Titular: Helio Fernandes

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O Supremo troca acórdão por ACORDÃO

HELIO FERNANDES

As duas palavras são escritas com as mesmas letras, mas com significado inteiramente diferente. Acórdão é o que o Supremo faz obrigatoriamente, depois do resultado, sumarizando o que aconteceu durante o julgamento. ACORDÃO foi o que o Supremo fez ontem, antecipadamente, para frustrar, negar, modificar e decepcionar o grande saldo positivo de sua longa existência. (Excluído o período de 1937 a 45, quando apoiou integralmente a ditadura do Estado Novo).

Mas antes de examinar as conseqüências da decisão contraditória e incoerente do mais alto tribunal do país, temos que dar a palavra ao próprio Renan, publicada logo depois de terminado o julgamento. Os vencedores têm prioridade, principalmente quando se manifestam com a "grandeza" e a humildade (textual) do referendado presidente do Supremo.

"O Senado aplaude a PATRIOTICA decisão do Supremo Tribunal Federal. A confiança na Justiça brasileira e na separação dos Poderes continua inabalada".  Refugiou-se e se escondeu falando pelo Senado. Mas considerou que precisava aparecer, e então, usando o próprio nome, completou: "Recebo com humildade a decisão do mais alto tribunal do país". Examinemos a ação de Renan.

1- Desafiou o Supremo, não recebendo durante três dias, o Oficial de Justiça, alem da "fé publica", levava intimação de um Ministro. 2- Não cumpriu a decisão do ministro, de afastá-lo do cargo. 3- Movimentou personagens de vários Poderes. 4- E até de quem não tem mais Poder, é apenas ex. 5- Coordenou o que o plenário insensatamente ratificaria. 6- Ministros admitiram conversar, sobre o que iriam julgar, o que ninguém jamais imaginaria. 

7- 6 ministros atenderam e entenderam o recado, mudaram o voto. 8- Marco Aurélio chamou a atenção para esse retrocesso, lembrando que Renan já perdera no próprio plenário, em dois julgamentos. Num por 6 a 0, noutro por 8 a 3. 9- Marco Aurélio, altamente aplaudido, mas sua liminar foi vaiada. 10 - Renan, apesar de ator de opera bufa aplaudido de pé. Daí a HUMILDADE do agradecimento, mais desafio e até gozação.

(Sugestão para as equipes de dicionaristas que cuidam da atualização do Aurélio e do Houaiss, alguns, amigos do repórter. Rever a definição da palavra PATRIOTICA, usada por Renan, que ficaria assim: "Ação destinada a manter imune e impune, qualquer senador aventureiro e corrupto".

INCOENCIA E CONTRADIÇÃO, DE 6 EQUIVOCADOS MINISTROS

Não apenas equívocos, mas inesperada concordância, com o cenário que montaram, para a exibição do espetáculo. Apesar de terem ensaiado um, mostraram outro. O que deveria ser votado: o julgamento em que Renan "perdia" de 6 a 0, e Dias Toffoli "pediu vista". Isso aconteceu em 3 de novembro, portanto decorridos 34 dias. 
Como Toffoli estava presente, deveria ser obrigado a votar, estava mais do que informado sobre o que se votava ou julgava. Alem do mais, sua "convicção" era e 
é mais do que notória. Bastaria que dissesse baixinho, constrangido e envergonhado: "Voto contra o relator". 

Mas como prefere sempre a mistificação, estarreceu a todos, com a afirmação: "Pedi vista e ainda não recebi o processo". Inacreditável mas rigorosamente mentiroso, o que não é inusitado, em se tratando dele. "Pedir vista", passou a ser uma expressão simbólica, ultrapassada ha muito. 

Agora tudo é eletrônico, em 1 minuto, ligando a Internet, pode tomar conhecimento, imediatamente, do conteúdo do processo, para o qual "pediu vista” ha 34 dias. Mas preferiram colocar em votação, em vez do processo de 34 dias, uma liminar que foi apresentada na segunda feira, 48 horas antes. Razão? È que esse desproposito vergonhoso, fazia parte da palavra que resultou no ACORDÃO. Cumprem a palavra pessoal, não ligam para a reputação do próprio Supremo.

Não pararam por ai. Inesperadamente, mudaram a rotina das votações, do mais novo, para o mais antigo. Assim o decano é sempre o penúltimo a votar, depois dele, só o presidente. (Agora Carmen Lucia). Mas como Celso de Mello é muito respeitado, votou em primeiro lugar, para influir alguém. E de forma inédita, antes de justificar sua convicção, antecipou seu voto, para não ser cobrado por ninguém.

É que em 3 de novembro, antecipou seu voto, contra Renan, foi o sexto voto, no 6 a 0. Agora, nova antecipação, foi o primeiro a honrar o corrupto Renan com seu voto.

Apesar dos 6 a 3, que não ficará apenas nos anais, terá conseqüências. Negativas. A subserviência não pode ficar impune. E quando o Supremo julgará os 8 processos que tem contra o próprio Renan?
                                            
O novo Ministro da Integração

Ontem foi noticiado com estardalhaço que o deputado Antonio Imbassahy, será convidado para substituir Geddel. E como algumas televisões gostam de fazer, acrescentam, "você viu primeiro aqui". Agora a verdadeira historia de Imbassahy, que começa ha 2 meses, noticiada por este repórter, com exclusividade.

Aécio procurou Temer, não pediu, reivindicou: "O PSDB quer a presidência da Câmara em fevereiro. Já temos até o nome, é o líder na Câmara, Imbassahy". Como já era um dos grandes problemas do governo, o presidente provisório tentou conversar, Aécio levantou, foi embora.

Ha 10 dias a mesma fonte me disse: "O Aécio voltou a conversar com Temer, agora sobre o Ministério da Integração". Como a presidência da Câmara virou um tormento e uma ambição, o presidente do PSDB falou: "O Imbassahy aceita ser Ministro da Integração". Publiquei claro, e acrescentei. Temer gostou duplamente. Vai preencher o ministério, sem risco da delação da Odebrecht. E não terá candidato do PSDB, disputando a presidência da Câmara.

Em 24 horas, voltou à arrogância de Renan

Não demorou. Ontem, quinta, depois da retumbante vitoria da quarta, presidiu a sessão do Senado. Aproveitou para afrontar e confrontar o Supremo, e tentando ganhar a opinião publica. Textual:"Todas as acusações contra mim no Supremo vão RUIR. Destruirei uma a uma, mostrarei, que tudo é montagem contra o presidente do Senado, e não contra mim, pessoalmente".

E terminou com três afirmações. 1-Ele que dizia que não sabia de nada, nunca pode fazer a defesa, revelou: "Já fui depor na policia 4 vezes, e irei quantas forem necessárias". 2 - Amenizando, como fazem os aventureiros corruptos: "Com a decisão de ontem (anteontem), ganharam o Executivo, Legislativo e Judiciário". 3 - Comentando o julgamento a favor dele: "Decisão do Supremo é para ser cumprida". Isso repercutiu de forma terrivelmente negativa entre os Ministros. Principalmente os 6 que o absolveram.

Queda de juros

Com 2 anos de atraso uma imprudência total. Acentuando que o problema deve ser tratado, "com cautela", o presidente do Banco Central, anunciou no condicional: "È possível que na reunião do dia 10 de janeiro, a Selic seja reduzida em 0,50". Ficaria então em 13,25. Já devia estar em 10 por cento, desde o final de 2014. Em 7 meses como presidente, Temer reduziu os juros em 0,25. O presidente nem imagina, que sem a redução dos juros, não chegará a lugar algum.

Jorge Picciani, o herói da impunidade

Tem presidido todas as sessões da Alerj que examinam o pacote do governador Pezão. Acusadissimo de corrupção, por muitos lados, não é atingido. As matérias do mais relevante jornalista investigativo que é Chico Otavio, continua naquela cadeira, dominando a Alerj, junto com Sergio Cabral. Durante 20 anos, embora Cabral tenha se tornado mais importante do que ele.

Tem um filho Ministro de Estado, outro secretario. No pacote de "maldades" do governador, prejudica sempre os trabalhadores , A Fetranspor, que domina no Rio,todo o setor de transportes, altamente favorecida na questão do bilhete único,prejudicando milhões de trabalhadores, diariamente. ROUBADOS.

PS- Depois de meses, a CPI que deveria investigar a corrupção na cúpula do futebol, E principalmente na CBF, encerrou os trabalhos, não indiciou ninguém. Os maiores corruptos, como Marco Polo Del Nero, felizes da vida.

PS2- Apesar de não sair do Brasil com medo de ser extraditado, Del Nero é estranhamente mantido pelos clubes. A CPI não apurou as razões dessa escandalosa ligação, clubes – CBF - Del Nero.


 PS3- Razão de nada ser apurado, nem ninguém ser indiciado. O relator da CPI, é o senador Romero Jucá. Ministro de Temer, demitido logo nos primeiros dias, por envolvimento com a Lava-Jato. Que Republica

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