Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Dona Dilma não vai depor no Senado

HELIO FERNANDES

Não é obrigação é direito dela. Mas posso informar com exclusividade: decidiu não ir ao senado. Talvez mande um depoimento escrito, também depende só dela. Quem vai ficar decepcionada, é a jurista-judoca, que "fala" com as mãos e os braços. Dona Janaína Paschoal já preparava um espetáculo especial. E não pode recorrer ao parceiro de denuncia do impeachment, ele cansou dela.

Se Dona Dilma resolver mudar de posição e comparecer, haverá problema no tratamento dos senadores. È lógico que não serão ofensivos ou agressivos. Mas terão que se dirigir a ela de forma correta. Não apenas verbal, mas constitucional. Não podem dizer "senhora presidente", não é. Se usarem "senhora ex-presidente", novo equivoco, também estaria errado.

A única forma correta: "Senhora presidente afastada "as como seriam centenas de perguntas, ninguém suportaria. Os correligionários também não poderiam usar o habitual "presidentA".

O espetáculo Eduardo Cunha

Nos processos contra ele, tudo é farsa e falsidade. Anteontem e ontem, um ponto dominante: a renúncia Antes do almoço, um apaniguado ia ao palácio residencial, ficava uns 15 minutos, voltava, espalhava: "Cunha está intransigente na decisão de não renunciar". Parava um pouco, dizia: "Fiz um apelo, renuncia e salvamos o teu mandato". À tarde de ontem, quinta feira, o "recado" era diferente, vinha com números. Sobre a CCJ e o Supremo.

Na CCJ: "São 66 membros. Para não ser cassado, preciso de 33 votos Já tenho 27 apoios garantidos. Até á votação, consigo chegar aos 33, sem muita dificuldade". Tudo isso através de intermediários. Ele não pode ir á Câmara, e telefonemas ou mensagens de texto, nem imaginar. O surpreendente é que os que se dizem "aliados" ou os que ele considera "inimigos" não contestam nada. A respeito de votação no plenário, silencio completo. Antigamente era lugar comum constitucional: "O plenário é soberano".

Desafio aberto ao Supremo, e as palavras do ex-presidente da Câmara: "Não sendo cassado pela CCJ, não posso mais ser julgado pelo plenário. Meus processos vão para a 2ª Turma, onde sairei vencedor, por 3 a 2.  E como os processos são iguais, as decisões também têm que ser iguais. Como eu sempre disse. Minha volta á presidência da Câmara, infalível".

O impressionante é que tudo isso começou a um tempo incontável, ele vem repetindo, e nada lhe acontece. De onde vieram s 27 deputados da CCJ, que ele já transformou em 33? E quem garante que ele não pode mais ser julgado pelo plenário do Supremo? Os advogados e juristas com quem conversei, me disseram: "O Supremo não tem nada que esperar o julgamento da CCJ. E basta o Ministro Zavascki pedir pauta, o plenário se manifestará.

Quando o dólar sobe, um grupo festeja. Quando cai, outros vibram. E o povo?

Ninguém escreve sobre o assunto, é um monopólio avassalador e destruidor. São poderosos, invencíveis, intocáveis. Enfraquecem ou fortalecem empresas. Da mesma forma, enfrentados ou contestados, usam todo seu poder de fogo para eliminar os adversários. Esse sistema que se instalou no mundo, vai completar 75 anos. (Acabou em 1991).

Foi imaginado e concretizado a partir de 1942. Os chamados "aliados" (Inglaterra, União Soviética, EUA, e alguns coadjuvantes) estavam perto de vencer a Segunda Guerra Mundial, faltava a Segunda Frente, a fantástica Invasão da Normandia

Conquistavam o mundo pelas armas, inicialmente para derrubar e eliminar o tenebroso "Reich dos Mil Anos". Intimidação e ameaça do nazismo de Adolf Hitler. Mas os EUA rapidamente compreenderam e convenceram a todos, que era preciso completar e complementar a vitoria militar, com uma revolução no sistema econômico. Principalmente no mais importante, o setor monetário. Ainda vigorava o chamado "Padrão Ouro", cada pais tinha a sua moeda, quase todas enfraquecidas, pois a importância era regulada pelo volume das reservas de ouro.

Os EUA convocaram então uma reunião mundial para tratar do assunto. Local: Woods, 1942. Era o Maximo que sabiam. Só os EUA tinham conhecimento do plano maquiavélico. Jamais imaginado, implantado em menos de 1 mês. Não havia pauta, a primeira comunicação: era para acabar com o "padrão ouro", intitulado de herança maldita. Criariam uma moeda de troca universal. Escolheram para presidir a reunião, um economista inglês tão vaidoso e inoperante, que não percebeu nada. Criou até a moeda nova, que se chamaria BANCOR. Nada a ver com os objetivos americanos.

 O plano dos EUA, era simplesmente implantar o dólar, como moeda de troca universal. Era tão inacreditável, que não acreditaram, seguiram com a criação do BANCOR. O general Marshall, que comandava a guerra e a paz, não se irritou, falou com Roosevelt, pediu que conversasse com Churchill para a retirada do economista inglês. O que foi feito imediatamente. Todos assinaram ingenuamente. Logo depois o dólar passou a ser a iminência do mundo.

Marshall deu ordem para montarem maquinas gigantescas para funcionarem 24 horas fabricando aquele dólar falso. Formavam montanhas que eram armazenadas no Fort Knox. Eu não estive em Bretton Woods. Anos depois fui ao Fort Knox, e escrevi sobre o que chamei de DÓLAR PAPEL PINTADO.

Ganha a batalha monetária, Marshall se voltou para a guerra na Europa. Nomeou comandante em chefe, seu assistente,General Eisenhower. A invasão foi histórica, épica, heroica. Junto com a homérica Batalha de Stalingrado, foram os dois maiores episódios rigorosamente militares, que decidiram a guerra. È impossível esquecer ou subestimar a contribuição da União Soviética.
Terminada a parte militar, Marshall, que estava na Europa, percebeu logo: em quase todos os países do continente, havia enorme simpatia pela União Soviética que não era vista mais como terror. Compreendeu: os EUA ajudariam a Europa Ocidental, ou ficariam sozinhos no mundo. Criou então o Plano Marshall. Anunciado fartamente.

Voltou para os EUA, utilizou aqueles dólares falsos. A primeira remessa foi de 38 BILHÕES de dólares, uma fortuna. Como o dólar já era "genialmente" a moeda oficial do mundo, inundou a Europa, sem custo para os EUA. A fabricação de dólares continuou, a União Soviética encurralada junto com o que se chamou de Alemanha Oriental, cometeu o erro incrível de utilizar os recursos unicamente no que se chamou de Guerra Fria, Outra espantosa vitoria financiada pelo DÓLAR PAPEL PINTADO.

Essa Guerra Fria durou de 1948 até a véspera de Natal de 199. A União Soviética não foi á Lua, mas o soviético Gagarin foi o primeiro a ir ao espaço, A União Soviética fabricou os primeiros submarinos atômicos. Mas fabricou um carro, o Lada, que enguiçava a todo o momento. Não sabia fazer um liquidificador. Em 1991 com 80 por cento do orçamento destinado a armamento, não resistiu á traição de Gorbachov e ás bebedeiras de Yeltsin, desapareceu. Poderia ser o que é hoje a China. Metade democracia, metade ditadura, Só que é aceita pelo mundo.

A China tem uma vantagem que a União Soviética não teve: não precisa combater o dólar PAPEL PINTADO. Tão diferente, que a China tem 3 TRILHÕES de dólares investidos ou  resguardados nos EUA. Não são inimigos, se completam, como PRIMEIRA e SEGUNDA potencia mundial. O Brasil não teve representante em Bretton Woods.

O ditador Vargas não ligava para essas “quinquilharias”. Durante 43 anos, a duração do dólar falso, ignorante e ignorado, o Brasil foi miseravelmente roubado. Terminadas as duas ditaduras, uma de 15 anos e outra de 21, parece que a  desatenção e o desprezo pelo dólar é o mesmo.

FHC não ligava para nada que não fosse sua projeção. Com Lula, o presidente do BC era o mesmo Meirelles, hoje Ministro da Fazenda. Mas em 2003 não era o gênio, como é considerado hoje. O dólar veio a 1,70, achou muito baixo. Foi até 3,20, tido como alto. Completou os primeiros 4 anos de Lula, queriam se ver livre dele. Conseguiram. Dona Dilma trouxe Tombini, o anti-BC. Com o dólar a 1,90 e os exporta dores reclamando, mexeu, o dólar foi a 4,37 não soube "desmexer".

Agora com Meirelles querendo teleguiar o BC, o mesmo de sempre. A 4 reais, exportadores bebendo champanha. Ontem fechou a 3,20, já voltaram a se movimentar. Os importadores, querem dólar cada vez mais baixo. E o presidente do BC e o Ministro da Fazenda, tão falsos quanto o dólar papel pintado que durou 43 anos, pensam (?) que um país é apenas EXPORTAÇÃO e IMPORTAÇÃO. SE durarem mais 2 anos, surpresa dentro e fora do governo.


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Presidente do BC, promete muito, confirma pouco. Presidente provisório comanda sobrevivência do corrupto Cunha

HELIO FERNANDES

Normalmente é um dos cargos mais importantes. Nas atuais circunstancias, de relevância incalculável. Convidado e nomeado sem restrições, e recebendo um dilúvio de elogios, devia ter sido mais cauteloso.  Apressado, garantiu demais, transformou a própria duvida, rigorosamente incerta, numa quase verdade só que com 1 ano de espera. Lembremos as promessas da posse: "Envidaremos esforços para trazer a inflação ao centro da meta, 4,5 por cento".

E concluiu de forma decepcionante: "Em 2017". Comentei na mesma hora: "A promessa da inflação é audaciosa, o tempo,1 ano, sinalizava para 12 meses de duvidas ou até de adivinhações. 

Ainda não completou 1 mês de existência, e já vem a publico no Brasil e na Suíça, onde está, e é obrigado a esclarecimentos, não quero nem chamar de desmentidos. Não vai atingir a meta na prometida chegada aos 4,5 tão almejados, "vamos trabalhar  para ser em 2017, ou então no inicio de 2018". Visivelmente desistiu do vago 2017, que se fosse em novembro ou dezembro, quase o mesmo que o "inicio de 2018". Que não pode ser prorrogado, a não ser com outra "solução" como a de agora, sem povo e sem eleição.

Esse senhor Ilan, como é chamado por causa do sobrenome complicado, precisa entender a extensão ou o tamanho da sua responsabilidade. A melhoria ou até a definição para o Brasil não vem da política e sim da economia. A política só complica, principalmente por causa do comprometimento empavonado, do presidente provisório. Que luta insensatamente para misturar o desarvorado com o desiquilibrado, as duas palavras quase sinônimos, na verdade conflitantes.

Isso tudo leva e eleva ao paroxismo, qualquer coisa que venha do Banco Central. Prazos precisam ter credibilidade, não podem vir seguidos do desmentido. Afirmações têm que ser confirmadas.

Lamento, mas nem os especialistas interessados estão acreditando no presidente do BC. Tentam preservá-lo, desmentindo apenas os números. Não adianta nada. A realidade tem que ser enfrentada com medidas praticas e verdadeiras, não apelando apenas para a boa vontade. Terminemos  a analise economica-financeira, mostrando a contradição do comportamento no combate á inflação e a manutenção dos juros, vergonhosamente altos.

A presidente efetiva errou elevando os juros na alta e na baixa da inflação. A inflação estava em 8 por cento, os juros em 7. Tombini aumentou os juros até 14,25, à inflação chegou a 11,30. A partir de novembro de 2015 até abril de 2016, a inflação veio para 7,4. Era uma chance de reduzir os juros, eles se mantiveram impávidos e altaneiros em 14,25.

Veio o "novo" governo, ficou a mesma coisa. Ilan assumiu o BC, trata intensamente da inflação, nenhuma palavra sobre juros.

Perdão, diz que não é hora de cuidar do assunto.Mas não é unanimidade entre economistas e especialistas, que se combate inflação com alta dos juros? E com a queda o presidente do BC fica silencioso e aparentemente satisfeito. Os juros não são importantes? 14,25 quando já deveria estar obrigatoriamente em 10 por cento, não representam crime? E quando a inflação estiver nos sonhados 4,5 em que patamar estarão os juros. Falta conhecimente, coragem e competencia.

(J.P.Morgan aposta: "Corte da Selic. virá  em outubro". O CitiBank. mais eclético, divulga: "A Selic será reduzida  entre agosto e novembro".Total insegurança. O Itaú não informa nem desinforma:"Queda de juros só em 2017". Como se vê, adivinhações para todos os gostos. Nem o proprio presidente do BC pode ficar irritado. Os  especialistas tão inseguros quanto ele).

Alemanha e França não perdoam Cameron

Anteontem, a primeira vez que Merkel e Hollande  se  encontraram pessoalmente com Cameron. Já vinham de longe, criticando duramente o Reino Unido. Injustiça, pois o Primeiro Ministro era a favor da permanencia, foi derrotado. E precisa de tempo, para consumar a saida. Alem dos problemas economicos e administrativos. completa turbulencia politica.

È impossivel desfazer uma aliança de 43 anos, em algumas semanas.  Ninguem sabe até agora, quem será o futuro Primeiro Ministro. Para complicar, pode ser Trabalhista ou Conservador. Muitos nem querem saber. Mas existem 6 deputados, 3 em cada partido, que declaram: "Serei o Primeiro Ministro". È o caos no país e no Parlamento.

O presidente provisório, se  arrisca para salvar Cunha

Nos meios politicos e setores jornalisticos, um assunto está presente diariamente: o relacionamento entre Michel Temer e Eduardo Cunha. E não ha disc ordancia, ao contrario, inesperada unanimidade: "Não pode ser apenas amizade,tem que existir alguma coisa até agora não desvendada".

Tres encontros em 10 dias, desgaste completo para o presidente provisorio, que não tem tanto capital para desperdiçar. O primeiro e o segundo, condenavel pela facilidade com que Cunha transita pelo Jaburu. Já ressaltei: ele jamais vai ao Planalto, acha a residencia não tão visivel. Acontece que isso é Brasilia: assim que  ele chega, todos sabem.

O terceiro encontro, execravel. Inadmissivel. Inacreditavel. Foi o proprio Temer que chamou ao Jaburu o ex-presidente. Pediu isso mesmo, pediu a Cunha que fizesse exame da situação politica do país, "e como deverei agir para manter o controle da Camara". Já revelei com exclusividade os "conselhos" de Cunha. Mas não terminou por aí. Cunha falou sobre a presidencia da Camara, e disse textualmente: "Você pode me ajudar a voltar á presidencia da Camara". Nem protesto ou discordancia de Temer, Cunha deu toda a receita, cumprida á risca, até agora.

Como o problema de Cunha está na Comissão de Constituição e Justiça, (CCJ) Temer cumpriu todo o roteiro determinado por Cunha. Mandou um assessor convidar o presidente da CCJ, Osmar Serraglio, para ir ao Planalto. Chegou logo, o presidente provisorio recitou: "Quero que você trate pessoalmente da questão do Eduardo Cunha. Indique como relator o deputado (disse um nome desconhecido) se possivel ainda hoje". Não havia mais nada a  tratar, voltou para a Camara.

Chamou o deputado, disse, "você será o relator do processo do Eduardo Cunha". Acreditou que ia surpreender o deputado, tipico baixo clero. Surpreendido foi ele com a resposta: "Já estou trabalhando no parecer". Falou pelo telefone com Cunha,voltou para o gabinete de Osmar,"pediu prorrogação do prazo". Concedido na hora.

Um escandalo, Osmar foi criticadissimo pelos colegas, mas procurado por reporteres  de televisão. Falou: "A CCJ tem 65 membros, o relator é só 1" Olhando para câmera de TV,apontou o dedo na "cara do telespectador", e rindo, gritou, "só 1". “Indecencia e indignidade".

Mas a coordenação presidencial não termina aí. Cunha diz que "não renuncia, quero voltar á presidencia ". O apaniguado de Cunha na CCJ, pede mais prazo para processo de Cunha. O acolito dele na liderança do governo, afirma publicamente: "O processo de Cunha tem que terminar no maximo em 15 dias". Não é só indignidade. È preciso inventar outra palavra, mais elucidativa.

O perdão e a prisão de Dirceu

Muita gente no mundo politico e juridico ficou surpreendido e levou um  susto. O Procurador Geral pediu ao Supremo, perdão para o ex-Ministro Chefe da Casa Civil.Ele estava condenado pelo processo do mensalão. Cumpriu uma parte preso, estava em prisão domiciliar, quando foi novamente preso e enquadrado na Lava-Jato. Continua na prisão, e não existe a menor duvida de que será condenado novamente.

Existem duas versões a respeito da questão. 1-Janot sabe ou soube que José Dirceu será condenado, novamente, e não demora muito. Como seria a segunda condenação, teria que ir para uma penitenciaria imediatamente. Considera que a reação seria desfavoravel. E como  falta pouco tempo, não seria  absolvição e sim  perdão-anulação.

2- Voltaria a não ter prisão. Se fosse condenado pela Lava-Jato, não iria para uma penitenciaria. E caberia recurso para o STJ e STF. De qualquer maneira, o Supremo daria a ultima palavra em tudo. Por enquanto, tem que decidir, contra  ou a favor do pedido de perdão. Enquanto escrevo, vem  a noticia: Dirceu se torna réu pela segunda vez na Lava-Jato. As coisas se complicaram.

A propósito de Supremo

o Ministro Dias Toffoli, mandou libertar o ex-Ministro  Paulo Bernardo.A libertação de alguem, geralmente é uma boa noticia.No caso é preocupante, pois sozinho,Toffoli reformou a Constituição.Até agora, só algumas pessoas tinham foro privilegiado.
A partir de hoje,com a jurisprudencia Toffoli, até imoveis têm esse  privilegio. E pensar que Lula lutou e insistiu tanto para ser considerado Ministro o e não ir para Curiiba. Bastava morar num apartamento"funcional", e estaria tudo resolvido.

PS- Personagens importantes do Brasil, já foram mais cautelosos e respeitosos, consigo mesmo e com a opinião publica. Ontem, num jantar em homenagem ao
presidente provisório ,estavam presentes Gilmar Mendes  e Otavio Noronha.

PS2- Os três não poderiam estar juntos. O presidente provisório, como homenageado, teria que estar presente. Os outros dois não poderiam comparecer. 

 PS3- Motivo: Gilmar Mendes é presidente do TSE. Otavio Noronha é Ministro desse TSE. Ha meses estão com o processo para julgar e obviamente cassar a chapa Dilma-Temer. Estão descumprindo o dever, algum dia terão que realizar o julgamento. Votando contra, a favor, ou arquivando.

PS4- Otavio Noronha é a favor da cassação da chapa. Gilmar é uma incógnita. Maria Tereza Moura, a relatora, ha 5 meses com o processo, contra a cassação. Se tivessem realizado o julgamento no tempo certo, não teria acontecido tudo o que aconteceu.

PS5- No momento o placar está 3 a 3. São 7 Ministros, existe tendência forte de arquivamento. Um acordo. Dona Dilma não será mais atingida. Haveria a possibilidade de eleição indireta.


terça-feira, 28 de junho de 2016

Temer, muito perto do sonho milenar dos ANARQUISTAS: um país sem governo, ou dominado pela ANARQUIA

HELIO FERNANDES

Durante centenas e até milhares de anos, grupos tentaram de todas as maneiras, nos mais diversos países, implantar um novo sistema. Era o mais revolucionário possível, chamaram de ANARQUISMO. Sua base, seu objetivo, sua obsessão: nenhum governo. Consideravam que o governo era o culpado de tudo.

Sem governo, acreditava que não haveria guerras, ninguém para decretá-las ou combatê-las. (Como Muhammed Ali incontáveis períodos de anos depois, não queria matar ninguém). Sem governo, haveria liberdade total, sem ditadura civil ou militar, sem fortunas colossais acumuladas com a fabricação e venda de armas.

(Não haveria Premio Nobel, distribuído, desejado, ambicionado sem explicação. Mas existindo por causa do inventor da pólvora, e um dos maiores fabricantes de armas de todos os tempos.

A partir de 1850, Alfred Nobel e outros lançaram armas que foram se multiplicando e se aperfeiçoando criminosamente. Não por arrependimento, seguramente por exibicionismo ou por não terem herdeiros ou sucessores, eternizou seu nome pela vaidade da generosidade.   

O presidente provisório, está muito mais para o sem governo da ANARQUIA do que da filosofia do ANARQUISTA.Prisioneiro de um Congresso de quinta categoria,bravateia que está sendo bem recebido pela opinião publica.Na verdade faz tudo o centrão pede.Isso n a Câmara, dialoga, satisfeitíssimo com o antigo baixo clero.No Senado compra e compõe maioria, por causa do impeachment.

Basta um senador se declarar indeciso, logo aparecem vários, para ajudá-lo a se descomplicar. 

O colunista Lauro Jardim revelou: "O presidente provisório acha que sem medidas revolucionarias e profundas, muita coisa pode ser resolvida". E cita o fim da coalizão proporcional e a limitação do numero mínimo que cada partido tem que eleger. Ora, nos últimos 20 anos me fartei de combater esse voto proporcional.È uma excrescência, todos os políticos sabem disso.Mas eles é que podem modificar as coisas.

Quanto á limitação dos votos,já existiu, anulou. Era a chamada clausula de barreira. O partido precisava eleger 13 deputados,para ser representado.Na Alemanha, o Partido  Verde levou 17 anos até conseguir obter a representatividade constitucional.Nos EUA existem quase 30 partidos, sem a menor formalidade ou ajuda. Para se credenciar perante o povo, Temer teria que fazer duas coisas que seriam maravilhosamente recebidas pelas ruas, onde está o povo, ou "a patuléia vil e ignara", como escrevia o notável J.E. de Macedo Soares.

A primeira providencia: acabar o Fundo Partidário. Economia de mais de 1 bilhão por ano nas duas casas do Legislativo. Eliminar para sempre o horário eleitoral dito “gratuito", mas que rouba mais de 2 bilhões anuais do cidadão-contribuinte-eleitor. È evidente que Michel Temer, provisório ou efetivado, não tomará nenhuma providencia.

A ética de Bolsonaro, Cunha, e principalmente de Michel Temer

Chegou ontem, á Comissão de Ética, o pedido de processo contra o deputado-capitão. O presidente José Carlos Araujo, tentou escolher logo o relator. Pelo numero de recusas, o que se diz sorrateiramente, ficou quase evidente:ele não será punido, a não ser levemente. Não serão gastos 8 meses, mas a Comissão ficará muito tempo nas manchetes.

Eduardo Cunha continua engavetando seu processo. Notadamente depois dos encontros com o presidente provisório. Conseguiu "eleger" relator na CCJ, depois de15 dias. E o que teve mais votos, (me recuso a dizer, eleito) foi precisamente o mais indicado pelo próprio acusado e derrotado na Comissão de Ética.

Sobre Cunha, muitas variações: Dizem que fará delação, nega. Como informei ha dias com exclusividade,a Policia Federal e a Procuradoria do Paraná, não estão interessados. Aceitariam a delação da mulher, Cláudia Cruz.Também garante: "Não renunciarei á presidência, voltarei para o cargo.

Pergunta ingênua e inútil: quando o Supremo irá julgar Eduardo Cunha. Duas vezes RÉU, precisarão de quanto tempo mais para o julgamento?

PS- O desgaste de Temer com a proximidade e intimidade com o corrupto deputado suspenso, é COLOSSAL. 3 encontros em 10 dias, com ele, duas vezes RÉU no Supremo é tido como desafio e até desprezo ao mais alto  tribunal do país.

PS2- O presidente provisório tem sido cobrado por muita gente. Empresários importantes que financiaram a campanha do impeachment, cobram de Temer mais credibilidade e seriedade e menos intimidade.

PS3- Alguns, depois das criticas, perguntam de forma clara: "Você deve alguma coisa a esse Eduardo Cunha?". Nenhuma reposta.



LAVA JATO E AS DELAÇÕES REVELAM A CADA DIA A FACE OCULTA DO PT. CHAMBINHO (NÃO LEIA CHUMBINHO), DISTILA VENENO NA DELAÇÃO. PAULO BERNARDO O MARIDO DA SENADORA NARIZINHO, DITO POLUTO, METIDO A DAR LIÇÃO DE MORAL, ESTÁ “EXECRADO”. O BRASIL NÃO TEM PARA ONDE CORRER. NA DIREITA OU ESQUERDA O “BICHO PEGA”

ROBERTO MONTEIRO PINHO

O Partido dos Trabalhadores mergulhou de vez nas trevas do crime. Figuram emblemáticas, vem revelando outro lado, que é o inverso da moralidade que tanto defendeu durante anos e anos.
Neste momento o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações) nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff está sendo indiciado acusado de ter recebido pelo menos R$ 7 milhões de propinas do esquema de desvios alvo da Operação Custo Brasil, deflagrada pela Polícia Federal no dia 23 de junho.
Mas as investigações caminham para confirmar que de 2010 a 2015 o esquema teria gerado R$ 100 milhões em propinas, referentes a contrato da empresa Consist Software, por serviços indiretos para o Ministério de Planejamento.
Na esteira das descobertas da operação Lava–jato, o operador das propinas arrecadadas com a Consist, o ex-vereador do PT Alexandre Romano, o Chambinho, confessou em delação premiada que havia propinas para o PT, para Bernardo, para o ex-ministro Carlos Gabas (Previdência e Aviação Civil), entre outros.
Conforme vai desenrolando as operações deflagradas pela Polícia federal, por ordem do judiciário, nomes de políticos, até então tido como alicerces da moralidade pública, desmoronam, com a descoberta de falcatruas e recebimento de propinas.
“Chambinho”, foi alem denunciando que o negócio teria como principal beneficiados o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicação) e sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Essa senhora, pernóstica, arrogante e rançosa, tal qual a presidente Dilma que ela defende como se fosse à dona da verdade. Elas se merecem de fato. Para quem não sabe Chambinho, foi preso na 18ª fase da Lava Jato, em agosto de 2015, alvo da Operação Pixuleco 2 – que apontou pagamento de R$ 51 milhões em propinas nesse contrato, a partir de 2010.
O delator aponta Paulo Ferreira com responsável por sua participação no negócio, em reunião na sede do PT, em Brasília, no final de 2009. "Para a conversa, Paulo Ferreira chamou Duvanier Paiva Ferreira (Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento) e Carlos Gabas", informou Chambinho. "Foi dito que parte dos lucros da empresa ficaria com o Partido dos Trabalhadores (80%) e outra parte com as pessoas envolvidas na operação."
A comunidade brasileira é hoje refém de um Co0ngresso venal, contaminado em quase sua totalidade por legisladores, que não tem o menor respeito e sensibilidade para o trato do patrimônio público, a ponto de se envolverem em falcatruas das mais infames e trágicas para o país.
Por quase três décadas, a metade praticamente no poder maior da nação, com dois mandatos do ex-presidente Lula da Silva e um e o segundo em curso da presidente Dilma Roussef, agora afastada por conta do seu impeachment, o Partido dos Trabalhadores, vendido para a opinião pública como o “caminho para libertação e a distribuição de riqueza igualitária”, rompeu seu “slogan” DE BONZINHO.
Agora mostra a face criminosa, de seu grupo de elite, que tomou para si, fortunas, através de falcatruas das mais diversas. É o social ao avesso.
O Brasil que trabalha e recebe menos de dois salários mínimos por mês, e os que estão no desemprego, está assim: Se corre para a direita o “bicho pega”, se correr para a esquerda “o bicho come”.
Do “mensalão”, que revelou criminosos, como José Dirceu, Genoíno e Palocci, entre outros, a Lava-jato que trouxe a tona, figuras tidas como “anjos do socialismo trabalhista”, agora, desconstrói de vez por todas o “projeto de poder petista”, e a recuperação de Dilma no impeachment e ainda vão derrubar Lula da Silva da ponta das pesquisas como favorito a eleição de presidente em 2018.
Fim do PT boquinha, fim da farsa, que enganou a opinião pública por três décadas.
Mesmo assim, em que pese à falsa esquerda, essa falsa frente socialista está por ai, pleiteando seu voto nas eleições de outubro. Um voto que é obrigatório, compulsivo e eletrônico. Uma maldição que não tem fronteiras.
A situação é tão medíocre que no Rio de Janeiro, três nomes da autodenominada esquerda disputarão a prefeitura da cidade. Dois deles só querem a visibilidade do horário gratuito (para eles, mas o cidadão paga) da TV, para marcar posição e garantir lastro até a eleição de 2018.
Com chances de ser maquiado, alterado e modificado. Somos reféns de um Congresso venal, e de um sistema eleitoral capcioso, que infecta o sistema democrático de tal forma que nos tornamos escravos de nos mesmos. Somos filho de uma República apodrecida e amorfa.

O Parlamento brasileiro é tão inescrupuloso, quanto o judiciário dois. Melhor seria se existisse, o Parlamento e um Judiciário, igual os campeonatos de futebol. Times das séries A, B e C. Quem sabe se rebaixando os representantes do legislativo e do judiciário, se consiga moralizar o país?

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Tentando se popularizar dá entrevistas, não diz nada. Mas sonha com o futuro. Lacerda e JK, presidentes, mudariam o país

HELIO FERNANDES

Faz o possível e o impossível para se destacar, não consegue. Deu entrevista á Globo News, normalmente é de 30 minutos, anunciaram fartamente, "será de uma hora". Deviam ter reduzido para 15 minutos. Foi no dia 21, no dia 24 já haviam repetido varias vezes, repercussão zero. Dois dias depois, outra "palestra" ao impresso, o mesmo distanciamento do fato e do publico.

No áudio, só o tom habitual do ex-vice, entre pretensioso e presunçoso, considerando que sua palavra, escrita ou falada, está acima de tudo. A primeira pergunta, corretamente, era sobre a razão da carta á presidente, se confessando "decorativo". E a complementação obrigatória: "E por que a publicação imediata de um documento que deveria ser particular e sigiloso?".

Com inusitada veemência respondeu: "Foi à primeira traição da senhora presidente. Não se passou muito tempo, e o planalto vazou o documento". O entrevistador não sabia, foi o próprio ainda vice quem entregou a carta a um jornalista, que como era do seu dever e obrigação jornalística, colocou no seu blog.

Era o que Temer queria, esbravejou furiosamente contra o "vazamento" que ele mesmo coordenou. A carta tinha um objetivo, não podia ficar em sigilo. Era o primeiro item da traição conspiração, deu tudo certo, anunciou rompimento, Começava o impeachment, que levaria Temer á tão sonhada presidência, sem voto e sem eleição.

Era lapso ou gafe, a pergunta: "O que o senhor fará quando ficar legitimo?". Temer não gostou, respondeu, levemente irritado: "Eu sou legitimo, está na Constituição". Como era entrevista vôlei, o entrevistador levanta para o entrevistado cortar, a colocação amável para a resposta encomendada: "O senhor admite ser candidato á reeleição?". Temer abre um largo sorriso: "Em hipótese alguma. Presidência é destino" Ficou satisfeitíssimo com a descoberta da frase, continuou, desfilando títulos e méritos, cada vez mais falante, como se estivesse diante de um espelho.

 "Já servi muito ao país. Mais do que muita gente. Fui secretario varias vezes (duas apenas, o resto exagero), três vezes presidente da Câmara". Com apoio e 
insistência de Renan Calheiros. E um fenômeno: foi presidente, sendo suplente de deputado.

Raramente se elegia, ficava primeiro ou segundo suplente, assumia logo. Podia escrever (se soubesse escrever) um Tratado sobre o Carreirismo, sem disputar grandes cargos majoritários, senador, governador. Vai em frente, glorificando o nada, que é a sua própria vida publica.

Fala sobre a relevância de ser vice e a sua participação, que considerou "importantíssima", na eleição de Dona Dilma para presidente duas vezes. Textual: "Contribuí com uma votação enorme para a vitoria da chapa. As pessoas viam meu nome na chapa, queriam votar em mim, tinham que votar nela". A entrevista vôlei chegou ao fim, nenhuma pergunta que exigisse resposta mais elucidativa ou constrangedora.

Sobrou tempo apenas para a satisfação da constatação: "Fico feliz e recompensado, com o apoio da comunidade ao meu governo".

O Fundo Soberano, e a realidade da Divida publica

Temer e Meirelles conversaram, ficaram satisfeitos com a constatação: o Fundo Soberano atingiu o total de 1 trilhão de reais. Levemente admitiram, que numa eventualidade, poderiam utilizar esse dinheiro, na verdade reservas externas, para dificuldades internas.

Se fizerem isso, será uma traição criminosa ao país, mais exigindo punição do que a traição pessoal de Temer a Dilma. Não deram uma palavra sobre o fato desse Soberano ter sido criado por Lula e mantido por Dilma. E se ela tivesse usado uma parte mínima, não teria sido acusada desvairada, insensata e mentirosamente de "pedaladas".

Mas é preciso comparar a reserva do Soberano com a Divida Publica. O Fundo rende de juros, 5 bilhões anuais. A Divida exige esforço financeiro tão grande que é impossível atingi-lo. Fica em media 10 por cento. 14,25 dos juros catastróficos. 9 por cento da taxa contratual. 6 por cento da exigência dos chamados emprestadores.

Como a Divida está em 2 trilhões e 900 bilhões, a amortização anual, tem que ter um volume de 290 bilhões, não para pagamento. Como vimos à diferença entre o rendimento do Fundo e a massa de juros, tragédia inominável.

Se reduzissimos os juros de 14,25, (os maiores do mundo) para 10 por cento, a media ficaria em 6 por cento. Ainda alta, a amortização baixaria para 170 bilhões. Os juros da Selic tão desprezados, precisam de operação especial.

Dizem que os juros estão elevados para conter a inflação. A Selic foi para 14,25 com a inflação em 12 por cento. Continuou com a inflação em 9 por cento. E o novo presidente do Banco Central, "acena com inflação a 4,5 em 2017", mas não dá uma palavra sobre redução dos juros. FHC elevou os juros, estratosfericamente a 40 por cento, entregou a Lula em 25. Lula passou para Dilma a 12. Ela conseguiu reduzir para 7, ninguém explica a razão, voltou a subir até esses execrados 14,25, que parecem intocáveis.

Lacerda ou JK, Presidentes em 1965, viável e altamente favorável

Teu pai tinha razão, Pawwlow, em Historia não existe SE. Principalmente no limiar dos 40 anos da morte dos dois. Juscelino, mais tarde confessou que conversou sobre uma possível reeleição. Não encontrou receptividade. Abandonou a ideia. Ao passar o cargo para o trêfego e bêbado Janio Quadros, lançou sua candidatura para voltar em 1965. Infelizmente no calendário político não houve 1965.

Nos primeiros dias de 1964, JK teve 2 encontros com Castelo Branco, na casa do deputado Joaquim Ramos, irmão de Nereu. Castelo disse a JK: "Presidente, não quero assumir como "Chefe do Governo Provisório", não terei força para garantir a eleição de 15 de novembro de 1965, o senhor será o beneficiado, já é candidato". (Todos sabem o que aconteceu).

Lacerda tinha a obsessão da presidência. Principalmente depois do excelente trabalho realizado como governador da Guanabara. Muitos acreditaram que apoiou o golpe de 64, como forma de consolidar a candidatura. Engano completo. Ele era tão ligado aos militares, que não existia possibilidade de ficar contra. Mas eles começaram a abandoná-lo quando aderiu á Frente Ampla, que surgiu na minha casa.

Foram tão cruéis com ele, que precisou escrever um artigo emocionante, com o titulo, "Carta a ex-amigos fardados". Me deu para ler, eu ia ficando com ele, pediu de volta, explicou: "Tenho que publicar no Globo, o Roberto Marinho vive reclamando que só escrevo para a Tribuna".

Para terminar, Pawwlow, um encontro impressionante, teria mudado as coisas. Em janeiro de 1966,já não mais governador, telefona: "Helio, preciso conversar com você, agora, mas não quero ir ao jornal". Chegou logo, estava morando no Humaitá enquanto aprontava o famoso triplex.

Não demorou, contou: "Estou vindo do Laranjeiras, o Presidente Castelo me convidou para Embaixador na ONU". Nem deixei terminar, interrompi, aplaudi, "e você aceitou na hora". Respondeu como se fosse o mais normal: "Recusei imediatamente. O presidente ficou surpreendido, pediu para estudar a questão".

Comentei então: "Eles estão te mandando um recado, você não será presidente, mas não ficará abandonado. Tem que aceitar, fala correta e correntemente 6 idiomas, é extraordinário orador, tem paixão por política internacional. O que tiver que acontecer, acontecerá. Se for positivo, é só pegar um avião. Negativo, já estará exilado". Mal acabei de falar, disse apenas, "serei presidente", foi embora. No final desse 1966, fui cassado.  Em 1968 fomos presos juntos, perguntou: "Você ainda considera que eu deveria estar na ONU?". Não era hora de resposta.

Quem tem medo de gravação?

O presidente do Senado, enviou oficio á Policia Federal. Motivo: “quer investigação urgente para saber" quem vazou as gravações do presidente da Transpetro. È possível que Renan Calheiros abandone o pedido. Imita o que fez com o Procurador Geral da Republica. Anunciou que pediria seu impeachment desistiu. Renan está farto de saber, que quem distribuiu as gravações, foi Sergio Machado. Ia gravar para guardar em casa?

Temer e Cunha, íntimos para sempre

Nos ulimos10 dias, estiveram juntos, isolados, três vezes. No Jaburu, lógico, o Planalto é muito transparente. Na véspera da votação do Conselho de Ética, o presidente afastado foi comunicar ao presidente provisório: "Vim TE dizer, que amanhã acaba essa farsa do Conselho de Ética. Sairei vitorioso por 11a 9". Temer: "Fico satisfeito, tuas analises são sempre certíssimas". Derrotado pelos mesmos 11 a 9, Cunha voltou ao Jaburu para explicar, "o que para muitos seria derrota, menos para mim".

Domingo, anteontem, Cunha recebeu um comunicado da assessoria de Temer: "O presidente espera o senhor amanhã, ás 9 horas da manhã". Chegou pontualmente, conversaram até ás 10,15. Não foi muito, fizeram analise sobre o momento político. E mais: examinaram o relacionamento do governo com a Câmara dos deputados. E sensacional: com o presidente provisório em silencio,

Cunha mostrou como o governo tem que agir, "para eleger o presidente da Câmara". Já se despedindo, Cunha falou: "Estou á disposição". Temer foi levar Cunha, ele entrou no carro na frente, com o motorista. No banco de trás, três seguranças.

PS- Que fase, da Inglaterra. Expulsa da União Européia por metade dos Conservadores e metade dos Trabalhistas, a reação que não esperava. Pedem pressa "na saída", não podem esperar. 

PS2-Ontem, o inacreditável: derrotados pela Islândia, foram eliminados da Europa. E o inaceitável: em todos os lugares da Europa onde o jogo era transmitido, vaias para o futebol mais rico do mundo. E satisfação geral.

PS3- Em 48 horas, a Inglaterra longe da União Européia e fora da Euro Copa.