentou "reunificar" o país em torno de alguém. Foi desmascarado. Fugiu de Dona Dilma apesar dos 15 minutos de reunião inútil e sem sentido. Corre o Brasil fazendo dupla campanha presidencial. Para presidente do PMDB, que considera indispensável para seus planos. E como conseqüência, para presidente da Republica em eleição direta.

Agora tenta convencer a todos que é um democrata. Dá entrevista á televisão e garante que "o impeachment perdeu força”. Custou a se render ao obvio, que a única eleição que acontecerá será  a de 2018. Procura se desligar de uma possível decisão do TSE, considera que o PMDB tem que ter candidato próprio na sucessão de Dona Dilma, e modestamente se coloca e se considera como o único nome do partido. Ainda mais com o apoio indispensável do grande amigo Eduardo Cunha. 

Conselho: descrença, desesperança, desanimo.

Era o velório anunciado, foi rapidíssimo, deram pezames de corpo presente. Ficaram um pouco, ouviram o relatório lamentável da própria Dilma, ficaram assombrados que estivessem ali, participando de um ato que não representaria coisa alguma.

Nem falaram mas tiveram que ouvir o discurso monótono e hipócrita do presidente do Bradesco. Recusou o cargo de Ministro da Fazenda, comparou a vantagem, ficou onde estava, não iria arriscar. O Bradesco teve lucros astronômicos, (o segundo maior da Historia) mas ele continua se considerando personagem chave.

O veredicto foi fulminante apesar de não escrito: Dilma acabou, "temos que encontrar uma solução para chegar a 2018”. Mas como ?

Alguns participantes me disseram: "Não ha salvação é praticamente impossível, as impessoalidades surgem de todos os lados. E a omissão desperdiçou tempo irrecuperável". Outros muito bem informados comentaram: “Talvez a solução possa vir do TSE, dramática mas benéfica para o país: a cassação da chapa". E acrescentam, o que o repórter tem tratado até em números: "Assumiria o presidente do Supremo, que de acordo com a Constituição, realizaria eleição em 90 dias".

Lewandowski é o quinto na hierarquia, o terceiro e o quarto, por vontade própria não assumiriam. Nenhum resultado surgido dessa reunião inútil, com projetos fraquíssimos, de difícil aceitação ou aplicação. 

O que me surpreendeu, passei a sexta, sábado e domingo tratando única e exclusivamente do assunto. E alguns dos empresários mais importantes e decisivos, querem participar. Admitem trabalhar pela aprovação da CPMF mesmo provisoriamente. Seria para este 2016 tenebroso e 2017, que concordam com o repórter, "ficará na Historia negativa do país".

Não falam em 2018. Se não houver eleição presidencial agora, 2016 terá uma eleição municipal complicada, e sem dinheiro do mensalão ou do petrolão. Se o país vencer a maratona ou a olimpíada da resistência a todas as dificuldades, então no ultimo ano de Dona Dilma, a primeira eleição com mandato de 5 anos, sem reeleição, aprovada pelo Congresso, ninguém se lembra.

Nenhuma novidade em matéria de nomes. Alguns de sempre já estão lançados, falados, indicados. Ciro Gomes pela terceira vez. Aécio pela segunda. Alckmin também pela segunda, usando a legenda Socialista, vale tudo no Brasil. Dona Marina pela terceira vez, tentando desesperadamente aparecer como coadjuvante, nada mais do que isso. Serra, que tem mandato no Senado até 2022, e adora eleição pode tentar a terceira. Legenda não faltará.

Se o PMDB se render á sugestão de lançar candidato próprio, dois nomes serão considerados. O vice Michel Temer que se desespere por uma promoção e Eduardo Paes. Este, eleito e reeleito com excelente avaliação, seria governador certo e garantido nesse mesmo 2018. Mas já se declara disposto a encurtar a caminhada.
Poderia ser governador com 48 anos, reeleito até os 56. E em 2026, com 57 ou 58 anos, disputando a presidência, repetindo Janio Quadros: prefeito, governador, presidente.

E finalmente, o mais certo de todos: Luiz Inácio Lula da Silva. Disputará a sexta candidatura. Três derrotas (seguidas), duas vitoriam, esta impenetrável. Agora tudo é mais difícil.  Escapou do mensalão, sabia de tudo antes dos outros. Agora está enrolado no Petrolão, pode negar á vontade, é impossível que não soubesse de nada.

Mas é mestre em escapar de tudo, basta repetir, "eu não sabia de nada”. E convencerá a todos, que está sendo  perseguido, "sou o homem mais honesto do mundo"..
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Jornalista Helio Fernandes

Sobre o caso Aída Cúri

Aguçando a nossa memória me reporto ao nebuloso caso Aída Cúri. Há 55 anos, no dia 13 de março de 1960, foi absolvido num segundo julgamento o acusado de matar Aída, Ronaldo Guilherme de Souza Castro. Os trabalhos de julgamento, que tiveram início às 10h do dia 11, prolongaram-se até as 2h30 do dia 13, quando foi proferida a decisão que, por 6 votos, negou a participação do acusado naquele crime. Como advogado da defesa funcionou João Romeiro Neto, tendo sido o júri presidido pelo juiz Roberto Talavera Bruce. A matéria atinente está na edição de 1960, de "O Cruzeiro", que com o título "O júri oficializou a curra" trouxe farta notícia acerca do rumoroso processo. Você estava no “O Cruzeiro” na época? Fale sobre isso, achei o titulo da revista sui generis.

Clodoaldo Paixão Ferreira



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Depois de 30 anos de morte natural, "assassinaram" Tancredo Neves.

HELIO FERNANDES

O blogueiro Wellington Ferraz descobriu ou inventou uma conspiração sobre a morte do quase presidente. Não sei a razão de ter escrito para o repórter se estava tão certo do que escrevera. É bem verdade que ninguém pode estar certo de alguma coisa, baseado em suposições de Maluf ou alegações do general Newton Cruz. Não ia responder, demorei, acabei por resolver destruir essa algaravia verbal e mental, para que outros aventureiros da palavra também surgissem com novas invenções macabras.

Nunca ouvi falar no assunto. Versões mais ou menos razoáveis sobre o assunto surgiram com as mortes de Carlos Lacerda, João Goulart e Juscelino Kubtschek. Ficou mais do que provado que foram mortes naturais. Mas persistiam dois elementos que alimentavam a conspiração. 1- Os três eram os únicos capazes de atingir a presidência se a ditadura terminasse mais cedo. Nesse caso os generais torturadores determinariam a eliminação dos três adversários. Não foi necessário.

Vou mostrar apenas a morte de Carlos Lacerda, que acompanhei muito de perto. As mortes de JK e Jango ocorreram longe, puramente acidentais, sem o menor vestígio de assassinato. Mas alguns malabaristas da palavra se aproveitaram do espaço disponível, tentaram transformar a morte natural numa conspiração.

A morte de Lacerda durou apenas 6 ou 7 horas. Cassado no dia 3 de dezembro de l968, no dia 2 janeiro de 1969 viajou para a Europa. Teve a gentileza de ir se despedir do repórter, de Mario Lago e Osvaldo Peralva que continuávamos presos. Foi direto para Milão, ficou lá 1 ano, voltou depois de 3 anos, se afastou de tudo e de todos, se encastelou na Nova Fronteira, sua fortaleza de conforto e satisfação intelectual. Nesses 3 anos não nos falamos uma vez sequer, nem mesmo pelo telefone. 

A morte de Lacerda.

Num dia de Maio, por volta de 1 da tarde, o ex-governador sentiu uma dor no coração, telefonou, para Letícia, sua mulher, que o apanhou e levou-o para a Casa de Saúde Santa Lucia, a Editora e o hospital em Botafogo. Enquanto os médicos examinavam minuciosamente Lacerda, chegaram seus filhos. Às 7 da noite os médicos deram à boa noticia: "Podem se despedir do governador, ele ficará em Observação, é obrigatório. Quando chegaram em casa, o recado do hospital: voltem imediatamente, o governador está morto. 

Tinha 63 anos, era 1977, jamais consultara um medico, não havia jeito de armar uma conspiração para assassiná-lo. Tão rápido que não consegui me despedir dele.

Quem queria assassinar Tancredo?

Não tinha inimigos nem mesmo entre os generais torturadores. Quando alguns deles organizaram o "golpe de 1961", para que Janio ficasse com plenos poderes o tempo que bem entendesse, não tiveram sucesso. Precisaram fazer acordo com Jango. Propuseram então o Parlamentarismo. Mas não era apenas a única palavra, faltava o complemento: “Parlamentarismo com Tancredo Neves”. Jango aceitou logo, comunicou a Brizola, que esbravejou:" Não aceita, eles não podem fazer nada".Jango mais conciliador, respondeu:"È melhor ficar no Poder, o Tancredo é nosso amigo, foi leal ao doutor Getulio até o fim".

Mas o inimigo de Jango era o próprio Jango. Tancredo era um excelente conselheiro, mas Jango tinha seus próprios objetivos: acabar com o Parlamentarismo. Tancredo desistiu foi embora, Jango usou todo o ano de l962 para criar uma data que Tancredo (e o Brasil inteiro) sabia seria explosivo: um referendo popular para decidir entre Parlamentarismo e Presidencialismo. Repetindo Rui Barbosa, "até as pedras da rua sabiam que ganharia o Presidencialismo". O povão nem sabia o que era Parlamentarismo. Marcado para o dia 6 de janeiro, o Parlamentarismo comparando com a seleção brasileira, perdeu de 7 a 1. Jango tomou posse no mesmo dia, começava o golpe de 64. Não demorou 1 ano.

Uma das primeiras provocações foi à prisão deste repórter. O Ministro da Guerra (ainda não era de Exercito) mandou uma carta "sigilosa e confidencial" para 12 generais, afirmou, "nesses eu confio". Alem de ditatorial, péssimo analista. No mesmo dia, um dos generais mais importantes, Cordeiro de Farias, me deu a carta. Não passou pela minha cabeça a idéia de não publicar o documento. Jango exigiu do Ministro a minha prisão, o que aconteceu no mesmo dia.

Fui o primeiro jornalista a ser julgado pelo Supremo.

Meus advogados, Sobral Pinto, Adauto Cardoso, Evaristo de Moraes Filho, Prado Kelly, Prudente de Moraes, George Tavares, receberam a visita do general Cordeiro, que disse a eles: “quem deu a carta ao Helio fui eu, assumo toda a responsabilidade". Esses advogados me defenderam outras vezes. Em 1967, George Tavares foi a Fernando de Noronha me visitar, autorizado pelo Congresso. 

Eu estava incomunicável, o bravo presidente do Supremo, Ribeiro da Costa, mandou acabar está arbitrariedade. Pude conversar pela primeira vez com os advogados. “Contaram-me a visita do general Cordeiro, respondi simplesmente:” Não conheço esse general, o caso está tendo grande repercussão, deve estar querendo aparecer.

Insistiram, continuei negando, não podia entregar minha fonte. No dia seguinte o general deu entrevista coletiva confessando que o meu informante era ele. 

A repercussão foi enorme. Muitos esperavam que o Ministro pedisse demissão ou fosse demitido, nada aconteceu. Fui absolvido por 5 a 4, libertado, centenas de visitas.

Mas a primeira foi de Tancredo Neves. A segunda de Carlos Lacerda, que quando fui seqüestrado para Fernando de Noronha, escrevia quase que diariamente na Tribuna da Imprensa, criticando duramente a ditadura. Nunca vi Carlos Lacerda tão revoltado, indignado, acusando os golpistas que tinham medo de enfrentar um jornalista, que combatia brava e ostensivamente.

A volta de Tancredo Neves.

Depois que deixou de ser Primeiro Ministro, desapareceu. Em 1960 candidato a governador de Minas, era franco favorito, inesperadamente foi derrotado por Magalhães Pinto. Contou-me: "Helio, eu tinha 80 por cento do PSD que era altamente majoritário". Perguntei o que acontecera, confessou: "José Maria Alckmin. Era do meu partido, resolveu apoiar o candidato da UDN, Magalhães Pinto".

Tancredo logo depois da "experiência" nada agradável com Jango, ficou sem oportunidade. Não podia aceitar nada da ditadura, a oposição completamente desorganizada. Foram 15 anos de isolacionismo, solidão, quase ou praticamente ostracismo. Até que fundou o PP, Partido Popular, se elegeu governador. Voltou com força, a ditadura oficial acabara, o que existia era o grupo comandado pelo Chefe do SNI, que queria mais ditadura.Tancredo me convidou para ser candidato a senador , Brizola já me convidara para disputar pelo PDT. Aceitei o convite de Tancredo, mas as coisas se complicaram para o regime.

Surgem às diretas já, estamos nas vésperas da eleição indireta de 1985, mas as diretas  de 1984 apresentam grande força. Só que são "desapoiados" pelos maiores jornais e televisões, que preferem "governadores” entre aspas. Nos bastidores,

Tancredo e Ulisses, grandes amigos mas adversários, fecham um acordo de cavalheiros. Se as diretas passarem o candidato será Ulisses. Se for indireta, Tancredo disputará. “A direta perde por 24 votos, analistas escrevem: ”A derrota das diretas, sorte para as instituições, os generais não permitiriam que o povo amaldiçoasse o golpe, e pelo voto".

Quem queria assassinar Tancredo?

Ninguém. Morte natural não existe no dicionário de Tancredo. Aproxima-se o 15 de março de 1985, data da eleição. A eleição fica apenas entre Maluf e Tancredo. O ex-prefeito de São Paulo nem é recebido pelo general Figueiredo. Realizada a eleição, vitoria estrondosa de Tancredo, Maluf teve apenas os votos "comprados” ou "coordenados" e mais os 3 do PT, que votaram em Tancredo e foram expulsos.
Este repórter dá um jantar para Tancredo, 200 pessoas, quem era quem estava lá.

Caiu um temporal por volta das duas da manhã, a euforia e alegria de Tancredo, tão grande, gostaria de gozar o temporal.  Começou a organizar o ministério, o primeiro indicado e não implantado. Fui a Brasília na véspera não podia deixar de ir á posse de Tancredo. Fui ao Senado, encontrei José Sarney, fomos tomar café, perguntei, "preparado?". Respondeu, "vice é apenas vice." Falei, "não é o que conta a historia do Brasil". No dia seguinte, estive com Tancredo na porta da Igreja, muita alegria e saúde. Voltei para o hotel, iria jantar com Paulo Branco, Editor da Tribuna e assessor de Dornelles, que seria ministro da Fazenda de Tancredo.

Lição para quem quer adivinhar o que acontecerá em 2018.

Faltam praticamente 3 anos, fazem as maiores suposições, indagações, interlocuções. Pois em 1985, em menos de 1 hora, tudo mudou. Em vez de um restaurante, estávamos no gabinete de Dornelles com umas dez pessoas. Alguns falavam que o Doutor Ulisses devia assumir. Só este repórter e o general Leônidas Pires Gonçalves, que seria Ministro da Guerra, sabíamos que Sarney tinha que assumir. O general, surprendendo a todos, tirou uma Constituição, mostrou que o empossado teria que ser Sarney. O que aconteceu.

No blog que me exigiram que explicasse, não ha uma linha correta. Em determinado momento, diz que Tancredo foi levado para o hospital já morto. Insinua que na Igreja se ouviu um tiro, que teria matado Tancredo. Depois fala nos 40 dias de sofrimento.

Na noite seguinte, jantar de gala da posse, agora presidido por Sarney.  Quando me viu, deixou a presidência, perguntou, "ontem você sabia, e não me disse nada”. Eu não sabia, mas não quis quebrar o silencio. Podem perguntar a Sarney, que naquele momento, não tinha a menor idéia de que seria presidente por 5 anos. 
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

15 anos depois, Bloombetg tenta a presidência, pode complicar Hillary e Trunp

HELIO FERNANDES

Em 2000, resolveu ser presidente dos EUA. Dono da maior agencia de noticias econômicas do mundo, contratou os maiores especialistas em campanha eleitoral. Conversaram, concordaram.

Como jamais disputara eleição, consideraram que seria melhor começar disputando a prefeitura de Nova Iorque, importantíssima. Assinaram o contrato, se filiou ao Partido Republicano. Um pouco depois apresentaram o custo financeiro da campanha: 180 milhões de dólares. 

Acusado de corrupção pelos adversários, a questão foi para o mais alto Tribunal eleitoral, decisão. Absurdo pensar em corrupção, o dinheiro é dele, registrado e cumprindo todas as exigências. Começou a campanha, ganhou fácil.

Mas surgiu um contratempo: brigou com a cúpula do partido, saiu. Como não tinha a menor simpatia pelo Democrata, ganhou a segunda e a terceira vez como independente. Saiu em 2012, deixou a lembrança de grandes administrações.

E não abandonou a idéia de presidir os EUA, o que confirmou agora, numa afirmação surpreendente para os adversários. 1-Serei candidato a presidente. 2- Não me filiei a nenhum partido, disputarei como Independente, 3 - Já disponibilizei 1 bilhão de dólares para a campanha.

Lembrete: entre os mais ricos do mundo, é o terceiro com 14 bilhões de dólares. Já é considerado "terceiro" adversário. Um Republicano, um Democrata, um Independente. Como na avaliação clássica dos EUA, existe um terço que não vota em Democrata ou Republicano, Blumberg é mais do que um candidato, é uma preocupação. 

A inútil reunião do inútil "conselhão".

Já existia, agora foi convocado e aumentado. Eram 45 membros, agora são 90. Quanto mais, melhor, A reunião está marcada para as 4 da tarde, Dona Dilma está no Quito, não quer demorar. Por dois motivos. 1-Considera a reunião importante, a verdadeira "salvação da lavoura. 2- Temer está no Planalto pode não resistir á tentação de continuar "decorativo".

Ninguém sabe quando começará ou terminará essa esdrúxula e extravagante reunião. Nelson Barbosa promete um relatório sobre as grandes dificuldades da administração. Garantem que 1 hora de palavrório, não é exagero. Vários Ministros falarão, não tão demoradamente.

Cada "conselheiro" poderá falar de 5 a 2O minutos. Mas Abílio Diniz e Jorge Paulo Lemhan, usarão o tempo que quiserem. Sem esquecer de Luiz Trabuco, não pela importância e sim pela pretensão, não terminará nunca. 

Dona Dilma, reconhecendo os fracassos anteriores, tem sussurrado que o governo entrará em franca atividade a partir de agora. Mas são tão aleatórias quanto ela, não representam coisa alguma. Coloca duas frases que considera definitivas e com elas conquistará o respeito e a admiração geral. 1- "Queremos discutir a realidade sem ufanismo". Textual. 2- “A recuperação econômica do país está acima de diferenças". Mais irrealidade e devaneios.   

Dirceu está fazendo delação ou se defendendo?

Jamais imaginei que Dirceu estivesse na condição quase obrigação, da delação. Nem que o faria ou fará. Lula fez vários depoimentos, quando não tinha explicação, dizia: "Foi o Dirceu". Quando interrogado sobre a nomeação do Renato Duque para a Petrobrás, proeminentes e privilegiados da cúpula do partido, diziam: "Quem nomeou o Duque foi o Dirceu”. Não está sendo respeitado. E então respondeu: "Quem nomeou o Duque foi a cúpula do PT". Queriam que assumisse o indevido?
  
Ontem, quarta feira, a Lava jato soltou mais 23 mandatos. Sendo que 6 de prisão temporária.

1- No ultimo dia antes do feriado de São Paulo, a ação da Petrobras valia 4,41. Ontem, 4,51. Lembro daqueles tempos gloriosos, em que saiamos do Clube Militar, percorríamos as ruas do centro, gritando, "O petróleo é nosso".


2 - Ainda não era, agora já não é. O Exercito não era ditatorial e torturador. Alguns generais ambiciosos é que assumiam a posição de enfrentar o povo e macular a sua historia. Isso tem por volta de 70 anos.
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O PAÍS ENCOLHEU E PARA 2016 A PREVISÃO É DE 2,5%. NO GOVERNO NINGUÉM SABE DE NADA. DESEMPREGO E MASSA, FALÊNCIA DESCONTROLADA. DILMA E LULA, AGORA JÁ TROCAM FARPAS ABERTAMENTE. É O CAOS VERGONHOSO PARA A COMUNIDADE, QUE TAMBÉM NÃO TEM QUEM POSSA REPRESENTA-LA.
ROBERTO MONTEIRO PINHO
O ano de 2016 inicia angustiante para os brasileiros. Não existe perspectiva de estabilizar a economia, solucionar a crise política e moralizar o segmento público. As demandas de ordem legal, não se resolvem o troca-troca do governo não convence, justamente onde estão localizados os maiores percalços para que o Brasil saia do atoleiro.
O Bird (Banco Mundial) divulgou no dia 6 de janeiro um relatório da entidade, que traz uma redução significativa nas previsões para o desempenho econômico do país, estimando que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil feche 2016 “encolhendo” 2,5%. Este ano, entre os países da América Latina e Caribe, o Brasil só deve ter desempenho "menos pior" que o da Venezuela, que tem previsão de contração de 4,8%. 
Neste tsunami de problemas, o mais grave de todos - o desemprego deslancha a cada momento, com notícias de demissões em massa, nos setores mais cruciais da economia a indústria e o comércio. O emprego industrial acumulou perdas de 6% nos 11 primeiros meses do ano de 2015 e 5,9% no período de 12 meses. A queda acumulada em 12 meses (-5,9%) é a mais intensa da série histórica do indicador, iniciada em 2001. Sem emprego, não existe renda, e sem dinheiro não gera emprego. É o circulo vicioso que o Brasil se encontra, sem que o governo saiba identificar exatamente onde e como atacar o problema.
Há pouco o Grupo Malwee, de Jaraguá do Sul, empresa que atua no ramo de moda têxtil há quase 50 anos e há 33 em Blumenau, anunciou aos seus 300 colaboradores o fechamento de uma das suas unidades. Os trabalhadores foram pegos de surpresa no primeiro dia depois do retorno de um período de 30 dias de férias coletivas. O Grupo Malwee é uma das principais empresas de moda do Brasil e uma das mais modernas do mundo.
Atualmente, produz mais de 80 milhões de peças por ano, compondo as coleções de suas dez marcas: Malwee, Scene, Enfim, Mercatto, Wee!, Malwee Brasileirinhos, Liberta, Zig Zig Zaa, Carinhoso e Puket, além da coleção especial Eu Abraço Sustentabilidade com Estilo. A empresa conta com 8 unidades fabris, 40 mil pontos de vendas multimarca e mais de 350 lojas monomarca.
Já a fábrica de monitores e painéis digitais da Philips e da AOC em Jundiaí, no interior de São Paulo, será fechada. A planta pertence à Envision, empresa do grupo chinês TPV Technology, que detém a produção dos monitores das duas marcas e ainda fabrica aparelhos para outras companhias. A fábrica da TPV em Jundiaí emprega 530 pessoas. Destas, 320 serão demitidas.
Na política o quadro também se repete. Mensalão, Petros, Lava jato entre outras fizeram sucumbir desastradamente todo alicerce econômico do país. Muitos apontam, supra comunidade, que a presidente Dilma Rousseff é desastrosa e despreparada para estar no cargo. Enquanto os movimentos sociais, nem de longe apresentam líderes que convençam, ainda neste momento sofrem ataques que em muitos casos saem das suas próprias entranhas, com situações de envolvimento com agremiações de esquerda e adesistas.
Por sua vez, Dilma procura se manter jogando com informações, de que seu possível sucessor na ordem hierárquica no caso de seu afastamento é pior do que ela. É aquele velho jargão: “o roto falando do esfarrapado”.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Desesperado, Lula foi conversar com Delfin Neto, o maior subserviente da ditadura.

HELIO FERNANDES

Nenhum civil serviu mais os generais torturadores do que ele. É autor do conceito reacionário: "Primeiro temos que deixar o bolo crescer para depois distribuí-lo". No primeiro mandato, Lula distribuiu o bolo imediatamente, é até hoje o seu grande sucesso. Colocou milhões das classes C, D, E na linha da vida, passaram pelo menos para a ilusão de que tinham direitos, principalmente o de não morrer de fome.

Em 2010, Lula cometeu o maior erro ou equivoco, entregou a presidência a quem não tinha condições de ser apenas vereadora. 

Tudo o que está acontecendo ou que aparece com ares de catástrofe, tem que ser colocado na conta negativa de Dona Dilma. Amigos e interlocutores do ex-presidente, não escondiam: seriam apenas 4 anos, ele estaria sempre por perto e em 2010 voltaria ao poder. Esse era o acordo, que ela rompeu ambiciosamente.  

Surpreendidíssimo, o presidente foi comunicado que se quisesse ser presidente novamente, só em 2108. Furioso e revoltado, lançou o "Volta Lula", despejou todo o arsenal de palavrões, não adiantou nada, tudo dependia dela. Começou então a inimizade entre eles, cada vez mais irrecuperável. A ponto de Lula estar conversando com o "mestre", sem autorização dela. Aliás, Delfim foi conselheiro de Dilma, afastado por incompetência.

Com subserviência, carreira portentosa.

Em 1965 foi Secretário da Fazenda de São Paulo. No intervalo da jogatina de pif-paf, Costa e Silva gostava de fazer amigos. Um deles foi Delfin Neto. Quando deixou o comando do Segundo Exercito e foi para Brasília, levou Delfin Neto, logo nomeado Ministro da Fazenda, Delfin foi Ministro da Fazenda durante 7 anos, de 1967 a 1974, acreditava que continuaria.

Mas Geisel tinha horror a Delfin, nomeou outro, sem sequer falar com ele. Atônito, decidiu que seria "governador" entre aspas de São Paulo, governador de São Paulo é quase presidente. Mas os generais também sabiam disso. Vetaram sua candidatura. 
Surpresa e confusão total.

Os generais que pretendiam transformar o golpe em revolução, ficaram meio assustados. Surpresa, tumulto e confusão. Alguém sugeriu que uma boa solução seria mandar Delfim Neto para o exterior. Lógico, para uma embaixada. Como a da França estava vaga, falaram com o Presidente Geisel. Ele resistiu mas acabou concordando.

E a partir de 1975 o Brasil passou a ter um embaixador quase monoglota. Não falava nada de francês. E arranhava o inglês da universidade. Mas achou genial. A embaixada ficava na margem direita. Mas ele montou uma casa fantástica na margem esquerda com festas suntuosas e diariamente. Os "amiguinhos" da festas inesquecíveis do bistrô estavam sempre presentes. Em 1978 considerou que o regime estava acabando e ele precisava voltar para o Brasil. Voltou.

Quando chegou ao Brasil, Figueiredo já havia sido nomeado "presidente". Delfin era muito amigo do coronel Andreazza que por sua vez era intimíssimo de Figueiredo.

Delfin pediu a Andreazza para falar com Figueiredo e nomeá-lo ministro. Andreazza falou com Figueiredo que respondeu: "você demorou a falar, eu agora só tenho o ministério da agricultura". Andreazza respondeu: "isso ele não vai aceitar". Reposta de Figueiredo: "aceita, ora se não aceita." Andreazza falou com Delfin e ficou surpreendidíssimo com a resposta positiva. 

Delfim sabia que o ministro da fazenda Mario Henrique Simonsen estava demissionário e não teria outra solução a não ser colocá-lo como substituto. Não aconteceu outra coisa. Mario Henrique estava chateado no ministério e recebera um convite para ser diretor geral do Citibank. E Delfin foi nomeado.

Ficou vários anos, mas não tinha futuro à transição estava sendo feita por personagens que não gostavam dele e lutavam ferozmente pela prorrogação da ditadura.

Agora, com todo esse passado, Lula chama Delfin para salvar o país. 
Que país é esse, Francelino?

Sem mesmo falar com Dona Dilma, Delfin aos 87 anos, enche os jornais e as televisões de declarações auspiciosas. Levou a sério o pedido de Lula, mas hoje ele não tem nenhum poder.


Dependendo do que acontecer, Lula poderá renascer em 2018. Mas isso é pura adivinhação. A esperança de Lula está na fragilidade dos possíveis ou supostos adversários.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Quase desempregada pela incompetência, desempregou 1 milhão e meio só em 2015

HELIO FERNANDES

Terminou 2014 (o ano da controvertida reeleição) com 10 milhões e 100 mil sem trabalho. Entrou no que se chama de "dois dígitos", que aumentou em alta velocidade em 2015. Se os 4 primeiros anos foram de retrocesso, o quinto (o primeiro do segundo mandato), foi de total paralisação. Quando 2015 estavam terminando, a própria Dilma num reconhecimento exuberante e surpreendente, confessou: “O nosso grande erro foi não perceber que a economia havia desacelerado".

Aí, perceberam mas não havia nada a fazer. Com a impopularidade mais alta depois da chamada redemocratização, alem da crise econômica, mergulhou o país no desequilíbrio político, estimulou os movimentos pelo impeachment.

Passou então a se preocupar unicamente em não perder o cargo. Mas agiu desastradamente, principalmente em relação ao presidente da Câmara, personagem fundamental do envio do pedido para que o impeachment fosse votado pelo plenário.

Começou então a ter com ele um relacionamento político inesperado, inútil, sem sentido ou sem resultado, degradante, garantindo a sobrevivência dele e o desmoronamento da sua própria reputação como presidente.

2015 foi todo desperdiçado na luta inglória para combater não percebeu que o impeachment já estava derrotado desde o inicio. O risco de perder o mandato permanece, mas pode vir do TSE (cassação) e não do Congresso. Na Comissão de Ética, protegeu Eduardo Cunha, os 3 deputados do PT votavam a favor dele.

Quando votaram contra, e ele foi derrotado, de forma ignóbil mandou o pedido de impeachment para o plenário. Está lá até hoje, sem chance de ser aprovado, a oposição se refugiou no recesso. Mas este acaba, ninguém mais está interessado na votação. Perdão, só o grupo de Temer anda acredita que possa ser beneficiado, e chegar ao poder sem voto, sem povo, sem urna. Mas ao mesmo tempo com medo da cassação que atingiria a presidente e o vice.

Dilma "estarrecida", Barbosa o "estarrecedor".

A presidente se declarou estarrecida, (agora sem aspas) de que 2016 termine com a expectativa ou analise do FMI, de que "o PIB esteja em queda de 3,7." Ela devia falar menos, para não aumentar a coleção de tolices ou inutilidades. Quem é que não sabia disso? Alguns chegam a ser mais pessimistas, colocando a derrubada do PIB em patamar ainda pior ou assustador.

Se a presidente pode dinamitar os números e protestar contra os que se pronunciam contra o que ela acredita, o Ministro da Fazenda considera da sua obrigação socorrê-la ou imitá-la. E aí a leviandade não tem tamanho. Afirmações dele. 1-No inicio do segundo trimestre a economia estará se recuperando. 2-A inflação fechará o ano em 7 por cento. 3- Mas podemos chegar a 6,5, que é o teto da meta. Inacreditável.  
Desde 2002 o centro da meta não é atingido. E a derrocada econômica e política, agora, sem duvida ou discussão, é muito pior. O Ministro sabe disso. Mas lutou tantos anos para ocupar o cargo, não quer estragar tudo.

Ciro Gomes novamente presidenciável.

Tem todas as credenciais para tentar chegar ao Planalto pela terceira vez. Foi governador (do Ceará) mocissimo, Ministro do próprio Lula, admite que pode disputar com ele em 2018. Podia ter ganhado em 2002 quando chegou a liderar as pesquisas. Mas ai o temperamento derrotou a razão, caiu para o terceiro lugar. È o primeiro candidato lançado oficialmente pelo PDT. Para não esquecer: fora de qualquer cargo, elegeu o irmão, duas vezes governador do Ceará.

A Operação Zelotes saiu dos trilhos, abandonou o caminho original.

Não tem nada a ver com a Lava-jato, Teve imediata repercussão porque até começou antes. Envolveu influentes e altíssimos funcionários  da Receita, com a publicação dos seus nomes. O esquema: sonegavam fortunas, não pagavam os impostos devidos, recorriam ao Carf, eram "perdoados" da divida e das multas. O prejuízo para a Receita foi calculado em 19 bilhões, poderia haver equivoco, o total ser maior e não menor. Mas já era um escândalo gigantesco.

Inesperadamente desapareceu do noticiário, os nomes dos acusados foram esquecidos continuou não se falou mais no assunto. Só que a Zelotes continuou atuando. Apenas modificação espantosa e estarrecedora. Não cuidou mais da roubalheira provada e consumada, se fixou num suposto financiamento de 2 milhões e meio de reais. Inacreditável, os "investigadores” da Zelotes deveriam ser investigados. Ainda está em tempo. Quem poderá tomar essa providencia?  

Diálogos.

Celso Maria do Nascimento, meus parabéns pela cautela e a correção a respeito da minha idade. Consultou dois órgãos importantíssimos, não podia errar. Existem blogs usando meu nome, dizem o que bem entendem. Na minha carteira de identidade do Felix Pacheco, está escrito: "Nascimento, l7 de outubro de 1921".

Nessas datas, dois fatos inesquecíveis para o mundo. Em 17 de outubro os comunistas tentaram derrubar a ditadura aristocrática de 300 anos dos Romanofs. Depois de uma terrível guerra civil de 4 anos, em 1921 tomaram o poder. A Rússia se transformou em União Soviética.

Durou apenas 70 anos. Na véspera do Natal de l991, desapareceu. Traída pela incompetência, pela morte de Lenine, a expulsão de Trotski, o aparecimento do carrasco sanguinário, Josef Stalin, que massacrou o povo, destruiu a Revolução.

Mario Silveira Neto, desculpe, mas você deve estar lendo o blog com óculos bifocais, com as lentes trocadas. Desde que se começou a falar em impeachment, fiquei contra, é a minha posição e convicção até hoje. Em fevereiro de 2015, o jurista Ives Gandra Martins foi contratado para defender o impeachment, era sua crença.

Assim que publicou o parecer, ainda no mesmo fevereiro, contestei-o, não concordava. Nesse ano decorrido, não perdi oportunidade de demonstrar meu combate ao impeachment, principalmente pelas circunstancias. Mas também não deixei um dia sequer de criticar a presidentA pela incapacidade, a incompetência, e a imprudência ou omissão de tudo que pode constar de um processo ou projeto de governar.

Wellington Ferraz, obrigado por me mandar o blog a respeito da morte de Tancredo Neves, não o conhecia. Vou responder amanhã. È difícil analisar ficção, principalmente depois de 30 anos. Parece um roteiro típico de Hollywood, para ser dirigido pelo Tarantino.

1- A ação da Petrobras fechou sexta feira, a 4,4l. Hoje, segunda feira, ficará inalterada. Motivo: a Bovespa não funcionará, é feriado em São Paulo (Aniversario da cidade).

2-Mas os problemas da empresa não dependem do fechamento da Bolsa por um dia. Vieram do tempo da ditadura, não foram percebidos. Ou percebidos e estimulados. Fortunas foram feitas na ditadura, nada era desconhecido.

3- Fartei de revelar e denunciar: o "japonesinho" Shigeaki Ueki, um dos privilegiados do regime. Presidente da Petrobras e Ministro de Minas e Energia, enriqueceu de forma colossal.

4-Ha dezenas de anos mora no Texas, praticamente não aparece no Brasil. Ele e os filhos são donos de mais poços de petróleo do que os Bush, que já dominaram o estado.  Outro fator da destruição da empresa, é a DESADMINISTRAÇÃO. Centenas de diretores, executivos, gerentes, e a corrupção, tendo que percorrer e corromper tanta gente.
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